OSHO - VOCÊ MESMO?


Você consegue distinguir em si mesmo quais são as vozes (sim – plural – porque é, de fato, uma legião) dos seus condicionamentos e qual é a sua verdadeira voz?

Com toda essa poluição sonora e visual na sua cabeça (e fora dela, porque não?), como encontrar a si mesmo?

A melhor maneira é sendo você mesmo.
Mas como ser você mesmo?

Observando as vozes que falam na sua mente, toda vez que você precisa fazer uma escolha, tomar uma decisão, independente de qual for.

É você mesmo falando?
Ou seria a voz do seu pai?
Sua mãe?
O professor da catequese???

A partir do momento em que você passa a identificar quem está realmente falando (tomando as decisões, norteando seus pensamentos em uma determinada direção), você deixa de ser escravo desse condicionamento.

Quando conseguir identificar – e consequentemente se libertar – de todas essas vozes, só aí você encontrará a voz do seu ser autêntico. Só aí você poderá ser realmente você mesmo. Não estranhe se você começar a parecer “excêntrico” ou estranho aos olhos dos outros…

Normalmente escutamos por aí (ou até mesmo dizemos isso) com relativa frequência, “eu sou eu mesma (o)” ou “eu sou autêntica (o)”.


Será?

Será que você já teve verdadeiramente a oportunidade de ser você mesmo alguma vez na sua vida?


De fazer o que queria mesmo com todos a sua volta querendo o contrário ou algo diferente para você?

Ou será que nós acabamos por aceitar o que os outros querem, muitas vezes porque sequer conseguimos identificar em nós mesmos o que – em nossa essência, livre da domesticação – queremos?

Um dos aspectos que mais gosto nos dizeres do Osho é que ele trata a questão do “errar” com naturalidade.


A única forma de realmente se aprender alguma coisa é pela tentativa-erro-acerto.

Primeiro você tenta, se errar aprende a acertar.
Se acertar logo de cara, ótimo.

Só existe problema se você ficar insistindo em cometer o mesmo erro.

É aquela história do “você pode perder tudo, mas não perca a lição“.
Se perdeu a lição, aí sim você realmente perdeu tudo.

Nada, absolutamente nada, acontece por acaso.
E nisso inclui-se os “abacaxis” da sua vida.
O importante é saber que você tem o direito de errar, quantas vezes precisar
(não é tudo que aprendemos logo na primeira tentativa!).

Uma pessoa só deixa de ser boa quando pára de se tornar melhor.
E você se torna melhor ao se arriscar a tentar.
Mesmo que não dê em nada.
Mesmo que piore.

A noite é mais escura um pouco antes do amanhecer, lembra?

É mais preocupante ter uma vida sem muitos altos e baixos do que ter uma vida com muitos altos e baixos.


Por que se você tem uma vida muito “regular”, “neutra”, isso quer dizer que você não está vivendo muito.

(não confundir a “regularidade” mencionada aqui com “equilíbrio”, nem os altos e baixos com “extremos” – eles dizem respeito somente às tentativas de aprendizagem)

Você não está utilizando todo o seu potencial, não está indo corajosamente em direção ao desconhecido.

A vida é mistério.
Se a sua está carente de mistério, algo precisa ser mudado!

Não morra antes de conhecer o seu ser autêntico!!!

Osho

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