A energia psiquica e o vampirismo



Jung fala sobre energia psíquica como limitada em quantidade e indestrutivel. Ele não diz, como Freud, que a energia é de caráter apenas sexual mas como energia vital. Ele descreve como a energia pode fluir ou ser bloqueada em seu fluxo por algum canal. A propria energia não se altera, mas toma uma direção diferente. A tendencia natural da psique é de manter o equilibrio portanto, devido a essa tendencia, a energia psíquica muda de direção e intensidade quando ocorre um desequilibrio e não apenas devido a um bloqueio. (http://www.rubedo.psc.br/dicjung/listaver.htm). Portanto nós tendemos a investir energia naquilo que nos interessa mas a mente sempre vai fazer o movimento de compensar. Por isso quando estamos obcecados por algo, normalmente nossa sombra esta recebendo a mesma energia. A parte herdada da psique são os arquétipos que são padrões de estruturação do desempenho psicológico ligados ao instinto. O arquétipo é um conceito psicossomático, unindo corpo e psique, instinto e imagem. Os arquétipos são percebidos em comportamentos externos, especialmente aqueles que se aglomeram em torno de experiencias básicas e universais da vida. (http://www.rubedo.psc.br/dicjung/listaver.htm). O Mito do vampiro é um arquétipo que designa aqueles seres noturnos, com sexualidade reprimida, comportamento dionisíaco, a face lunar e a vaidade. Quando uma pessoa tem essas características na sombra (lado desconhecido da psique, não necessariamente ruim mas desconhecido), pode agir sugando a energia de outras pessoas sem perceber. A pessoa não consegue se abastecer energeticamente e busca sua energia nas pessoas com as quais se relaciona. Isso caracteriza a prática da vampirização energética. Não estou dizendo que essas pessoas são más, isso acontece na maioria das vezes, de forma inconsciente, ou seja, elas são normalmente pessoas "boas", gentis, embora a condição de necessitar intensa e continuamente de energia reflita um estado de intenso desequilibrio interior. Pode-se sofrer a vampirizacão de várias formas, por um olhar, por horas de conversa, ou até pelo telefone.Talvez nenhuma outra imagem na vida retrate melhor o estado interior demoniaco de desepspero do que o "vampiro", que é uma forma negativa do arquetipo do espirito. Em algumas lendas, quando o vampiro se olha no espelho, não ha imagem. Pode ser visto como o lado sombrio perfeito de Narciso, a psique sem espelho. É preciso cuidado com esse paciente pois a luz solar da consciencia pode faze-lo não aguentar. Entrar diretamente em contato com o desespero é perigoso pois a essencia do desespero é de que nada vai dar certo, é isso que grita dentro dele. Portanto as racionalizações e explicações podem fazer com que a pessoa entre em estado de fusão com a força vampírica. O desespero é um vazio caótico que destrói as idéias. Portanto não adiante evita-lo, ele tem que ser explorado para que haja uma união frutífera que libere e crie a alma.
Referencias: (site Rubedo, "O Monólogo de um Vampiro Psíquico De Francisco Aldebaran" - net. Livro: PERSONALIDADE LIMITROFE: VISAO E CURA Por DANIEL CAMARINHA DA SILVA, Livro ENERGIA PSIQUICA - Obras completas de Jung)

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