Superficialidade em tempos pós-modernos



Depois de passarmos pela Modernidade, agora vivemos o tempo da modernidade contemporânea (ou pós-modernidade), onde a marca fundamental da sociedade atual está na modificação do trabalho, no desenvolvimento tecnológico e na criação de signos e símbolos.

O homem tem vivido em seu cotidiano a praticidade, a tecnologia crescente, a diversidade de opções, e o capitalismo pós-moderno enquanto sistema acelerado, mutável e sistemático. O problema é que a socialização passa a ser flexível e volátil, o homem acaba não dando prioridade e devido valor às relações interpessoais, e quando o faz, geralmente o faz de maneira superficial (mas não estou generalizando!), pois sabemos que é muito mais cômodo revelar aos outros apenas o superficial, assim não corremos o risco de sermos julgados ou rejeitados.

Vive-se uma vida muito corrida ,o pior é quando o indivíduo chega num estágio em que ele já nem sabe mais quem ele é, não se conhece e, por isso, cai no risco de mentir para si mesmo. Se compararmos a personalidade humana com uma grande casa, a maioria das pessoas não conhece nem mesmo a sala de visitas do seu próprio ser. Parece bobagem, mas ainda é importante sabermos dialogar com nosso mundo interior. A ausência de autodiálogo tem suas conseqüências.

Na minha opinião, Deus é aquele que conhece o mais íntimo do ser humano. Ele pode se revelar a nós e mostrar quem somos. Basta procurarmos por Ele de todo o coração. Mas isso já é um outro assunto e as opiniões das pessoas são diversas...

Vivemos tempos onde agir superficialmente com as pessoas se tornou algo natural (“cultura da superficialidade”). Não nos envolvemos, logo não somos magoados. Mas a verdade é que isso é uma ilusão. É uma tamanha imaturidade pensar dessa forma.

O mundo mudou. A roda girou e gira cada vez mais rápido. Fica cada vez mais complicado encontrar amizades verdadeiras. Amizade só. Aquela sem querer nada em troca. Amigo somente, sem resultados. Mas o mundo pós-moderno é o mundo dos resultados, no qual tudo é contabilizado: o tempo (que não tem tempo a perder); o amor (que precisa ser restaurado!); o olhar (narcisista, que enxerga primeiramente a si mesmo), o ouvir (que privilegia escutar seu próprio eco).

O mundo e as pessoas mudam, é certo. Mas não podemos simplesmente nos conformar com a forma que o mundo quer impor sobre nós. Podemos restaurar e preservar os valores perdidos, e dar outro rumo às nossas vidas! Para isso é preciso ter uma convicção firme naquilo que cremos, e eu tenho a minha.

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