A sincronicidade e o Amor




A sincronicidade está em toda parte, no movimento da natureza, do universo, e em nossa psique. Quando não compreendemos a si mesmos, nos colocamos como um ser separado do Todo. Não conseguimos compreender Deus, não conseguimos ver sentido para  nossa existência, e o movimento da natureza passa desapercebido por nós. Nosso corpo humano funciona em sincronismo, respiramos sem precisar pensar, o coração bate, nosso corpo funciona movido pela sincronicidade. Só percebemos que estamos respirando quando a respiração nos falta de alguma forma. Ou seja, nossa percepção do universo em nós e em nossa volta se perde dos nossos sentidos, a medida que não encontramos em nós mesmos a integração, nossa unidade, essa unidade que nos individualiza e nos coloca como parte do Todo.  Quanto mais buscamos nossa unidade, mais nossa percepção para o movimento gerado pela sincronicidade é captado pelos nossos sentidos, porque passamos a nos dar um sentido único. E esse nosso sentido único é o que nos coloca como parte do Todo, do universo em nossa volta.
O amor é a energia do movimento em nossa psique, é o amor que nos dar sentido, esse sentido que percebemos e seguimos com o pensamento.
O movimento em nossa psique impulsionado pelo amor faz nosso pensamento seguir um sentido para nós mesmos. A medida que caminhamos seguindo este sentido, caminhamos em direção ao nosso self, a nossa unidade. Nesse processo, todo nosso conteúdo inconsciente começa a agir fora de nós mesmos, gerando os acontecimentos significativos, nossa intuição então é despertada, porque nossa percepção está direcionada para o nosso sentido individual. A sincronicidade acontece fora de nós mesmos, como se projetasse no meio externo imagens do nosso conteúdo inconsciente, assim vai nos fazendo parte do Todo, porque percebemos no meio externo significados para nós mesmos,  nos levando no caminho em direção de si mesmos, nossa unidade e do nosso sentido existencial.
Mas tudo na psique tem origem na energia de movimento impulsionada pelo amor.  É o amor que nos movimenta, e é dele que se cria um pensamento formando nossa consciência.
O amor é como uma pedra, o sol, o núcleo do átomo, gerando a energia do movimento: o pensamento. Quanto mais buscamos esse amor de forma pura, bruta, como é uma pedra, mais nosso pensamento se torna individual nos dando um sentido único. Por isso na individuação, buscamos resgatar a criança interior, aquela de quando nascemos, sem os espelhos do pai, da mãe, de outros, porque o amor desta criança interior é que nos faz enxergar o mundo fora das aparências, sem preconceitos, sem idéias fixadas por outros. A criança imagina, fantasia, e esta imaginação é que faz com que nosso conteúdo inconsciente aflore, tanto para a formação da nossa consciência, quanto manifesto nos fenômenos da sincronicidade.
A consciência se expande com nossa percepção voltada para o nosso sentido único e individual, a nossa intuição é despertada por esse sentido que vamos adquirindo a medida que caminhamos seguindo nosso pensamento.
O universo em nossa psique, é como a imagem do sistema solar, onde o sol, a lua, os planetas se movimentam em sincronismo, criando o dia, a noite, e assim como existe a energia da gravidade, a energia de atração entre os corpos celestes, existe o amor em nossa psique, dando o sincronismo psíquico, ou seja, entre a consciência e o inconsciente, o self e o ego.
O sol, nosso self, lança sua luz no espaço, e a consciência é expandida nessa luz, ao alcance dela no espaço. Quanto mais enxergamos nós mesmos, mais conseguimos ver o foco dessa luz, nosso self, fazendo com que a nossa psique seja guiada por ele e não pelo Ego, a Terra. Assim, seguimos o movimento do sol, e não da Terra, que gira em torno de si mesma, o movimento Egoísta.
A libido, a lua, é quem recebe a luz do sol, a energia do amor, para o movimento, e nesse nosso movimento vamos ganhando a consciência sobre o amor, nos dando sentido no  pensamento, podemos dizer que o self vai se formando ou se fortalecendo a partir da libido. Por isso, entender a libido como um receptor da energia do amor para um impulso puramente sexual, nos torna cada vez mais perdidos do nosso sentido existencial, do nosso sentido divino, de Deus, e da evolução de nosso psiquismo.

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