quinta-feira, 17 de abril de 2014

"A importância de ser você mesmo"



Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen.
Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior. Ele então disse ao Mestre:



- "Por que estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me senti assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Por que estou me sentindo assustado agora?"

O Mestre falou:

- Espere. Quando todos tiverem partido, responderei.



Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre e o samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar.
Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai perguntou novamente:

- Agora você pode me responder por que me sinto inferior?



O Mestre o levou para fora.
Era um noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse:

- Olhe para estas duas árvores, a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior "Por que me sinto inferior diante de você?" Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso.



O samurai então argumentou:

- Isto se dá porque elas não se comparam.

E o Mestre replicou:

- Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta.



Quando você não se compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem.
Você é o que é, e isso basta.
Uma folhinha é tão necessária quanto a maior das estrelas.
O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda (mestre), pois o mundo seria menos rico se este canto desaparecesse. Pense nisso!!!!

Nossa interação com o tempo... o universo... e nossa consciencia


"O universo é auto-consciente através de nós"

(Amit Goswami)

O doutor indiano Amit Goswami é um dos mais importantes físicos da atualidade e um dos poucos que penetrou a fundo na espiritualidade humana. No seu livro "O Universo Auto-Consciente" - demonstra como a consciência cria todo o universo "material". 


Cientificamente, através da física quântica, ele prova que o universo é um conjunto superior - Deus ou Consciência. Isto torna sólida a sua afirmação de que é a consciência que cria a matéria e não o contrário, como até hoje se "crê" pelo Realismo Materialístico implantado na ciência por Isaac Newton e Rennè Descartes.


- "A Alegoria da Caverna" de Platão:
Dentro de uma caverna estão sentados seres humanos hipnotizados pelo jogo de luzes e sombras que é projetado na parede da caverna. A hipnose é tão grande que estes seres não se voltam e não conseguem tirar os seus olhos daquela projeção. Entretanto, é a luz que projeta aquele espetáculo de sombras, do universo que está lá fora. 


Nós somos idênticos aos seres que estão nesta caverna, como eles, confundimos a realidade com as sombras-ilusões, que contemplamos embevecidos na parede da nossa caverna. Entretanto, a realidade genuína está às nossas costas na luz e nas formas arquetípicas que ela projeta como sombras. 


Esta alegoria serve para demonstrar que os nossos "espetáculos de sombra" são as manifestações imanentes-irreais da nossa experiência humana de realidades arquetípicas, pertencentes a um mundo transcendente. A LUZ é a única realidade nesta alegoria, pois é tudo o que percebemos. "No idealismo Monista, a CONSCIÊNCIA é como a luz na Caverna de Platão".
"Quanto mais eu observo o universo mais ele se parece a um grande pensamento do que a uma grande máquina".

Albert Einstein


Então o que é a consciência?
Por exemplo, tenho nas minhas mãos uma bola que é um objeto material. E penso neste objeto como sendo uma bola. O objeto material-bola – e o mental - meu pensamento sobre o objeto bola. Os dois se tornam objetos na consciência e nesta experiência existe um observador, um sujeito que está experimentando - que pega na bola e pensa nela.


De acordo com Amit Goswami a consciência do sujeito numa experiência sujeito-objeto é a mesma que constitui o fundamento de todo o Ser: só há um "sujeito-consciência" pois a consciência é UNITÁRIA e SOMOS todos UMA só consciência. Esta teoria está fundamentada na física quântica.


O Dr Goswami aponta: os quatro aspectos da consciência:

1. Percepção: campo da mente, trabalho global.
2. Os objetos da consciência: pensamentos e sentimentos passageiros.
3. O sujeito/observador/experimentador e testemunha - o SER consciente.
4. Consciência, fundamento de todo o SER.


Este novo paradigma científico que a Física Quântica nos convida a explorar poderá solucionar muitos dos nossos problemas e paradoxos, e dar-nos a possibilidade do entendimento de uma ciência mais próxima da verdade. É neste sentido que a Fisica Quântica é colocada aqui. 


No intuito de tentarmos ajudar quem o desejar, que tenha interesse por esta área específica do saber intelectual, de modo que possa acontecer um maior entendimento da verdade subjetiva, para que cada vez mais ela possa ser objetivável.

"A Ciência sem a Religião é manca, a Religião sem a Ciência é cega".
Albert Einstein

sábado, 12 de abril de 2014

TARO... ASTROLOGIA...SINCRONICIDADE... O PENSAMENTO DE JUNG






Como pode tarô arcanos tirados aleatoriamente ter alguma importancia na vida de alguém? O que acontece nesse instante? A maioria dos tarologos diz que o taro pode iluminar as escolhas que voce faz... As laminas ( cartas) não lhe dizem o que fazer exatamente, o que vai fazer no futuro, mas mostram as possibilidades de acordo com o caminho escolhido por voce.. Existem algumas teorias sobre as cartas de taro e sua funcionabilidade.....
SINCRONICIDADE... Carl Gustav JUNG acreditava que além de frequentes relaçoes de causa e efeito, nos quais o mundo cientifico se baseia, há tambem outro principio de ligação que não compartilha essa relação. Ele chamou a esse principio de sincronicidade. De acordo com JUNG, a sincronicidade explica as forças que guiam o universo.... Fatos que poderiamos ter como coicidencias são, na verdade, sinais que nos podem ajudar a tomar decisoes e a orientar nossa vida ( se reconhecemos)
JUNG acreditava que a MECANICA QUANTICA poderia ser possivel explicação para o fenomeno de sincronicdade.... A MECANICA QUANTICA explica as relaçoes das particulas a sua interconectividade aleatoria com açoes, como a probabilidade em vez de certezas.
Há aqueles que acreditam que, com forças, com as forças da mecanica quantica  a realidade dos objetos fisicos, sendo assim, as cartas do taro podem ter a função de nos mostrar, os caminhos e os padroes e de nos ajudar a entender o significado dessas energia- guia.... De acordo com os principios da mecanica quantica, apesar de ter visto os possiveis resultados na leitura do taro, voce mudou as probabilidades.
JUNG não estudou taro, estava interessado no I CHING outra ferramenta... Ele propos que a sincronicidade poderia ser uma explicação para o funcionamento do I CHING....
PROJEÇAO: Alguns dizem que tudo isso reporta ao inconsciente conraditoriamente, o modo como percebemos as coisas depende muito do nosso inconsciente.. Há os que acreditam que, com o taro, o inconsciente projeta as suas proprias interpretaçoes sobre as cartas.. Como pessoa que consulta o taro, a sua interpretação é um resultado de fatores da sua vida que o moldaram como voce é: bem como de tudo aquilo que é capaz de fazer. As perguntas que tem sobre a sua vida ( normalmente o motivam a consultar o taro) são projetadas nas figuras, deste modo voce supoe as respostas a partir do que vê. Assim o taro é util para nos ajudar a recorrer ao nosso inconsciente para encontrar respostas que nunca poderiam ter sido pensadas conscientemente. Um teste utilizado a na psicologia chamado  Rorschach usa um principio semelhante para trazermos a tona o nosso inconsciente. Se acredita que as cartas de taro tem algum poder ou capacidade de iluminar a sua vida, então os problemas ou o seu futuro podem depender da facilidade com que voce pode abrir a sua mente a essa ideia. Muitos tarologos tem ideias divergentes sobre como e o por que o taro funciona. Na verdade, alguns dizem que precisamos do taro apenas para nos ajudar até que aprendamos sozinhos a entrar no nosso " guia interior", mas a verdade é que na minha opinião tudo esta interligado, ate o simples fato de querer recorrer a esta ferramenta...

"Tudo que nasce num determinado momento do tempo assume a caracteristica desse momento tempo....
A coincidencia significativa que procuramos torna-se imeditamente evidente na astrologia....A astrologia é essencialmente, a mais pura representação oculta no mundo nesses tempos...."
Carl  Gustav Jung

quinta-feira, 10 de abril de 2014

DESAPEGAR PARA ENCONTRAR...










“Um monge se apresentou frente ao Buda oferecendo-lhe duas imensas árvores em flor que, graças aos seus poderes mágicos, levava nas mãos. O Buda lhe
disse:

-Abandona-os!

O monge deixou cair a árvore que sustentava com sua mão direita.

-Abandona-os!

Então o monge deixou cair a árvore que sustentava com sua mão esquerda.

-Abandona-os! Insistiu o Buda.

- Não tenho nada que largar, que queres que eu faça?

E o Buda contestou:

- Jamais te disse para abandonar as árvores em flor; o que dizia era que abandonasse seus órgãos dos sentidos e tua consciência discriminativa.
Quando tiveres abandonado tudo isso e já não restar nada que possas abandonar, estarás liberado dos laços do nascimento e da morte.”


 No zen, os mestres ensinam que nesse momento é preciso abandonar mesmo a idéia de ter que abandonar algo.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

As 10 liçoes aprendidas de amor e perda




O sentimento de amor é o sentimento que mais impacto tem na perda. De forma simples, o sentimento de perda está relacionado com algo que nos foi ou é significativo, e do qual nos vimos afastados de voltar a usufruir. Sem amor não existe sentimento de perda. Sem criarmos um forte laço a algo ou a alguém, sem criarmos uma relação com as coisas ou com as pessoas, não podemos experienciar o sentimento de perda. O sentimento é um marcador que sentimos no nosso corpo na forma de sensação, que se completa com imagens e pensamentos, emergindo um construto no nosso organismo que nos coloca num determinado estado de ser. Sem essa experiência marcante no nosso organismo, associado a algo extremamente significativo para nós, nunca sentiríamos a perda. A perda, de certa forma, é o impacto sentido por deixarmos de poder interrelacionar-nos diretamente com a “fonte” de um dos nossos amores.
 Saber  aceitar a dor emocional associado à perda, é um passo fundamental para o restabelecimento da nossa vida. Assim como é importante trabalhar no equilíbrio emocional no sentido de não nos fecharmos em nós e perdermos o nosso bem mais preciso, a nossa capacidade de amar.
“A sua tarefa não é procurar o amor, mas apenas procurar e encontrar todas as barreiras dentro de si mesmo que você construiu contra ele.” – Rumi
Certamente, tal como você, também eu tive a minha cota de sofrimento e tempos difíceis. Percebo agora que ao passar por esses desafios, não apenas os ultrapassei, como cresci, fortaleci-me, conheci-me melhor, entendi a natureza da dor, e como essa experiência vivida, partilho para ajudar outros a superarem-se. Cruzei a minha experiência de dor com o meu conhecimento profissional, com as teorias psicológicas, com os autores sábios que sigo, de conversas com amigos, e acima de tudo com a vontade de crescimento pessoal sempre como alimento para seguir em frente.

1. NÃO SE ARREPENDA DO BEM QUE FEZ E DOS IDEAIS PELOS QUAIS VIVEU

Quando nos ligamos a alguém de forma significativa ou a algo, como uma causa, um objetivo que nos move, ou até mesmo um sonho distante no qual depositamos as nossas esperanças, investimos e damos muito de nós mesmos. E, por essa mesma razão  mantemo-nos firmes nesse caminho, o caminho do qual também retiramos retorno positivo na forma de bem-estar, felicidade e realização pessoal. Mas, como tudo na vida muda, e por vezes termina, também o alvo da nossa dedicação, entusiasmo e amor pode terminar ou mudar. Na grande maioria das vezes, quando um relacionamento do qual gostamos termina, quando o nosso objetivo não chega a bom porto, ou ficamos desiludidos e dececionados, podemos ser impelidos ao arrependimento. E o arrependimento é um sentimento que no seu extremo pode manchar o nosso passado, os bons momentos vividos, pode denegrir  o esforço que fizemos, os ideais pelos quais vivemos, conduzindo-nos à amargura e rancor. Este tipo de sentimentos negativos e depreciativos, nada de bom nos acrescentam, pelo contrário, acizenta-nos, endurece-nos, angustia-nos e podem impedir que caminhemos de bem com a nossa vida.
Por tudo isto, se sentir arrependimento, analise melhor a sua situação de vida passada. Tente entender as razões às quais se dedicou e investiu o seu tempo. Que valores pessoais suportaram as suas decisões e caminhos. Certamente as suas escolhas, dizem muito de você mesmo. E , quando somos honestos connosco mesmo, quando nos movimentamos pelos nossos interesses genuínos, estamos a fazer o que tem de ser feito. Os resultados, em determinado grau estão fora do nosso controle. Não podemos, nem devemos controlar os comportamentos, as escolhas ou as decisões dos outros. E os nossos comportamentos, atitudes e decisões, apesar de podermos mudar para melhor, nada serve arrependermo-nos. O que nos serve é perspetivarmos um caminho que não nos conduza ao mesmo resultado, mas sim a um que nos sirva.
maisamor

 2. O AMOR E A PERDA ACRESCENTAM-NOS VALOR

Pela evidência que todos reconhecemos, o amor, acrescenta-nos valor. No entanto, quando esse mesmo amor nos causa problemas  ou nos conduz à perda, pode não ser bem assim. Ficamos desesperados, ressentidos, com um buraco no coração, e podemos perder a perspetiva maior, vitimizar-nos, olhar apenas o lado negativo, e totalizarmos a experiência como catastrófica. Como referi anteriormente, sem amor o sentimento de perda não se instala. Se analisarmos por esta perspetiva, se olharmos para o enriquecimento que é podermos ligar-nos e estabelecermos relação próxima com as pessoas, com o meio envolvente e connosco mesmo, provavelmente colocamo-nos numa posição de maior entendimento. O entendimento que nos permite ficar cientes do valor que dista entre o amor e a perda. Essa manifestação de vida que nos enriquece a todos. Sim, tem um preço, o preço elevado da dor associada ao que era nosso, ao que nos dedicámos, ou a quem se dedicou a nós e que  irremediavelmente termina. Bem, na verdade não termina, a experiência vive em nós, o valor da experiência vive em nós.

3. PERDOE A SI, AOS OUTROS E À VIDA

Perdoe a todos. Melhor ainda, perceba que todos somos falíveis. Todos vamos sendo condicionados pela vida. Vamos construíndo um modelo de atuação no mundo e, com isso em mente, vamos esculpindo a nossa personalidade. A nossa personalidade vai sendo edificada através de alguns traços e características que se vão enraizando de acordo com as nossas crenças, que influenciam a história de vida de cada um de nós. E, por vezes essa história de vida não é a que mais desejávamos ter tido, assim como a história de vida de outros pode interferir negativamente na nossa. Na verdade, não temos de aceitar passivamente todos os erros, falhas, fracassos ou más ações que fazemos ou que os outros nos infligem a nós, de todo. No entanto, podemos esforçar-nos para minimizar as nossas próprias sabotagens, assim como os danos causados pelos outros, não nos vitimizando. E isso é exatamente aquilo que está sobre o nosso controle. Não instituirmos uma mentalidade de vítima.
É importante ficarmos cientes que não temos de sair prejudicados por nós mesmos, pelos outros, ou pela vida. Mas, quando a perda, o dano, ou os problemas se fazem sentir, podemos acionar o nosso entendimento, do quão todos nós por vezes agimos de acordo com as nossas circunstâncias de vida, e com essa ideia em mente, aceitar e perdoar. Não temos que gostar, não temos que carregar a vida dos outros às costas, ou até mesmo viver à sombra do nosso passado menos bem conseguido. Podemos esforçar-nos para enquadrar, entender, e perceber que devido a determinadas circunstâncias algumas coisas tinham de acontecer, tal como aconteceram. É a vida a manifestar-se.
Acresce ainda o fato da vida por vezes se impor com toda a tua brutalidade, com toda a sua natureza incerta. A vida por vezes manifesta-se e prejudica-nos, inflige-nos perdas. Esse impacto arrebatador pode deixar-nos indignados com a própria vida, e levar-nos a um caminho de ressentimento crónico. Para que isso não aconteça, importa acionar o entendimento, aceitar e perdoar, para que o amor possa voltar a sentir-se no coração e a paz nos acompanhe no dia a dia.

4. SEJA GRATO

Agradeça. Seja grato pelos belos momentos e memórias que você viveu e pode estimar para o resto da sua vida. Na sua mente agradeça por compartilhar os corações das pessoas que vão passando nasua vida. Eu sinto-me sortudo por ter experimentado a paixão e a euforia de estar apaixonado pela vida e assim pretender continuar. Estou convicto que é muito enriquecedor sermos gratos acerca dos nossos melhores acontecimentos de vida. É com base naquilo que vivemos que os nossos sentimentos emergem, e por tudo isso vale a pena ser grato. Vale a pena ser-se grato pelos nossos amigos, companheiros, familia e pela vida em geral.

5. PRATIQUE A GENTILEZA, COMPAIXÃO E COMPREENSÃO SEM BOTA ABAIXO A SI MESMO

É fundamental acalmarmos o nosso espirito quando estamos passando por angústias ou qualquer outra deceção. O impulso para as reações negativas pode ser grande. O sentimento de injustiça pode emergir e com isso progredir para a raiva, que por sua vez pode impelir-nos a algum tipo de vingança. Nenhum destes cenários é construtivo. Ainda que o sentimento de raiva nos possa passar a sensação de força, de ação e energia, importa ser cauteloso para não cometermos atitudes que possamos vir a arrepender-nos mais tarde.
Um caminho mais assertivo é usarmos a nossa consciência e inteligência para que possamos voltar-nos para nós mesmos e perceber que tipo de estado de espirito melhor nos serve. Que estado de ser pode ser mais vantajoso quando deambulamos entre o amor e a perda? Certamente tentarmos recuperar o equilibrio emocional será um objetivo primordial para a reuperaçao..

Abandonar a crítica negativa sobre nós mesmos é um passo inicial a ser dado para que possamos ficar de bem connosco. Neste estado de ser ficamos com a mente mais clara para perceber que se formos simpáticos e compassivos com os outros, o fardo da perda torna-se mais suportável. O nosso coração reconhece que temos espaço e razões para recuperarmos e voltar a olhar a vida de frente e com significado.
amor

6. NÃO RESISTA, NEM QUEIRA SUPRIMIR  AS EMOÇÕES NEGATIVAS

Não resista às suas emoções. Sinta a tristeza, a dor e o luto. Expresse, chore, grite, isso permite que os seus sentimentos fluam ao invés de ficarem engarrafados. Você tem que permitir que as suas emoções sigam o seu curso. Deixe os seus sentimentos fluírem, não se volte contra eles, não caia na autopiedade, evite ter pena de si mesmo. Esforce-se por não dizer: “A minha vida é uma desgraça.”  Isso fará com que o seu ego se alimente dessas emoções negativas fazendo com que você se sinta pior.
Aceite as emoções negativas. Fique ciente dos pensamentos negativos que podem vir associados a essas emoções, e se não forem úteis, não os siga. Não lhes dê ouvidos. Ao invés, permaneça com as suas emoções, certamente justificam-se de acordo com o momento que atravessa. Fique com elas, perceba a sua raíz. Como disse no início, sem amor não existe perda. E na presença da perda, que está associado a algo bom na sua vida, surgem as emoções negativas, e estas fazem sentir-se por reação à perda. Ou seja, as emoções negativas emergem associadas a algo bom que deixámos de ter. Quando mais ligados estamos ao que perdemos, maior é o impacto das emoções negativas, assim sendo, elas estão ligadas ao que nos era querido. E por esta razão devemos senti-las. Fazem parte de nós, do que vivemos.

7. DÊ UMA FOLGA A SI MESMO

Não há problema em tirar um dia (ou dias) de folga. Faça o que você precisa fazer para recuperar, curar e recarregar. Fique sentado em casa no sofá o dia todo a assistir a filmes, se for preciso. Sei bem o que isso é, houve dias em que eu me sentia tão em baixo e sem inspiração que eu não conseguia trabalhar. Eu encarei isso com naturalidade, e com isso não me senti mal comigo mesmo. É bastante difícil atravessar a dor emocional, superá-la como se nada fosse e levando a vida tal qual ela é, com todas as suas exigências. Perante a perda é importante abrandar, não devemos querer desempenhar o papel do Super Homem. Devemos sim querer recuperar. Não devemos paralisar-nos no descanso, mas podemos muito bem passar por ele. É uma fase de recuperação com tempo limitado.

8. BAIXE A GUARDA DO SEU EGO

Desligue o seu ego. Dê-lhe descanso. O seu ego vai querer olhar para trás com arrependimento. É uma forma de proteção de si mesmo. Ele vai querer perguntar:
  • E se…
  • Se eu tivesse feito…
  • Porque as coisas não funcionaram?
  • Porque não percebi mais cedo que ele era um idiota?
Faça as pazes com o passado, aceite-o e siga em frente. 

9. VOCÊ MERECE TODA A FELICIDADE DO MUNDO

Quando pouco a pouco vamos colecionando perdas, mais parece que a
lgo está contra nós, que pela forma como conduzimos a vida não merecemos ser felizes. É pura ilusão. É uma construção da mente, numa tentativa de justificar o injustificável. Todos merecemos ser felizes. Você merece ser feliz. No entanto a felicidade não se materializa por merecimento, é preciso fazermos por isso. Assim que enraíze a crença de que merece ser feliz, fica mais propenso a agarrar as oportunidades que surjam e que possam ser viáveis de ter um retorno positivo. Aprofundei o assunto no artigo: A felicidade é possível mas é opcional

10. AMAR VALE A PENA

Mesmo que possamos ter tido experiências negativas de amor, quer seja com pessoas ou mesmo com algo a que nos dedicámos de coração, vale sempre a pena amar. A experiência que se sente na vibração da expressão de amor, é algo que nos alimenta a alma, que puxa por nós e nos empurra a darmos o nosso melhor. Vale a pena, apesar das dificuldades e do sofrimento que por vezes se experiencia. Lembre-se sempre da sua grandiosidade, da sua capacidade para amar, do lado bom das coisas e das pessoas, assim você nunca se contém, permitindo desejar o expoente máximo da expressão humana, amar.
Há uma luz no fim do túnel, vale a pena amar, mesmo percorrendo os lugares escuros, a fim de alcançar a luz. Você não está sozinho. Certamente terá sempre por perto alguns dos seus amigos e familiares pronto a apoiá-lo e incentivá-lo. Preencha a sua vida com atitudes positivas e ame as pessoas. Você é mais forte e mais resistente do que você pode imaginar
“Plante o seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.” -

sexta-feira, 28 de março de 2014






Você não pode ficar olhando para baixo, para você mesmo como se fosse seu próprio inimigo, com esse hábito de se sentir menor, sem valor, falando ou pensando frases como: “Ah, eu não vou conseguir isso... Isso é muito difícil, não vai dar certo. Não sou capaz. Não sou suficiente”. Para que precisamos de uma mente assim? Essa visão vai atrapalhar qualquer tipo de pensamento. Se sua mente tem esse hábito, você não vai conseguir nada mesmo.
 
Esse hábito da mente é o que rouba toda a sua paz, sua capacidade de ver situações de todos os ângulos. Porque, por mais que você entenda a situação, o hábito vem e rouba tudo. Temos que nos levantar, levantar nossa própria mente e a visão de nós mesmos, eliminando da nossa mente esse hábito de olhar pra baixo. Não podemos nos afogar nas situações, precisamos nos elevar.
 
Como eliminar esse hábito de sua mente?  Através de se autoconhecer, de se ver a você mesmo por aquilo que você realmente é. Isso é meditação, ou seja, você se auto-observa – suas reações mentais frente a determinadas situações.
 
A mente pode ser minha amiga ou minha inimiga. Amiga é aquela pessoa que está somando, que está junto, ao seu lado. A mente amiga é aquela que está do nosso lado para que possamos adquirir conhecimento, que dê uma clareza de nós mesmos. É aquela que eu entendo o que se passa nela, que tem a capacidade de lidar com as situações. Assim precisamos capacitar nossa mente para que ela possa compreender que nós somos livres de limitação.
 
O processo para isso é a apreciação de mim mesmo, porque mesmo que eu conheça o Absoluto, o hábito de me ver limitado rouba esse conhecimento e toma conta da mente. Então o que precisamos é desenvolver a capacidade de trazer de volta essa visão de nós mesmos e vermos a plenitude da nossa natureza. E na hora que a mente vai reagir, trazemos de volta a visão de quem realmente somos – seres livres de limitação, plenos.
 
A todo momento as situações são uma oportunidade para uma revisão de mim mesma. Quando as coisas acontecem, naquele momento é a oportunidade para eu aprender mais sobre a minha própria natureza.
 
Toda causa do sofrimento está pendurada na ignorância em relação à minha própria natureza. A visão de falta e de insuficiência sobre mim mesma é a própria limitação.
 
Quando conseguimos perceber que somos na essência livres de limitações, e quando olhamos esse universo imenso, vemos que tudo tem uma razão de ser. Não existe nada que seja irrelevante, que não tenha uma lógica, um por quê. Tem um funcionamento, uma harmonia, uma ordem que permeia tudo no universo, nos oceanos, nas montanhas, nos animais e inclusive em mim mesma, no meu corpo físico, mental etc.
 
E toda essa ordem cósmica se torna importante para complementar o entendimento que tenho sobre mim mesma. Já que eu faço parte do universo, todo o universo está em mim e portanto também estou sob o comando dessa ordem cósmica.
 
Quando entendemos que existe essa ordem maior, cedemos a essa ordem, porque confiamos que essa ordem está em todas as coisas que vemos e também reconhecemos que existe essa ordem em relação à ação e em relação aos resultados da ação de todas as situações que acontecem na minha vida e na vida das outras pessoas. Então eu posso confiar que o resultado das minhas ações são adequados. O que vem é exatamente aquilo que deve vir.
 
Essa compreensão do infalível, de um todo que a tudo governa é o que me permite um relaxamento. Mesmo que o que vem não seja exatamente aquilo que eu queria, eu sei que isso é o adequado, é o justo. Não sendo o que eu quero, sempre tenho a chance de fazer tudo de novo, me esforçar mais uma vez.  Assim eu confio no resultado que vier porque eu confio na ordem maior que a tudo governa.
 
Com essa reflexão, eu desejo a todas as pessoas que me dão a honra de tê-los como leitores que este ano que se inicia seja uma oportunidade para nos desfazermos de nossos hábitos de nos vermos como seres limitados, restabelecendo o nosso olhar verdadeiro para nós mesmos e para todo o universo do qual fazemos parte e assim sermos presenteados com um relaxamento interno que é a própria paz que já somos. 

 (ideias tiradas das palestras da Glória Ariera e que fazem tanto sentido para mim)

Vc vera a posição das estrelas, planetas..constelaçoes.... maravilha!!!!!

Solar System Scope.. Basta clicar e esperar um pouquinho ate seu carregamento...



Sigmund Freud (Áustria 1856-1939)Sigmund Freud (Áustria 1856-1939)
O pai da psicanálise
"Primeiro, olhe bem as profundezas de sua alma e aprenda a saber quem você é; depois, entenda o que há de errado com você." __Freud__

A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.

Sigmund Freud




"Tolerância é aceitar as diferenças, entender que nem todas as pessoas são como eu gostaria que fossem. Não posso mudá-las, mas posso mudar minha visão em relação a elas.Descobrir pelo menos uma qualidade em alguém é o primeiro passo para transformar a rejeição em aceitação..

Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa. Sigmund Freud

Carl Gustav Jung (Suiça 1875-1961), herdeiro da Psicanálise



“Ocupar-se com os sonhos é uma espécie de tomada de consciência de si”




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