PEDOFILIA - a violência como doença.

Agosto é o mês que ocorre uma campanha maior de conscientização sobre os abusos contra crianças, por isso resolvemos neste artigo endossar esta campanha.
Existem algumas categorias distintas de abuso sexual. Neste artigo nos deteremos a comentar alguns aspectos da Pedofilia
Em todas elas, existe necessidade de tratamento tanto dos abusadores, quanto das vítimas. Não é raro ocorrer que a vítima torne-se um abusador no futuro.
Sinônimo = abuso de menores, incesto, molestação de menores.

A Pedofilia é um transtorno parafílico, onde a pessoa apresenta fantasia e excitação sexual intensa com crianças pré-púberes, efetivando na prática tais urgências, com sentimentos de angústia e sofrimento. O abusador tem no mínimo 16 anos de idade e é pelo menos 5 anos mais velho que a vítima.

O abuso ocorre em todas as classes sociais, raças e níveis educacionais.

A grande maioria de abusadores é de homens, mas suspeita-se que os casos de mães abusadoras sejam sub-diagnosticados. Existem 4 faixas etárias de abusadores:
jovens até 18 anos de idade, que aprendem sexo com suas vítimas
adultos de 35 a 45 anos de idade que molestam seus filhos ou os de seus amigos ou vizinhos
pessoas com mais de 55 anos de idade que sofreram algum estresse ou alguma perda por morte ou separação, ou mesmo com alguma doença que afete o Sistema Nervoso Central
e aqueles que não importa a idade, ou seja, aqueles que sempre foram abusadores por toda uma vida

O sexo praticado com crianças geralmente é oro-genital, sendo menos freqüente o contato gênito-genital ou gênito-anal.

As causas do abuso são variáveis. O molestador geralmente justifica seus atos, racionalizando que está ofertando oportunidades à criança de desenvolver-se no sexo, ser especial e saudável, inclusive praticando sexo com a permissão desta. Pode envolver-se afetivamente e não ter qualquer noção de limites entre papéis ou de diferenças de idade.

Quando ocorre dentro do seio familiar (o abusador é o pai ou padrasto, por exemplo), o processo é bastante complicado. Normalmente interna-se a criança para sua proteção, e toda uma equipe trabalha com o clareamento da situação. Por vezes, a criança é também espancada e deve ser tratada fisicamente. A família se divide entre os que acusam o abusador e os que acusam a vítima, culpando esta última pela participação e provocação do abuso. O tratamento, então, é inicialmente direcionado para a intervenção em crise.

Depois, tanto a criança, quanto o abusador e a família devem ser tratados a longo prazo.
Devido ao fato de abuso de menores ser um crime, o tratamento do abusador torna-se mais difícil.

As conseqüências emocionais para a criança são bastante graves, tornando-as inseguras, culpadas, deprimidas, com problemas sexuais e problemas nos relacionamentos íntimos na vida adulta.

Conseqüências do Abuso Sexual

Crianças e adolescentes vítimas do abuso sexual podem ter uma visão muito diferente do mundo, ao contrário daquelas que cresceram em um ambiente familiar, amoroso e protetor.
Meninos e meninas vítimas, sentem-se traídos e têm dificuldade em confiar nas pessoas ao seu redor. Com isso podem ter graves problemas de relacionamento social e sexual quando adulto
Muitas mulheres que sofreram abuso na infância e/ou adolescência têm vida normal, se casam, tem filhos, são ótimas mães, esposas, profissionais competentes e esforçadas.
Mas um grande número apresenta seqüelas por muitos anos.

Sintomas mais freqüentes (ninguém apresenta todos eles):

· Tendência a abuso de tranqüilizantes.
· Tendência a abuso de álcool.
· Dificuldade de manter o peso na faixa desejada.
· Dificuldade de estabelecer relações afetivas duradouras.
· Certa atração pela dor e sofrimento, inclusive sexuais.
· Fases Depressivas muito fortes e de início agudo. Essas fases depressivas tem características diferentes de outras depressões: são muito difíceis de tratar, as pacientes toleram doses muito altas de Antidepressivos e Tranqüilizantes, sem sentir efeitos colaterais e na muitas vezes também sem sentir efeitos terapêuticos. Essas Depressões aparecem de modo fulminante, de um dia para o outro. Podem durar muito tempo e também podem desaparecer rapidamente. Quase sempre o Médico tem a impressão que os medicamentos não contribuíram muito para o final da fase depressiva.
· Tentativas de suicídio impulsivas, sem planejamento.
· Auto agressão: as pacientes se cortam, se queimam, se batem. Muitas vezes referem que se machucaram para satisfazer uma necessidade irresistível de sentir dor. Ou porque a dor no corpo "é melhor que a dor na alma".
· Ataques de Pânico e pesadelos muito vívidos.

Tratamento:

O tratamento é longo, difícil e sujeito a altos e baixos. Recaídas são sempre esperadas.
A medicação é sintomática, de acordo com os sintomas que se apresentam no momento.
Psicoterapia pode ajudar e deve ser feita com um ou uma Terapeuta que transmita à paciente uma imagem segura, receptiva e confiável.

Importante: nem sempre as lembranças traumáticas das pacientes são reais. Muitas vezes podem ser imaginárias, imaginadas e sugestionadas por charlatães, filmes e livros. Portanto, muito cuidado antes de endossar acusações feitas pelas pacientes contra pai, irmãos, parentes e ou outras pessoas. A fim de organizar as situações conflituosas as vítimas podem se valer de alterações de conteúdo e contexto, necessitando o profissional estar atendo a como prestar a ajuda devida.

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