Pular para o conteúdo principal

Menopáusa e Sexualidade


"Quando a mulher gosta do seu corpo, conhece os seus pontos erógenos (zonas de prazer corporal) e encara o sexo como gostoso e desejável, muito provavelmente ela não terá grandes conflitos com relação a continuar tendo uma vida sexual prazerosa após a menopausa"É fato que a menopausa (ultima menstruação) denuncia um envelhecimento que começou por volta dos 35 anos com o climatério - fase de transição entre a vida reprodutiva e a não reprodutiva da mulher.
A menopausa marca o fim da fase reprodutora feminina, mas contrariamente a afirmações e crenças populares bastante difundidas, não implica de modo nenhum o fim da vida sexual da mulher....

 A ideia de que a menopausa é caracterizada por um período triste, depressivo é um mito. O que se observa é a depressão nos anos que antecedem o período da menopausa. Estudos realizados em Harvard Medical School, com 4161 mulheres, entre 30 e 40 anos de idade, revelaram vários fatores de risco para o desenvolvimento de depressão:
Mulheres viúvas, separadas ou divorciadas e fumadoras, claramente apresentam tendência a depressão. Mulheres que tiveram menstruação muito jovens, que nunca engravidaram e que sofrem de tensão pré-menstrual também são candidatas à depressão. Os principais sintomas depressivos observados foram perda de apetite, insónia, dificuldade de concentração, tristeza, desesperança e fadiga
Não se pode dizer com certeza, se a depressão relacionada à menopausa na mulher é realmente causada pela própria menopausa.
Há uma tendência recente em considerar os sintomas da menopausa como sendo causados pela combinação de vários fatores e não apenas à falência ovariana. Valoriza-se as alterações orgânicas possíveis no climatério, influências culturais, sensibilidade e dificuldades sociais, entre outros motivos para a sintomatologia menopausica.


SEXUALIDADE E MENOPAUSA

As mulheres ao chegarem a menopausa abandonam a sua sexualidade, e sentem diminuída a sua condição de mulher.
Na nossa sociedade, devido à falta de informação e pelos mitos criados em torno da menstruação, corre o pensamento de que após a menopausa a mulher perde o interesse e o prazer pelo sexo. 
O pensamento machista e mesmo nas próprias mulheres, associam após a menopausa, com a perda da fertilidade e portanto a impossibilidade de gerar uma posição de incompetência.
A menopausa fica associada desta forma com a perda do desejo sexual e para muitas mulheres com a incapacidade de serem atraentes ou desejadas.
Os sexólogos e psicólogos concordam que a menopausa não marca o fim da vida sexual, ainda que ocorram algumas mudanças na forma de experimentá-la. O desejo sexual não diminui, ainda que os estrógenos e a progesterona desapareçam, a testoterona, que é a hormonio que se encontra em grande quantidade nos homens e que é responsável pelo desejo em ambos os sexos, não diminui com a idade.

 UMA ABORDAGEM HOLÍSTICA DA MENOPAUSA

Com o aumento da esperança de vida, o número de mulheres com mais de 50 em vários países, já constitui 15 a 20% do total da população. A menopausa tem sido foco de atenção em várias partes do mundo. Podemos dizer que está "na moda" discutir as abordagens atuais e os progressos quanto às terapias hormonais, fito-hormonais, homeopáticas ou mesmo alimentares e fisioterápicas. Apesar do tema climatérico/menopausa estar a atrair o interesse de diversas áreas ligadas à saúde, tornando-se o objeto de muitos estudos científicos, na literatura de Psicologia e Antropologia há muito pouco sobre o assunto.
Os estudos são dirigidos mais para os transtornos físicos e para as soluções medicamentosas do que para os conflitos internos e sócio-culturais (familiar, conjugal e social) que podem acontecer nessa fase. 
Várias pesquisas também apontam uma variação de sintomatologia na menopausa entre mulheres de diferentes países e de diferentes níveis socio-económicos e educacionais. Isso indica que o fator hormonal e fisiológico não é o único determinante nessa fase. Por isso, a importância da abordagem holística e do atendimento integral da mulher, tendo uma visão dela como um ser bio-psico-social, começa a ser mais e mais reconhecida. A mulher não pode ser vista como uma máquina que envelheceu e precisa de reparos ou reposições, e sim como uma pessoa que traz consigo toda uma história de vida, família, filhos, trabalho, alegrias, mágoas, esperanças e temores. Em virtude das variações hormonais, a mulher apresenta ao longo de sua vida, fases diferenciadas que, embora façam parte de um processo natural, apresentam diferentes peculiaridades. A criança transforma-se em menina, que se transforma em adolescente e finalmente, com a completa maturidade sexual, atinge sua plena capacidade para engravidar, entrando na fase denominada reprodutiva. Essas fases, que podemos chamar de psicossexuais, vêm acompanhadas de modificações físicas e psicológicas as quais dependem da evolução particular de cada mulher e da interação dos fatores hormonais, características pessoais e ambientais. 
No período pré e pós-menopáusicos são observadas alterações físicas como transtornos menstruais, no sistema nervoso central, sistema cardiovascular, trato genito-urinário, pele e ossos. 
O não reconhecimento das necessidades individuais, sejam orgânicas, psicológicas, sociais ou espirituais é apontado em pesquisas recentes como fator favorável à diminuição da eficiência das defesas naturais do corpo, aumentando assim a predisposição ao surgimento de doenças.
O atendimento à mulher pelo nosso sistema de saúde tem como objetivo principal a assistência diagnóstica e curativa de doenças. A relação médico-paciente nos ambulatórios públicos ainda tem como característica principal o anonimato. Na imensa maioria das vezes, com a escassez do tempo para o atendimento, procura-se escutar “o mínimo” a respeito da pessoa e “o máximo” sobre a doença que a levou à consulta. A mulher, na maior parte das vezes, não encontra respostas para suas dúvidas e chega ao término da consulta carregando os medos gerados por mitos a respeito desta nova fase de vida.
É muito disseminada a imagem de que a menopausa é doença e não um fenómeno biológico natural e que portanto, precisa ser tratada. 
O término da menstruação é vivenciada por algumas mulheres como perda da feminilidade, pois a experiência constante e cíclica do sangramento uterino é, para muitas, dotada de grande simbolismo. 
A qualidade de vida às vezes é severamente reduzida com a crença de que está “muito velha” para refazer a vida pessoal ou profissional. A auto-estima, por outro lado, é abalada quando se percebem mudanças, no dia-a-dia, ao se olhar no espelho, reconhecendo as marcas do tempo como uma ameaça à sua imagem corporal. 
A sexualidade é também vista como tabu: existe a crença de que a libido diminui com a chegada da menopausa. 
Os antidepressivos surgem também como alternativas “milagrosas” para um reequilíbrio do humor. Todas essas alternativas são medicamentosas e, de certo modo, reforçam a imagem de doença que tem a menopausa. Para que se faça um atendimento integral à mulher, é necessária uma atenção médica, psicológica, educativa e reflexiva. É a integração de esforços para redimensionar o atendimento e o entendimento desta mulher inteira, saudável, com uma melhor qualidade de vida, integrada e em sintonia consigo mesmo, física e mentalmente, e também com o meio que a rodeia. 
A assistência integral à saúde da mulher constitui um conjunto de ações educativas, preventivas, diagnósticas e de tratamento, com a participação de profissionais de várias áreas ligadas à saúde, integrados no mesmo entendimento do ser biopsicossocial que é a mulher.


É preciso que a visão holística, onde o todo é maior que a soma das partes, predomine.

O desejo sexual diminui após a menopausa?
Para muitas mulheres o término do seu ciclo hormonal, ou seja, do período de fertilidade implica em uma tranquilidade que a libera para viver a sexualidade sem a preocupação de engravidar. É claro que para que essa sexualidade seja bem vivida, é necessário que essa mulher tenha uma boa autoestima e uma postura "tranquila" em relação ao seu envelhecimento.
Quando a mulher gosta do seu corpo, conhece os seus pontos erógenos (zonas de prazer corporal) e encara o sexo como gostoso e desejável, muito provavelmente ela não terá grandes conflitos com relação a continuar tendo uma vida sexual prazerosa após a menopausa.
O que pode acontecer é que com a diminuição dos hormônios, a mudança que deve acontecer na resposta sexual feminina, é que o desejo tenha uma intensidade um pouco menor e por isso será necessário colaborar estimulando pensamentos erotizados, fantasias e caricias corporais para que a excitabilidade se fortaleça. Enfim, esse é o principal aspecto da vivência sexual pós-menopausa: a diminuição hormonal pode diminuir a intensidade do desejo e isso exigirá esse maior envolvimento sexual, para que esse orgasmo um pouco "preguiçoso" aconteça.
. No mais, é permitir estimular sensações e pensamentos erotizados para viver bem o prazer de estar sexualmente ativa e satisfeita!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

12 maneiras de jogar energia fora...

Por mais que existam pessoas desequilibradas e difíceis nós é que somos responsáveis pelas nossas energias e cabe a cada um de nós preservá-la e administrá-la da melhor forma possível. Existem “receitinhas”, orações, banhos, cristais e um arsenal de proteção, que são válidos e eficientes até um certo ponto. Porque aquele que não assume a responsabilidade por suas venturas e desventuras sempre estará vulnerável às energias ao seu redor. Sabe por que o outro rouba a sua energia? Porque você deixa a porta aberta!!! E depois ainda diz que a culpa é do outro… Para ajudar a refletir, fiz uma listagem de doze atitudes (e olhe que a lista é imensa!) que gastam uma tremenda energia vital. Uma vez desvitalizado e sem proteção fica fácil para qualquer um chegar perto e perturbar seu equilíbrio. Use esta listagem também para pensar porque a prosperidade às vezes passa longe de você. A energia que seria usada para atrair o bem, a felicidade, o amor, o dinheiro acaba sendo gasta de …

עילי בוטנר ורן דנקר - בואי נעזוב

Agradecer sempre!!!

Você sabia que o Universo se comunica conosco o tempo todo e nos envia respostas, mensagens e sinais, de acordo com nossos desejos e necessidades? Estes sinais se manifestam através do fenômeno que conhecemos como sincronicidade, ou seja, no momento em que você necessita de algo, ou de que alguma situação aconteça, aquilo se manifesta repentinamente em sua vida. Mas eles não se apresentam somente com soluções grandiosas ou espetaculares. Manifestam-se igualmente nos acontecimentos rotineiros. A prova incontestável de que você está vivendo e atuando numa parceria harmoniosa com a vida, é a presença destas sincronicidades em seu dia-a-dia. Para percebê-las, é necessário que você esteja atenta e consciente de que o Universo sempre responde, de alguma forma, a todos os seus pedidos. Se você vinha recebendo estes presentes e, de repente, eles pararam de acontecer, saiba que algo saiu do eixo em seu plano de vida..... É indício de que você se deixou perturbar por alguma forma de negativida…