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Mostrando postagens de Julho 22, 2012

Somos responsavéis pela nossa vida....

Vivemos dominados pelo vício da transferência que a todos debilita.

Ao filósofo existencialista Jean-Paul Sartre é atribuída a famosa frase: "o inferno são os outros". Segundo Sartre, ao dependermos demasiadamente dos julgamentos e das ações dos outros, abrimos mão de nossa liberdade essencial e criamos nosso próprio inferno. Queimamos assim na fornalha alimentada por nossos próprios medos, pelos nossos "demônios" internos, pela incapacidade de autonomia. Para o filósofo francês, portanto, os outros não são necessariamente os causadores do nosso sofrimento; somos nós que transformamos o outro em carrasco de nossa tortura.

Somos geralmente ágeis em transferir a outrem as causas de nossas inseguranças, irritabilidades, desconfortos, carências, infortúnios, mágoas, stress, descompensações, explosões de ira, enfim nossa carência de Paz. No entanto, por mais que creiamos que "o inferno são os outros" é dentro de nós que ele queima.

"Os outros", com os …

O INACABADO QUE HÁ EM MIM.

Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.
Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo,
O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alime…