Todo o mundo fala de amor - toda a revista e jornal e
todo missionário discorre interminavelmente sobre o amor.(...) Quando você diz que ama a Deus, que isso significa?
Significa que ama uma projeção de sua própria imaginação, uma projeção de si
mesmo, revestida de certas formas de respeitabilidade, conforme o que você pensa
ser nobre e sagrado; o dizer "Amo a Deus" é puro contrassenso. Quando
você adora a Deus, está adorando a si mesmo; e isso não é amor.
(...)
A adoração de uma certa pessoa, o amor carnal, a troca de emoções, o
companheirismo - será isso o que se entende por amor? Essa foi sempre a norma,
o padrão, que se tornou tão pessoal, sensual, limitado, que as religiões
declararam que o amor é muito mais do que isso. Naquilo que denominam
"amor humano", elas veem que existe prazer, competição, ciúme, desejo
de possuir, de conservar, de controlar, de influir no pensar de outrem e,
sabendo da complexidade dessas coisas, dizem as religiões que deve haver outra…