Tempo de Abundância.




Lidar com os momentos felizes nem sempre é fácil… Acostumados às tormentas como alertas de mudança, condicionados ao sofrimento como recurso imprescindível de aprendizado no bem, vinculados à dor como instrumento de melhoria íntima, é possível deixemos de extrair dos momentos de ventura os conteúdos renovadores que nos apontam novos caminhos de realização e paz.
Trata-se de um desafio aprendermos pelo amor, como nos esclarecem os Mestres maiores. Nos tempo de abundância de graças, em que os presentes divinos se fazem tão óbvios, é comum o relaxamento com as disciplinas fundamentais, na atitude infantil que enxerga a vida como eterno parque de diversões; ou ainda a manutenção da suspeita amargurada, que sempre espera o pior, mesmo das situações mais favoráveis, confundindo realidade com pessimismo e maturidade com negativismo.

Atravessando, portanto, fase enriquecida de dádivas, em que os desejos justos são claramente atendidos, em que os sonhos parecem realizar-se mais facilmente e os problemas encontram soluções quase imediatas, recordemos a necessidade de gratidão através da partilha!
A bonança vivida com serviço ao próximo contamina corações e se alastra, confortando, fortalecendo, amparando os que se encontram encarcerados pela miséria em suas diversas manifestações – material, moral, espiritual…
Mantenhamos o esforço de crescimento nos momentos de alegria, reforçando, assim, em nossos corações bem como no íntimo dos que se encontram sob nossa influência direta ou indireta, a convicção de que somos filhos do Amor, que nos quer criativos, produtivos e felizes em profundidade!
Dessa forma, até mesmo as circunstâncias difíceis, inevitáveis ainda para não estacionarmos em nosso processo evolutivo, mostrar-se-ão bem menos dolorosas, menos dramáticas, menos assustadoras, menos injustas…


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