"Ostra feliz não faz pérolas"







"Ostra feliz não faz pérolas" - Rubem Alves

A ostra para transformar o que lhe incomoda (grão de areia ou parasita) em pérola, precisa envolver o invasor de camadas e mais camadas de nácar, uma substância lustrosa produzida pela ostra. Quanto mais completamente a ostra envolver o intruso com nácar, mais perfeita será a pérola.

Nós humanos, para transformarmos nossas dores em pérolas, devemos envolvê-las de AMOR. Ora perdoando, ora sendo solidários com as dores alheias. Lembremos que amor não é mera inclinação natural de sentimento, amor verdadeiro e de valor é atitude e força de vontade.

Perdoar às vezes não é tão simples, mas é necessário. Contudo sempre digo que perdoar não é esquecer, isso só quem sofre de amnésia, mas perdoar significa não guardar rancor e desejo de vingança. Quem pede perdão deve saber também que não bastam palavras, deve-se fazer o possível para reparar/amenizar o prejuízo. Deve-se ter ATITUDE de mudança real.

Apesar de existirem sofrimentos revoltantes e incompreensíveis, são eles que nos movem a sermos solidários. Quando sentimos na pele algum sofrimento, mais facilmente podemos compreender a dor alheia e nos unir em busca de soluções. Infelizmente nem todos alcançam isso e se fecham em si mesmos numa auto piedade sem fim e infrutífera.

Ostra intacta não produz pérolas, e ostra que não produz pérolas só serve para ser comida ou para nada. O que preferimos ser? Como anda nossa produção de nácar humano, isto é, amor?

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