Pular para o conteúdo principal

Será que lidamos bem com a angustia... tristeza... entendemos bem estes momentos?






Podemos nos sentir angustiados por causa da ansiedade e medo que preceda um evento, um acontecimento, uma ocasião, uma circunstância que sabemos que se aproxima. Ou, ficarmos angustiados por alguma lembrança, memória de um evento passado que conseqüentemente não podemos mudar.
Seja o motivo que for que nos leve a angustia, fato é que esse sentimento exerce função crucial na simbolização de perigos reais ou imaginários que possamos perceber.
E se nos conhecemos pouco, provavelmente estaremos imaginando perigos e monstros que não existem!
Nosso medo e insegurança, conseguem aumentar e distorcer tudo o que tocam!
Diz-se em Psicanálise, que precisamos equilibrar três instâncias psíquicas em nossa personalidade, que são:
- Nossas vontades e desejos, chamados de "Id"
- Nosso instinto repressor e regulador dessas vontades, chamado de "Superego"


Podemos nos sentir angustiados por causa da ansiedade e medo que preceda um evento, um acontecimento, uma ocasião, uma circunstância que sabemos que se aproxima. Ou, ficarmos angustiados por alguma lembrança, memória de um evento passado que conseqüentemente não podemos mudar.
Seja o motivo que for que nos leve a angustia, fato é que esse sentimento exerce função crucial na simbolização de perigos reais ou imaginários que possamos perceber.
E se nos conhecemos pouco, provavelmente estaremos imaginando perigos e monstros que não existem!
Nosso medo e insegurança, conseguem aumentar e distorcer tudo o que tocam!
Diz-se em Psicanálise, que precisamos equilibrar três instâncias psíquicas em nossa personalidade, que são:
- Nossas vontades e desejos, chamados de "Id"
- Nosso instinto repressor e regulador dessas vontades, chamado de "Superego"
- E o que busca um balanço entre as duas anteriores, que se chama "Ego" ou "Consciência"
Portanto, um atrito e desequilíbrio entre nosso Id (vontade) e nosso Superego (repressão), tem como conseqüência um Ego atormentado. É o Ego que analisa a possibilidade real de colocarmos em prática ou não, uma ação desejada pelo Id e também tenta controlar e minimizar o excessivo rigor imposto pelo Superego.
A esse conflito entre o Id e o Superego, Freud denominou angústia.
Cabe ao Ego, à consciência, a busca de um equilíbrio entre estas partes psíquicas: A vontade e a repressão dessa vontade.
Porém, isso pode ser bastante difícil se a pessoa está sendo pressionada por uma convenção social, um padrão de conduta e comportamento que a sociedade e ela mesma estejam exigindo que siga, sem que na verdade, seu eu verdadeiro concorde ou queira seguir.
Nesse sentido, a única forma de lidarmos com a angustia causada entre a vontade e a repressão, é o autoconhecimento.
Somente nos conhecendo de verdade é que estaremos aptos a perceber o quanto estamos nos prejudicando, ao não expressarmos nossa verdade interior.
Só com o autoconhecimento é que podemos realmente julgar o quanto podemos ou não reprimir uma vontade, pois ao analisá-la conscientemente, podemos ver o quanto ela é prejudicial de verdade e assim desistimos dela, e transformamos essa vontade negativa em entendimento, focando a partir daí, vontades mais positivas para nossa vida, desistindo de fato e de vez, dos pensamentos e desejos negativos!
Ou, ao contrario, podemos perceber através do autoconhecimento, que o que chamamos de vontade é na verdade uma expressão real e positiva de nós mesmos, mas que estamos reprimindo por medo de sermos rejeitados socialmente ou por alguém que amamos. E nesse caso, desistimos de dar tanta importância ao que os outros dizem ou julguem a nosso respeito e seguimos nossa verdade, libertos de criticas, procurando nos fazer compreender por quem amamos, caso isso seja possível, mas se não for, não mentimos mais para satisfazer aos outros, mesmo sob pena de sermos realmente criticados e rejeitados! Só a verdade importará e a verdade liberta!
Mas percebermos a diferença entre essas duas situações, só é possível com o autoconhecimento, pois caso contrario, nos enchemos de culpas e nos torturamos, tentando nos encaixar de qualquer forma em algum personagem social que criamos, e viveremos angustiados.
Lembre-se de que a verdade sempre força sua passagem à luz, à expressão e quanto mais tentarmos reprimi-la, mais ela nos causará dor!
Auto-estima é a conseqüência de vivermos nossas verdades e expressarmos nosso verdadeiro eu!



Você acha que é o único a preferir evitar a sensação de tristeza ao invés de lidar com ela e a olhá-la de frente? Garanto que não, a maioria de nós não aceitamos este estado de abatimento, este estado melancólico que nos envia para um banco de memórias de perdas, erros, fracassos, dificuldades, dor, angústia, etc. Mesmo aqueles que consideramos supostamente mais fortes, até esses não gostam de falar abertamente sobre sentimentos negativos, pois temem que isso lhes retire capacidades, discernimento e os enfraqueça. Todos nós, em geral, evitamos os sentimentos negativos. Ninguém gosta de ter de lidar com eles.
De fato, uma das tendências mais consistentes que verifico na minha prática clínica é que tanto homens como mulheres repudiam a tristeza, como se de alguma forma fossem traídos por esse sentimento...  Quando nos sentimos deprimidos ou em baixo, normalmente sentimo-nos letárgicos e sem energia, como se não estivesse acontecendo nada de estimulante. Outros sentimentos negativos, como raiva, são muito mais atraentes porque sentimos que de certa forma nos dão capacidade, sendo mais apelativo: Você sente-se energizado, sente que sabe para onde dirigir o seu ímpeto e para quem. Mas a tristeza faz-nos sentir fora das coisas, é uma dose de nada, um sentimento amorfo que reduz o ímpeto, como se ficássemos ligeiramente anestesiados.

A TRISTEZA É INFORMAÇÃO QUE PRECISA DA SUA ATENÇÃO

No que diz respeito à tristeza, o problema é que as pessoas não a aceitam pelo seu verdadeiro propósito (objetivo). Mas sim, com toda a certeza, a tristeza tem o seu propósito bem definido. O objetivo da tristeza é para o fazer sentir (lembrá-lo e alertá-lo) que algo foi perdido, que algo aconteceu que não lhe serve ou lhe provoca mal-estar. E é tarefa do sofredor fazer o trabalho mental de descobrir o que é que o incomoda. Isto aponta para um problema mais amplo que muitas pessoas enfrentam no seu dia-a-dia. Por vezes quando nos sentimos tristes no meio do turbilhão de coisas que temos para fazer, simplesmente desejamos que rapidamente esse sentimento se afaste. Passamos rapidamente para a tarefa seguinte, sem percebermos a verdadeira razão por nos sentimos dessa maneira. Algumas vezes esta estratégia pode comprovar-se eficaz. Mas, se o assunto/situação for realmente pertinente, a tristeza irá fazer-se sentir novamente, só que agora noutro contexto, sem causa aparente. Nesse momento, temos mais dificuldade para identificar as razões, ficamos confusos. À medida que a tristeza se vai instalando, a nossa atenção vai-se dirigindo para o nosso mal-estar.
Sem percebermos o que se passou, tentamos a todo o custo, evitar, repudiar esse sentimento que nos causa uma enorme angústia, esse sentimento que pode vir a interferir com a nossa funcionalidade. Numa primeira fase os nossos corpos ficam lentificados, essencialmente, para nos ajudar a focar e resolver um problema que pode estar a surgir nas nossas vidas. Quando visto como temporário e como um subproduto positivo da nossa longa história humana, podemos superar a tristeza de uma forma rápida e positiva...

Como é que você pode usar a sua tristeza com uma vantagem? A tristeza deve ser vista como um estado temporário e útil. É normal ficar triste. A tristeza existe para ajudar-nos, por exemplo, de como podemos resolver um problema melhor, ja que dispomos da chamada experiencia.... Quando você se protege, evita  e abafa todo esse sentimento, ou procura as pessoas para que o animem, você  está a perder a oportunidade de perceber algo útil para si. Em primeiro lugar, que você tem a habilidade para fazer mudanças sólidas ao que lhe provocou perda ou mal-estar que justifique a tristeza e, segundo, que tem capacidade para persistir e para lidar com a situação, até que a alteração tenha efeito. Reforçando novamente a ideia, a tristeza, assim como todas as emoções, é um estado temporário, os nossos corpos não suportarem o impacto emocional por muito tempo, assim, devemos usá-las (emoções e sentimentos) a nosso favor, enquanto as sentimos.
Lembre-se: A tristeza pode ajudar-nos a ter/fazer melhores decisões. Muitas vezes, sofremos a dor emocional de modo que aprendemos a evitar certos comportamentos e a fazer melhores escolhas na vida. Quando algo não funciona para nós, ficamos propensos a tentar fazê-lo de forma diferente da próxima vez.

  • Permita-se estar/ficar triste. Negar tais sentimentos pode forçá-lo ao recalcamento, fazendo com que numa fase posterior a sua força se faça sentir provocando mais dano. Chore se você sentir essa necessidade. Provavelmente irá sentir alívio depois de chorar.
  • Se você se sentir triste, aceite estar triste durante algumas horas ou um dia. Use a sua tristeza para fazer uma introspeção, decida ficar sozinho, ouvir música melancólica, e observar os seus pensamentos e sentimentos. Planejar um determinado tempo para expressar a sua infelicidade temporária, pode ajudá-lo a sair desse estado.
  • Pense no contexto em que emergem esses sentimentos de tristeza. São relacionados a uma perda ou a um evento infeliz? Geralmente não é tão simples como descobrir a “causa ” da tristeza, mas talvez seja possível compreender os fatores envolvidos.
  • A tristeza como resultado de uma mudança. A tristeza pode ser resultado de uma mudança que você não esperava, ou pode sinalizar a necessidade de uma mudança na sua vida. A mudança geralmente é stressante, mas é necessário para o nosso crescimento.
  • Estar temporariamente triste não é depressão. ...
  • Não confundir tristeza com depressão
    A dor que sentimos, quando bem acolhida, é transformada em compaixão, força ou compreensão. Parte dela pode virar culpa, que nos impele à  assumir a responsabilidade que nos cabe em uma situação. Na nossa criação dependemos daqueles que nos cuidam para aprendermos a reconhecer, conter e transformar as emoções que sentimos. Quando algo nos machuca emocionalmente e esta dor nos é narrada pelo outro e reconhecida, ela é contida por outro e esta contenção nos liberta para perceber outros aspectos do que vivemos.  Amparados por alguém podemos perceber que estávamos exagerando na importância que demos à um evento, que somos mais fortes do que nos machucou, que tudo não passou de um mal entendido ou que quem nos machucou o fez por suas próprias limitações. 

    Porém para algumas dores não tivemos reconhecimento e acolhimento o suficiente. Neste caso o corpo reage de forma mais complicada, pois não houve vivências suficientes de acolhimento e tranquilidade para lidar com estas emoções e contextos. As situações são recebidas com hipersensibilidade, ficamos atentos e reativos à sinais da má intenção dos outros. Pode então haver raiva excessiva: entramos em estado de alerta, nos preparamos para nos defender como em uma batalha, planejamos rotas de fuga e ataque. O corpo queima, o coração dispara, os olhos ficam atentos. Por outro lado, pode também haver culpa e amortecimento, nos culpamos por não conseguirmos nos defender daquela situação ou ação do outro que nos causou dor, pensamos que por sermos quem somos é que nos tratam da forma que nos tratam, os ombros caem pra frente, o olhar baixa.  Às vezes, transitamos de um polo à outro, mas no geral a garganta trava pois o que realmente nos magoa não pode ser dito, já que não aprendemos à dizê-lo e sentimos profundamente, às vezes com grande razão, que não seremos ouvidos.

    Felizmente aprendemos a vida inteira. Ao longo da vida encontramos diversas pessoas que podem entender o que sentimos. Elas ressoam com nossas emoções mantendo-se tranquilas. Independente do que pensem das pessoas, atitudes e circunstancia que nos machucara, elas compreendem de forma muito intuitiva e muito próxima nossa dor. Essas pessoas podem ser nossos amigos, namorados e namoradas, um desconhecido, um terapeuta, um familiar. Estes momentos de compreensão, validação e aceitação do que sentimos é um momento de cura. Um momento em que o instinto poderoso que vive em nosso peito pode ser liberto. O nó na nossa garganta destrava e nosso peito passa a expandir de forma mais ampla e relaxar profundamente, restabelecendo a respiração ampla e completa. Nas relações com estas pessoas resgatamos nossas coragem, nossa compaixão e muitos outros sentimentos fortes relacionados ao coração e construímos assim subsídios para viver de peito aberto os momentos em que não formos ouvidos como verdadeiramente precisamos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

12 maneiras de jogar energia fora...

Por mais que existam pessoas desequilibradas e difíceis nós é que somos responsáveis pelas nossas energias e cabe a cada um de nós preservá-la e administrá-la da melhor forma possível. Existem “receitinhas”, orações, banhos, cristais e um arsenal de proteção, que são válidos e eficientes até um certo ponto. Porque aquele que não assume a responsabilidade por suas venturas e desventuras sempre estará vulnerável às energias ao seu redor. Sabe por que o outro rouba a sua energia? Porque você deixa a porta aberta!!! E depois ainda diz que a culpa é do outro… Para ajudar a refletir, fiz uma listagem de doze atitudes (e olhe que a lista é imensa!) que gastam uma tremenda energia vital. Uma vez desvitalizado e sem proteção fica fácil para qualquer um chegar perto e perturbar seu equilíbrio. Use esta listagem também para pensar porque a prosperidade às vezes passa longe de você. A energia que seria usada para atrair o bem, a felicidade, o amor, o dinheiro acaba sendo gasta de …

עילי בוטנר ורן דנקר - בואי נעזוב

Agradecer sempre!!!

Você sabia que o Universo se comunica conosco o tempo todo e nos envia respostas, mensagens e sinais, de acordo com nossos desejos e necessidades? Estes sinais se manifestam através do fenômeno que conhecemos como sincronicidade, ou seja, no momento em que você necessita de algo, ou de que alguma situação aconteça, aquilo se manifesta repentinamente em sua vida. Mas eles não se apresentam somente com soluções grandiosas ou espetaculares. Manifestam-se igualmente nos acontecimentos rotineiros. A prova incontestável de que você está vivendo e atuando numa parceria harmoniosa com a vida, é a presença destas sincronicidades em seu dia-a-dia. Para percebê-las, é necessário que você esteja atenta e consciente de que o Universo sempre responde, de alguma forma, a todos os seus pedidos. Se você vinha recebendo estes presentes e, de repente, eles pararam de acontecer, saiba que algo saiu do eixo em seu plano de vida..... É indício de que você se deixou perturbar por alguma forma de negativida…