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"Psicologia e Religião Oriental" Carl Gustav Jun


Psicologia e Religião Oriental - Vol. 11/5 - Col. Obra Completa - 7ª edição. Editora Vozes, 2011
Autor: Carl Gustav Jung 
Neste exemplar da coleção Obra Completa, o autor lança um olhar ocidental sobre alguns fenômenos religiosos do oriente e sua importância psicológica: o Livro Tibetano dos Mortos e da Grande Libertação, Yoga, Meditação, Zen-Budismo e I Ching. 
Carl Gustav Jung - Psicologia e religião oriental
Este livro é constituído de uma série de 7 prefácios escritos por Jung para obras de tradução e interpretação sobre religiões e filosofias orientais, tais como o hinduísmo, budismo e a yoga. Jung procura relacionar a filosofia oriental, nos seus conceitos e práticas, com a psicologia analítica desenvolvida por ele. O livro contém os seguintes prefácios-capítulos:
1 - Comentário psicológico sobre o "Livro Tibetano da Grande Libertação - ou o Método da Realização do Nirvana através do Conhecimento da Mente", de Padma Sambhava; diferença existente entre o pensamento oriental e o pensamento ocidental. Comentário ao texto. (escrito em 1939) 
2 - Comentário psicológico ao Bardo Thodol (Livro Tibetano dos Mortos, traduzido por W. Y. Evans-Wentz, 1935) 
Evans-Wentz - Livro tibetano dos mortos
3 - A Ioga e o Ocidente (Prabuddha Bharata, 1936) 
4 - Prefácio à Obra de Suzuki: A Grande Libertação (D. T. Suzuki, Die Grosse Befreiung, 1939) 
5 - Consideração em Torno da Psicologia da Meditação Oriental (publicado em Symbolik des Geistes, 1948) 
6 - O Santo Hindu (introdução a H. Zimmer, Der Weg zum Selbst, 1944) 
7 - Prefácio ao I Ching (escrito em 1948 para a versão inglesa do I Ching, O livro das transformações. Traduzido por C. F. Baynes) 
Existe uma resenha e fichamento do livro “Psicologia e Religião Oriental” realizada por Amilcar Ferraz Farina, disponível no seguinte site:
 https://sites.google.com/site/micadisco/
estudossobrec.g.jung
 
O AUTOR: CARL GUSTAV JUNG (1875 - 1961)
Carl Gustav Jung foi um psiquiatra suíço, fundador da psicologia analítica, também conhecida como psicologia junguiana.
Os assuntos com que Jung ocupou-se surgiram em parte do fundo pessoal que é vividamente descrito em sua autobiografia, "Memórias, Sonhos, Reflexões" (1961). Ao longo de sua vida Jung experimentou sonhos periódicos e visões com notáveis características mitológicas e religiosas, os quais despertaram o interesse por mitos, sonhos e a psicologia da religião. Ao lado destas experiências, certos fenômenos parapsicológicos emergiam, sempre para lhe redobrar o espanto e o questionamento. 
Carl Gustav Jung - foto de 1949
Seu interesse pelas questões do espirito e manifestações religiosas o levou a uma série de viagens pelo mundo e a estabelecer contato com diferentes pesquisadores. Em 1923 Jung travou amizade com Richard Wilhelm (tradutor do "I Ching - O Livro das Mutações"); Fez inúmeras viagens que o levaram a visitar os índios Pueblo do Novo México (Estados Unidos); Fez uma expedição a Uganda, ao Quênia, às margens do Nilo; Visitou aos Elgonys no Monte Elgon; Viajou para o Egito e Palestina; Fez uma viagem à Índia, a convite do governo britânico em 1938.
Participou ativamente do Grupo Eranos. Era um grupo de pensadores dedicados aos estudos da espiritualidade que ocorria regularmente na Suíça, a partir de 1933. O nome foi sugerido por Rudolf Otto, e é derivação da palavra grega que significa um banquete onde não existe um anfitrião a prover os convidados, mas onde todos contribuem com sua comida.
Encontro do grupo Eranos, em 1938
Grupo Eranos (reunião em 1938)
O grupo de Eranos foi fundado por Olga Froebe-Kapteyn em 1933, e as conferências ocorreram anualmente em sua propriedade desde então - às margens do Lago Maggiore, próximo a Ascona, na Suíça. Por mais de setenta anos, as reuniões serviram como ponto de contato entre intelectuais de diferentes orientações de pensamento. Foram convivas de Eranos especialistas de áreas diversas, desde pensadores das "psicologias profundas" (psicanálise, psicologia analítica, psicologia arquetípica), aos estudos em religiões comparadas, história, crítica literária, folclore eepistemologia das ciências naturais, como física, química e biologia.
Grupo Eranos
As conferências tinham duração de oito dias. Durante esse período, os participantes realizavam suas atividades em conjunto, vivendo de forma comunal e exercendo abertamente o diálogo e o debate. Todo ano, um tema novo era proposto; cada intelectual ou pensador poderia dispor de duas horas para apresentar uma fala de sua escolha relacionada ao tema - sua contribuição ao "banquete" de ideias. Dada à diversidade de pensamento, não é possível designar os escontros de Eranos como uma "escola", embora tenha havido uma intensa troca e a partilha de questões em comum, como a hermenêutica dos símbolos e os fundamentos da possibilidade do conhecimento científico (epistemologia).
Jung e Heinrich Zimmer, na reunião do grupo Eranos, em 1936Jung com Heinrich Zimmer, na reunião do grupo Eranos, em 1936
Alguns nomes relevantes que participaram do Círculo de Eranos e suas respectivas áreas de estudos:
Rudolf Otto - fenomenologia da experiência religiosa.
Paul Tillich - teologia e filosofia cristã.
Gerardus van der Leeuw - fenomenologia e história das religiões.
Gilbert Durand - arquetipologia geral e hermenêutica dos símbolos.
Marie Louise von Franz - psicologia analítica.
James Hillman - psicologia Analítica.
Richard Wilhelm - religiões orientais - China.
Giuseppe Tucci - arqueologia mediterrânica e religiões orientais - Tibete.
Henri-Charles Puech - história das religiões.
Raffaele Pettazzoni - história das religiões.
Alain Danielou - religiões orientais e cristianismo primitivo.
D. T. Suzuki - zen-budismo.
Heinrich Zimmer - arte religiosa indiana, ciclo arturiano do Santo Graal.
Karl Kerényi - mitologia grega.
Mircea Eliade - história das religiões.
Erich Neumann - psicologia analítica.
Gilles Quispel - estudos gnósticos.
Gershom Scholem - misticismo judaico.
Henry Corbin - religião islâmica.
Adolf Portmann - biologia.
Jakob von Uexküll - biologia (biossemiótica)
Herbert Read - história da arte.
Max Knoll - física.
Erwin Schrödinger - física.
Wolfgang Pauli - física.
Niels Bohr - física.
Knoll - física.
Joseph Campbell - mitologia comparada.
Andrés Ortiz-Osés - mitologia mediterrânica.
Erich Neumann, Carl Gustav Jung e Mircea Eliade, em 1950Erich Neumann, Carl Gustav Jung e Mircea Eliade, em 1950
Do contato de Jung com os diferentes pesquisadores de outras áreas em parte propiciados nos encontros do grupo Eranos, e do acesso a conhecimentos da física quântica de sua época; aspectos da teoria da relatividade e da física quântica (especialmente o princípio da incerteza, da complementaridade e da não-Localidade); das pesquisas em parapsicologia. Tudo isso, associado a experiências pessoais e de seus pacientes, o levou a sugerir que as camadas mais profundas do inconsciente independem das leis de espaço, tempo e causalidade, produzindo fenômenos paranormais como a clarividência e a precognição, que passaram a ser estudados pela psicologia. 
Jung
Jung percebeu que a compreensão da criação de símbolos era crucial para o entendimento da natureza humana. Ele então explorou as correspondências entre os símbolos que surgem nas lutas da vida dos indivíduos e as imagens simbólicas religiosas subjacentes, sistemas mitológicos, e mágicos de muitas culturas e eras. Graças à forte impressão que lhe causou as muitas notáveis semelhanças dos símbolos, apesar de sua origem independente nas pessoas e nas culturas (muitos sonhos e desenhos de seus pacientes de variadas nacionalidades exprimiam temas mitológicos longínquos), foi que ele sugeriu a existência de duas camadas da psique inconsciente: a pessoal e a coletiva. 
O inconsciente pessoal inclui conteúdos mentais adquiridos durante a vida do indivíduo que foram esquecidos ou reprimidos, enquanto que o inconsciente coletivo é uma estrutura herdada comum a toda a humanidade composta dos arquétipos - predisposições inatas para experimentar e simbolizar situações humanas universais de diferentes maneiras. Há arquétipos que correspondem a várias situações, tais como as relações com os pais, o casamento, o nascimento dos filhos, o confronto com a morte. Uma elaboração altamente derivada destes arquétipos povoa todos os grandes sistemas mitológicos e religiosos do mundo.
Jung e mandala
A partir da contribuição de Jung, vários desenvolvimentos em diferentes áreas do conhecimento têm ampliado a compreensão da relação entre os processos psíquicos e o mundo exterior. E do interesse de Jung pela religião surgiram algumas obras sobre símbolos: Psicologia e Religião (1940); O Homem e Seus Símbolos (1961); O Segredo da Flor de Ouro, Um Livro de Vida Chinesa; Psicologia da Religião Ocidental e Oriental; Psicologia e Religião Oriental. O trabalho de Jung marcou - e tudo leva a crer que ainda marcará - as áreas da Antropologia, a Sociologia e a Psicologia, e também, em outros campos como a Arte, a Literatura e a Mitologia.

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