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que é déjà vu... e o que não é


Você já entrou em uma loja pela primeira vez e teve uma sensação estranhamente familiar? Ou estava conversando com um amigo e de repente teve a sensação de já ter tido a mesma conversa antes, embora saiba que isso não ocorreu na verdade? Se você já se encontrou em alguma dessas situações, o que experimentou foi o déjà vu. De 60 a 70% das pessoas admitem ter tido essa sensação pelo menos uma vez na vida. A visão, som, sabor ou mesmo odor de alguma coisa nos faz pensar que a experimentamos antes, embora saibamos que isso não ocorreu.
Há cerca de 40 teorias sobre o que é déjà vu e suas causas. Elas variam de reencarnação até pequenas falhas nos nossos processos de memória. Vamos explorar algumas dessas teorias para tentar esclarecer esse fenômeno pouco compreendido.

 que é déjà vu... e o que não é

Déjà vu crônico

Recentemente, pessoas com aquilo que os pesquisadores chamam de "déjà vu crônico" estão sendo estudadas. Quatro homens do Reino Unido têm tido déjà vu constantemente. Eles se recusam a olhar para os noticiários porque têm a sensação de que já sabem o que será dito (embora não saibam realmente). Ou eles não querem ir ao médico porque têm a sensação de que já foram e não vêem razão para ir novamente.
Os pesquisadores sugerem que esses indivíduos estão tendo uma falha no lobo temporal. É como se os circuitos que são ativados quando você lembra de alguma coisa tenham ficado emperrados na posição "ligado". Isso cria memórias que não existiram realmente [ref (em inglês)].
Déjà vu é um termo francês que literalmente significa "já visto" e tem diversas variações, incluindo déjà vecu, já experimentado; déjà senti, já pensado; e déjà visite, já visitado. O cientista francês Emile Boirac, um dos primeiros a estudar esse estranho fenômeno, deu esses nomes ao assunto em 1876.
Há muitas referências ao déjà vu que não são o déjà vu verdadeiro. Os pesquisadores têm suas próprias definições, mas geralmente o déjà vu é descrito como a sensação de se ter visto ou experimentado alguma coisa, que se sabe que não aconteceu. A utilização errada mais comum do termo parece ser com as experiências precognitivas, aquelas experiências onde alguém tem a sensação de que sabe exatamente o vai acontecer em seguida e a situação acontece. Uma distinção importante é que o déjà vu é experimentado durante um evento, não antes dele. As experiências precognitivas (se é que são reais) mostram situações que vão acontecer no futuro, não situações que você já passou. Contudo, uma teoria sobre o déjà vu lida com sonhos precognitivos que nos dão uma "sensação de déjà vu" depois.
Alucinações causadas por enfermidades ou drogas trazem um aumento de sensibilidade e são confundidas com déjà vu. Falsas memórias produzidas pela esquizofrenia podem também ser confundidas com déjà vu. Diferentemente dos verdadeiros déjà vu, que duram normalmente de 10 a 30 segundos, essas memórias falsas podem durar muito mais tempo.

Definir os tipos de déjà vu é algo muito incerto. Os estudiosos do assunto fazem suas próprias classificações e diferenciações, cada uma ligada a uma teoria específica sobre o que causa o déjà vu. Alan Brown, professor de psicologia da South Methodist University (SMU) e autor de "The Déjà vu Experience: Essays in Cognitive Psychology" têm três categorias para o déjà vu. Ele acredita que o déjà vu seja causado por disfunções biológicas (epilepsia, por exemplo),familiaridade implícita e percepção dividida. Em 1983, Dr. Vernon Neppe, diretor do Pacific Neuropsychiatric Institute, em Seattle, propôs quatro subcategorias de déjà vu, incluindo epiléticoparanormal subjetivoesquizofrênico e associativo.
Olhando amplamente para as pesquisas e fontes disponíveis, podemos colocar as experiências de déjà vu em duas categorias, para então ver as distinções mais sutis que os pesquisadores colocaram nelas.
  • Déjà vu associativo
    O tipo mais comum de déjà vu experimentado por pessoas normais e saudáveis é de natureza associativa. Você vê, ouve, cheira ou experimenta algo que desperta uma sensação que você associa com algo já vivenciado antes. Muitos pesquisadores acham que esse tipo de déjà vu é uma experiência baseada na memória e assumem que os centros de memória do cérebro são os responsáveis por ele.
  • Déjà vu biológico 
    Há também uma alta ocorrência de déjà vu entre pessoas com epilepsia do lobo temporal. Um pouco antes de ter um ataque, elas experimentam uma forte sensação de déjà vu. Isso tem dado aos pesquisadores mais confiabilidade para estudar o déjà vu e eles têm sido capazes de identificar as áreas do cérebro onde esses tipos de sinais de déjà vu se originam. Contudo, alguns pesquisadores dizem que esse tipo de déjà vu é distintamente diferente do déjà vu comum. A pessoa que o experimenta pode acreditar que já passou exatamente por aquela situação, ao invés de ter apenas uma breve sensação do fato.
O déjà vu ocorre com alguma previsibilidade em distúrbios psiquiátricos importantes como a ansiedade, depressão, distúrbios dissociativos e esquizofrenia....


Com o decorrer da ciência, muitos eventos e conceitos modificam-se. É o caso da psicologia cognitiva que parece adquirir alguns conceitos psicanalíticos, como o inconsciente e a fase primária. Pois é, para poder explicar o famoso evento psicológico conhecido como Déjá-vu, que é a impressão que temos, de repente, de já ter vivido algo, e a sensação, quase sempre, de estranhamento; neurologistas e psicólogos tentam compreender esse misterioso fenômeno de percepção temporal com o conceito do inconsciente. Hoje em dia este assunto é controversio... existem muitas linhas.. algumas...
Para a Psicologia Budista e Kardecista
“O Ser real é constituído de corpo, mente e espírito. Dessa forma, uma abordagem psicológica para ser verdadeiramente eficaz deve ter uma visão holística do ser, tratando de seu corpo (físico e periespirítico), de sua mente (consciente, inconsciente e subconsciente) e de seu espírito imortal que traz consigo uma bagagem de experiências anteriores à presente existência e está caminhando para a perfeição Divina.” Joanna de Ângelis


Déja Vú


Sentir que já se viveu algo, que já se esteve em tal lugar e que se sabe o que vai acontecer em seguida...

Freud explica o déja vú como produto de fantasias inconscientes, quando algo inconsciente emerge à consciência, provocando uma sensação de "estranheza".

Pensamos que se considerarmos que o psiquismo não é produto do orgânico (e aí entra a visão espírita), mas algo que o transcende e que trás a cada nova encarnação reminiscências psíquicas de existências anteriores (seja no corpo material ou fora dele), este material que emerge pode ser oriundo de muitas fontes (internas).

Pode até mesmo ser uma lembrança real, de algo vivido durante o sono fora do corpo, ou de antes da atual encarnação. Sim, muitas vezes sabemos o que nos espera no futuro, apesar de agirmos sobre ele e o modificarmos no presente. Nem sempre se trata de uma fantasia, propriamente dita. Às vezes se trata de uma lembrança genuína: estivemos em tal lugar em outra existência, ou durante o desdobramento (quando o espírito sai do corpo durante o sono).

Essa noção lembra a idéia de Sigmund Freud de que déjá-vus resultam do desejo de recapitular eventos reprimidos e elaborá-los, ou seja, aparecem como um mecanismo de defesa contra experiências traumáticas. A psicologia cognitiva também traz à tona processos inconscientes, processos de memória implícita (ou não declarativa), para explicar o dèjá-vu. Essa teoria ressalta que podemos ter a sensação de que uma pessoa, um local, um objeto ou um acontecimento nos são familiares, mesmo quando já experimentamos apenas um aspecto determinado deles, como um odor característico, em outro contexto. 
Em termo psicanalítico, poderíamos estar sendo atraídos, via inconsciente, por situações onde repetimos padrões, ou talvez fazermos uma leitura particularmente intensa de situações bem cotidianas, quando elas nos evocam padrões inconscientes.

Assim, dentre milhões de imagens cotidianas, números vistos, pessoas, objetos, assimiladas e deletadas sem maior significado aparente, o inconsciente escolheria justamente aquelas com as quais fizesse associações, como o exemplo dado pela psicologia a relacionar o armário em uma feira de usados com a situação de quando era criança, onde havia um armário muito parecido na casa dos avós do personagem que viveu o dèjá-vu. 
Conclusão. Verdadeiras lembranças e falsas lembranças. Tanto uma pesquisa da psicologia, que enfatiza que o Dèjá-vu pode ser provocado de forma independente, sem que haja memória real para acioná-la, quanto às outras pesquisas da psicologia, que ressaltam a necessidade da existência de lembranças anteriores que pudessem ser “revividas” de forma inconsciente, estão de acordo com os estudos da psicanálise, já que os estudos psicanalíticos consideram o dèjá-vu tanto como o fato vivido como algo imaginado que causou um impacto afetivo. 






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