Sincronicidade


Sincronicidade é um conceito desenvolvido por Carl Gustav Jung para definir acontecimentos que se relacionam não por relação causal e sim por relação de significado. Desta forma, é necessário que consideremos os eventos sincronísticos não a relacionado com o princípio da causalidade, mas por terem um significado igual ou semelhante. A sincronicidade é também referida por Jung de "coincidência significativa".
O termo foi utilizado pela primeira vez em publicações científicas em 1929, porém Jung demorou ainda mais 21 anos para concluir a obra "Sincronicidade: um princípio de conexões acasuais", onde o expõe e propõe o início da discussão sobre o assunto. Uma de suas últimas obras foi, segundo o próprio, a de elaboração mais demorada devido à complexidade do tema e da impossibilidade de reprodução dos eventos em ambiente controlado.

Em termos simples, sincronicidade é a experiência de ocorrerem dois (ou mais) eventos que coincidem de uma maneira que seja significativa para a pessoa (ou pessoas) que vivenciaram essa "coincidência significativa", onde esse significado sugere um padrão subjacente.
A sincronicidade difere da coincidência, pois não implica somente na aleatoriedade das circunstâncias, mas sim num padrão subjacente ou dinâmico que é expresso através de eventos ou relações significativos. Foi um princípio que Jung sentiu abrangido por seus conceitos de Arquétipo e Inconsciente coletivo.
Acredita-se que a sincronicidade é reveladora e necessita de uma compreensão, essa compreensão poderia surgir espontaneamente, sem nenhum raciocínio lógico. A esse tipo de compreensão instantânea Jung dava o nome de "insight".


Se você já teve a impressão de estar na hora certa, no lugar certo e fazendo a coisa certa, então não pode deixar de ler O poder do fluxo – formas práticas de transformar sua vida com coincidências significativas. Charlene Belitz e Meg Lundstrom chamam de fluxo o desenvolvimento fácil, natural e harmônico do ser humano, e ensinam em catorze técnicas como aumentar o nível de coincidências na vida em um timing perfeito. Essas coincidências, ou sincronicidade, são sinais de que se está em pleno fluxo.
Através da observação de seus clientes, o psicanalista Carl Jung cunhou o termo "sincronicidade", uma das principais características do fluxo. A partir de coincidências significativas, que não podem ser explicadas como uma simples relação de causa e efeito, pode-se ter consciência das ligações internas com as forças do universo. Ou seja, que se é parte do todo e que leis universais podem ser usadas para melhorar a vida cotidiana.
No dia-a-dia, são exemplos de sincronicidade: pensar em alguém que inesperadamente lhe telefona ou encontrar um amigo em um lugar improvável. Jung observou que seus pacientes ficavam mais atentos às ocorrências do fenômeno quando passavam por circunstâncias de intensidade emocional, tais como nascimentos ou mortes em família ou de amigos, o começo ou o fim de uma paixão etc. A sincronicidade fica mais visível em momentos de transformação do indivíduo.

O fluxo está em ação quando os acontecimentos fazem sentido, os obstáculos desaparecem, o senso de oportunidade é perfeito e aquilo que se precisa – dinheiro, trabalho, oportunidades – aparece conforme a necessidade. A sincronicidade é, então, o modo pelo qual esse caminho é facilitado.
São nove as características que criam o poder do fluxo: compromisso, sinceridade, coragem, paixão pela vida, capacidade de viver o momento, acolhimento, receptividade, positividade e crença. A série de técnicas intensifica essas características – inatas nos seres humanos – para que se tenha acesso ao fluxo em níveis cada vez mais altos.

‘A Amorosa Mão’. magisterlux.com/ (composição de @marcelo)
“Reconheço que há um mundo mais além dos sentidos físicos, uma verdade mais além do intelecto, a sabedoria mais além da lógica, uma força além dos meus limites, e um sereno desígnio [por trás de nossas vidas], apesar de quaisquer aparências desanimadoras”…(David Richo). [Cf. ‘Milagres Inesperados’, p. 190. Pensamento].

“Conhecemos melhor a imensidão do espaço do que nossas profundezas, nas quais, muito embora não o compreendamos, podemos ouvir diretamente o pulsar da criação… Então a possibilidade de uma outra realidade, atrás das aparências, torna-se problema intransponível e ficamos constrangidos em abrir os olhos para o fato de que o mundo de tempo, espaço e causalidade está relacionado com outra ordem de coisas, atrás ou sob ele, ordem na qual ‘aqui’ e ‘ali’, ‘antes’ e ‘depois’ não são essenciais”… dizia Jung. (Cf. ‘Memórias, Sonhos e Reflexões’,p. 264).

Certa ocasião, um caixeiro-viajante viu Jung na rua, olhou-o de olhos arregalados e disse: “Você é realmente o homem que escreve aqueles livros? Que escreve sobre coisas que ninguém sabe?” E Jung poderia reafirmar: “Sei que as universidades não são mais fonte de conhecimentos. As pessoas estão cansadas da especialização científica e do intelectualismo racional. Elas querem ouvir a verdade que não limite, mas amplie; que não obscureça, mas ilumine”… [Cf. ‘O Segredo da Flor de Ouro’, p.16. C.G. Jung].

A identificação profunda com o princípio da ‘Sincronicidade’ junguiano surgiu em nossa maturidade, após a travessia de uma sofrida série sincronística de acontecimentos tempestuosos, desencadeada alheio à vontade consciente. E ‘O Segredo da Flor de Ouro’, abriu-nos uma nova via de compreensão mais ampla e profunda sobre fatores pouco conhecidos que atuam em nossas vidas por trás de eventos inesperados, nos quais estão presentes imperceptíveis “coincidências significativas”…

“Ninguém é dono da verdade. Cada um deve buscar e encontrá-'Em busca da Verdadela dentro de si mesmo”. E Jung nos deixou um legado de conhecimentos de fundamental importância que, contraditoriamente, não se ensina nas universidades, ciência nem religião tradicionais. Mas, é lei cósmica: “Buscai e achareis”. E por isso partilhamos temas diferenciados e relatos extraídos da experiência cotidiana de personalidades conhecidas no mundo todo como também de pessoas iguais a nós, que têm entre si algo em comum: defrontaram o Desconhecido e de suas experiências vieram a extrair lições preciosas…

E apesar de não nos ser possível apresentar uma prova válida sobre a sobrevivência da alma-consciência após a morte, para quem nunca vivenciou algum tipo de EQM (Experiência de Quase-Morte) ou a regressão a uma vida passada, Carl Jung nos relata certos fatos que podem dar o que pensar, apesar de que ele ressalva: “Considero tais fatos como indicações sem ter a audácia, no entanto, de conferir-lhes o valor de conhecimentos”…

Quase um ano após o falecimento de sua mulher, Carl Jung teve esta experiência sobre a evolução da alma após a 'Gruta de Lombrives'. ”Catedral dos Cátaros”. (Vale do Ariége. Ussat-les-Bains. Sul da França. 1963/1980. magisterlux.morte: “Acordei repentinamente uma noite e soube que fôra até onde ela estava na Provença, no sul da França, onde tínhamos passado um dia inteiro juntos. Ela fazia nessa região estudos sobre o Graal. [Cf. 'A Lenda do Graal'. Emma Jung]…

“Isso me pareceu muito significativo, porque morrera antes de terminar o trabalho que empreendera sobre o assunto. Mas a idéia que após a morte trabalhava para continuar o desenvolvimento espiritual – como quer que se conceba esta idéia – me pareceu plena de sentido e esse sonho me foi apaziguador”. >

“O grau de consciência atingido, qualquer que seja ele, constitui ao que me parece o limite superior do conhecimento que os mortos podem aceder. Daí a grande significação da vida terrestre e o valor considerável daquilo que o homem leva daqui ‘para o outro lado’ no momento de sua morte. É somente aqui, na vida terrestre, em que se chocam os contrários, que o nível de consciência pode elevar-se”…>

“O mito é o degrau intermediário inevitável entre o inconsciente e o consciente. Está estabelecido que o inconsciente sabe mais que o consciente, mas seu saber é de uma essência particular, de um saber eterno que freqüentemente não tem nenhuma ligação com o ‘aqui’ e o ‘agora’, e não leva em conta a linguagem que fala o intelecto. E somente quando damos às suas afirmações a oportunidade de ‘amplificar-se’… é que o saber do inconsciente penetra no domínio da compreensão, tornando possível a percepção de um novo aspecto”… (Trechos de ‘Memórias’, p. 268 e 270) –

Castelo de Montségur - ‘Fortaleza do Graal’ (Sul da França)
[Lugar de peregrinação: 1963 e 1980]
[Clic para ampliar]
Fortaleza do Graal cátaro.Montsegur.1973 (Sul da França)
“Ouvis o Chamado?”
- “Agradecei então a Deus por ter-vos concedido ouvi-lo”.
(’Parsifal’ – Ato I. Primeira Parte).

E caso você ainda não tenha vivenciado alguma experiência profunda, consciente, propiciada pelo seu próprio ser interior e quer obter um vislumbre de compreensão do que seja o ‘Self’, ou Si-Mesmo, que hoje alguns chamam de ‘Self Quântico’, ou seja, nosso ser-consciência imortal por trás da veste humana, conheça sua antiga descrição através do mito hindu de Markandeya:


“Sou aquele que é livre e divino… Muitas são as formas que assumo… E quando o sol e a lua tiverem desaparecido, ainda flutuarei e nadarei com lentos movimentos na expansão ilimitada das águas… Trago à luz o universo a partir da minha essência e habito o ciclo do tempo que o dissolve”… (‘Marsia Purana’ ).

E para os que buscam ampliar conhecimentos ou pesquisar algum tema e obter uma visão diferenciada, conheça abaixo quatro categorias de textos; basta um CLIC sobre o título. Escolha o tema que mais atrair o seu coração, pois “O coração tem razões que a própria razão desconhece”… E isto porque o coração é o centro do ser profundo e santuário da divindade em nós!


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