Você não pode ficar olhando para baixo, para você mesmo como se fosse seu próprio inimigo, com esse hábito de se sentir menor, sem valor, falando ou pensando frases como: “Ah, eu não vou conseguir isso... Isso é muito difícil, não vai dar certo. Não sou capaz. Não sou suficiente”. Para que precisamos de uma mente assim? Essa visão vai atrapalhar qualquer tipo de pensamento. Se sua mente tem esse hábito, você não vai conseguir nada mesmo.
 
Esse hábito da mente é o que rouba toda a sua paz, sua capacidade de ver situações de todos os ângulos. Porque, por mais que você entenda a situação, o hábito vem e rouba tudo. Temos que nos levantar, levantar nossa própria mente e a visão de nós mesmos, eliminando da nossa mente esse hábito de olhar pra baixo. Não podemos nos afogar nas situações, precisamos nos elevar.
 
Como eliminar esse hábito de sua mente?  Através de se autoconhecer, de se ver a você mesmo por aquilo que você realmente é. Isso é meditação, ou seja, você se auto-observa – suas reações mentais frente a determinadas situações.
 
A mente pode ser minha amiga ou minha inimiga. Amiga é aquela pessoa que está somando, que está junto, ao seu lado. A mente amiga é aquela que está do nosso lado para que possamos adquirir conhecimento, que dê uma clareza de nós mesmos. É aquela que eu entendo o que se passa nela, que tem a capacidade de lidar com as situações. Assim precisamos capacitar nossa mente para que ela possa compreender que nós somos livres de limitação.
 
O processo para isso é a apreciação de mim mesmo, porque mesmo que eu conheça o Absoluto, o hábito de me ver limitado rouba esse conhecimento e toma conta da mente. Então o que precisamos é desenvolver a capacidade de trazer de volta essa visão de nós mesmos e vermos a plenitude da nossa natureza. E na hora que a mente vai reagir, trazemos de volta a visão de quem realmente somos – seres livres de limitação, plenos.
 
A todo momento as situações são uma oportunidade para uma revisão de mim mesma. Quando as coisas acontecem, naquele momento é a oportunidade para eu aprender mais sobre a minha própria natureza.
 
Toda causa do sofrimento está pendurada na ignorância em relação à minha própria natureza. A visão de falta e de insuficiência sobre mim mesma é a própria limitação.
 
Quando conseguimos perceber que somos na essência livres de limitações, e quando olhamos esse universo imenso, vemos que tudo tem uma razão de ser. Não existe nada que seja irrelevante, que não tenha uma lógica, um por quê. Tem um funcionamento, uma harmonia, uma ordem que permeia tudo no universo, nos oceanos, nas montanhas, nos animais e inclusive em mim mesma, no meu corpo físico, mental etc.
 
E toda essa ordem cósmica se torna importante para complementar o entendimento que tenho sobre mim mesma. Já que eu faço parte do universo, todo o universo está em mim e portanto também estou sob o comando dessa ordem cósmica.
 
Quando entendemos que existe essa ordem maior, cedemos a essa ordem, porque confiamos que essa ordem está em todas as coisas que vemos e também reconhecemos que existe essa ordem em relação à ação e em relação aos resultados da ação de todas as situações que acontecem na minha vida e na vida das outras pessoas. Então eu posso confiar que o resultado das minhas ações são adequados. O que vem é exatamente aquilo que deve vir.
 
Essa compreensão do infalível, de um todo que a tudo governa é o que me permite um relaxamento. Mesmo que o que vem não seja exatamente aquilo que eu queria, eu sei que isso é o adequado, é o justo. Não sendo o que eu quero, sempre tenho a chance de fazer tudo de novo, me esforçar mais uma vez.  Assim eu confio no resultado que vier porque eu confio na ordem maior que a tudo governa.
 
Com essa reflexão, eu desejo a todas as pessoas que me dão a honra de tê-los como leitores que este ano que se inicia seja uma oportunidade para nos desfazermos de nossos hábitos de nos vermos como seres limitados, restabelecendo o nosso olhar verdadeiro para nós mesmos e para todo o universo do qual fazemos parte e assim sermos presenteados com um relaxamento interno que é a própria paz que já somos. 

 (ideias tiradas das palestras da Glória Ariera e que fazem tanto sentido para mim)

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