sexta-feira, 5 de setembro de 2014

As Sete Leis Espirituais




1. Lei da Potencialidade Pura – A fonte de toda criação é a consciência pura ou pura potencialidade buscando a expressão do não-manifesto para o manifesto. Com a prática diária do silêncio, da meditação, e do não-julgamento, e com a percepção de que nosso verdadeiro Eu é de pura potencialidade, nós nos alinhamos com o poder que tudo manifesta no Universo e obtemos o que desejamos.

2. Lei da Doação - O universo opera através de trocas dinâmicas. Dar e receber são diferentes aspectos do fluxo de energia. Com a nossa disposição de dar o que buscamos, mantemos a abundância do Universo em nossas vidas. A força motriz por trás da doação deve ser a felicidade – se quiser amor, alegria ou coisas boas, dê o mesmo aos outros.

3. Lei do Carma ou Causa e Efeito – Colhemos o que plantamos. Toda ação gera uma força de energia que retorna de modo análogo. Quando nossas ações e escolhas conscientes trazem felicidade e sucesso para os outros, o fruto de nosso carma será alegria e sucesso.

4. Lei do Mínimo Esforço – A inteligência da natureza funciona sem esforço – as flores não tentam desabrochar, elas desabrocham; os pássaros não tentam voar, eles voam. Se buscamos poder, dinheiro ou felicidade para a satisfação do ego, desperdiçamos energia; mas se nossas ações são motivadas por amor, harmonia e alegria, nossa energia se multiplica e podemos usar o excedente para criar o que quisermos.

5. Lei da Intenção e do Desejo – “Inerente a toda intenção e desejo, está a mecânica para a sua realização. E quando colocamos uma intenção no campo da pura potencialidade, colocamos este poder organizador infinito para trabalhar para nós”. No nível da mecânica quântica, o universo é uma extensão de nosso corpo, e nossa intenção detona transformações de energia e informação, e organiza sua própria realização.

6. Lei do Distanciamento – No distanciamento está a sabedoria da incerteza, e nesta sabedoria está a liberdade em relação ao nosso passado, ao conhecido, que é a prisão do condicionamento passado. Quando nos abrimos ao desconhecido, ao campo de todas as possibilidades, nos entregamos à mente criativa que orquestra a dança do universo. O apego é baseado no medo e na insegurança, e cria ansiedade. O apego excessivo aos bens materiais – símbolos transitórios do Eu – traz a sensação de inutilidade e vazio.

7. Lei do Darma ou do Propósito de Vida – “Todos têm um propósito na vida... algo único para dar aos outros. E quando misturamos este talento com o serviço aos outros, experimentamos o êxtase de nosso próprio espírito, o que é objetivo último de todos os objetivos”. Primeiro, devemos descobrir nosso verdadeiro eu; depois, expressar nossos talentos especiais; e finalmente, usar este nosso dom para servir a humanidade.

Deepak Chopra

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Meditação





"Meditação não significa tentar alcançar o êxtase, felicidade espiritual ou tranquilidade, nem tentar tornar-se uma pessoa melhor. É simplesmente a criação de um espaço no qual tenhamos condições de expor e desfazer nossos jogos neuróticos, nossas autoilusões, nossos temores e esperanças ocultos. Criamos esse espaço pela mera disciplina de fazer nada.

Na verdade, é muito difícil não fazer nada. No início, imitamos mais ou menos o não fazer nada e, gradualmente, nossa prática irá se desenvolvendo. Portanto, a meditação é um meio de aflorar as neuroses da mente usando-as como parte de nossa prática. Da mesma forma que o adubo, não jogamos nossas neuroses fora, mas as espalhamos em nosso jardim; elas se tornam parte de nossa riqueza.

Na prática da meditação, nem prendemos demais a mente, nem a deixamos completamente solta. Se tentarmos controlar a mente, sua energia retroagirá sobre nós. Se deixarmos a mente completamente solta, ela se tornará desenfreada e caótica. Assim, deixamos a mente livre, mas, ao mesmo tempo, aplicamos alguma disciplina. (...)

Consciência dos movimentos corporais, da respiração e da situação física individual, são técnicas comuns a todas as tradições. A prática básica consiste em estar presente, aqui mesmo. O objetivo é também a técnica. Estar precisamente neste momento, não se reprimindo, nem se deixando fluir de modo incontrolado, mas estando precisamente consciente daquilo que se é. A respiração, assim como a existência física, é um processo neutro que não contém conotações 'espirituais'. Simplesmente nos tornamos atentos ao seu funcionamento natural. (...)


Em vez de tentarmos nos esconder de nossos problemas e de nossas irritações, reconhecemos aquilo que somos. A meditação não deve ser um recurso para nos esquecermos de nossos compromissos profissionais. Na realidade, na prática da meditação em postura sentada, nos relacionamos o tempo todo com nossa vida cotidiana. A prática da meditação traz nossas neuroses à tona em vez de escondê-las no fundo de nossas mentes. Ela nos possibilita lidar com nossas vidas como algo exequível.

Eu imagino que as pessoas acreditem que, se tivessem possibilidade de se afastar da agitação da vida, poderiam realmente iniciar algum tipo de prática contemplativa no alto das montanhas ou à beira-mar. Contudo, desvencilharmo-nos de nossas vidas mundanas é negligenciar o alimento, o verdadeiro nutrimento que existe entre duas fatias de pão. Quando pedimos um sanduíche, não pedimos duas fatias de pão; temos algo no meio que é substancial, comestível, delicioso, e o pão o acompanha.

Por conseguinte, o nos tornamos cada vez mais conscientes das circunstâncias da vida, das emoções e do espaço no qual elas ocorrem, pode nos abrir para uma consciência panorâmica ainda mais ampla. A essa altura, desenvolve-se uma atitude compassiva, cordial. É uma atitude de aceitação fundamental de si mesmo, ao mesmo tempo retendo a inteligência crítica. Apreciamos o lado alegre da vida, juntamente com o seu lado doloroso. Lidar com as emoções deixa de ser um problema. As emoções são como são, nem reprimidas, nem favorecidas, mas simplesmente reconhecidas.

Portanto, a consciência exata dos detalhes leva a uma abertura para a totalidade complexa das situações. Como um grande rio que corre para o oceano, a estreiteza da disciplina leva à abertura da consciência panorâmica. Meditação não é simplesmente sentar-se sozinho numa determinada postura atento às atividades comuns, mas também uma abertura para o meio ambiente no qual esses processos acontecem. O ambiente passa a ser um lembrete para nós, fornecendo-nos continuamente mensagens, ensinamentos e insights."

— Chögyam Trungpa Rinpoche, em "O Mito da Liberdade e o Caminho da Meditação"

Regrinhas de ouro !!!!


1. Todos nós ao nascer, ganhamos um espelho. Este espelho é, então, colado no nosso peito. E assim vivemos toda a nossa vida, refletindo o outro e vendo no (espelho do) outro o nosso reflexo. Hermann Hesse disse : “ Se você odeia uma pessoa, odeia algo nela que faz parte de você. O que não faz parte de nós não nos incomoda.”
Viver considerando isto, vai desenvolvendo nossa compaixão, nossa tolerância, nossa empatia e nossa solidariedade para com as nossas fraquezas e dificuldades e as dos outros.

2. Cem por cento do que somos e vivemos (inclusive o que supomos ser acidentes) é fruto de nossas escolhas e opções. Conscientes ou inconscientes. Desta ou de outras vidas.
Viver consciente disto desenvolve nosso discernimento e nossa responsabilidade para com a vida, com as pessoas e com nossas atitudes.

3. Livre-se da culpa. A única função da culpa é manter sua auto-estima baixa (por isso algumas religiões fomentam a idéia da culpa para assim manter poder). Transmute a culpa por responsabilidade. Ninguém é culpado de absolutamente nada, mas todos são completamente responsáveis por tudo.
Viver assim te torna mais atento e cuidadoso para com toda a existência.

4. Desenvolva a aceitação. Sempre que entramos em contato com alguma dificuldade ou fraqueza nossa, através de alguém ou de alguma circunstância, normalmente o primeiro impulso da mente/ego é: ou nos defendemos, negando e resistindo a entrar em contato (muitas vezes entrando na irritação e na revolta, geralmente imputando a culpa a alguém ou a alguma coisa), ou entramos na condição de vítimas, mergulhando na baixa auto-estima.
Aceite sua natureza humana como ela é e aceite também a sua sombra. Entenda que você está aqui na Terra para aprender e expandir sua existência. Um Mestre hindu falou: “Errar, ter defeitos, falhas, fraquezas, é seu direito. Trabalhar para transmutar isso tudo é seu dever”.

5. Tudo no Universo tem duas polaridades : yin/yang, masculino/feminino, positivo/negativo, etc. As emoções e os sentimentos também tem duas polaridades: o outro lado da tristeza é a alegria, do medo é a coragem, da raiva é a energia de realização, do ódio é o amor e o perdão, da ansiedade e da angústia é a calma e o centramento, da baixa auto-estima é a confiança em si mesmo, enfim, nosso grande trabalho de transmutação é estar constantemente reequilibrando estas polaridades. Os hindus diriam que devemos estar sempre transmutando Tamas e Rajas em Sattwa, isto é, trazendo sempre os pensamentos, sentimentos e atos densos , limitadores e negativos, para as freqüências mais sutis.
Viver assim economiza um bocado de energia. Considerando que tudo na vida é passageiro, é mais inteligente procurar mudar a polaridade das coisas e dar a volta por cima do que ficar naufragando constantemente nos mesmos padrões psico-emocionais.

6. Desenvolva a neutralidade e a observação. Os índios chamam isto de “visão da águia”: sair voando de dentro do burburinho dos eventos e, de cima, com uma perspectiva ampla, observar os acontecimentos sem identificação ou julgamentos. Ou, em outro exemplo: sair de dentro do rio caudaloso de nossa vida - onde estamos imersos até o pescoço - sentar na margem e observar. Quando dentro do rio, imersos até o pescoço, qualquer ondinha nos parece um vagalhão, mas quando nos sentamos à beira do rio, a ondinha novamente vira ondinha, e aí podemos ter uma perspectiva mais correta e um envolvimento menos sofrido com as coisas.
Isto desenvolve uma profunda consciência da relatividade dos pontos de vista e, por conseguinte, o redimensionamento da nossa identificação e envolvimento com a transitoriedade da vida.

7. Evite as comparações. Lembra do “jardim do vizinho é sempre mais bonito” ? Ledo engano! Grande armadilha! Mal sabemos que o vizinho ao olhar nosso lado também pensa a mesma coisa sobre algum aspecto de nós...
Considerar este fato, te livra do peso dos julgamentos alheios e te torna mais centrado em teu próprio eixo.

8. Os hindus dizem que todas as doenças que existem - sejam físicas, emocionais, psíquicas ou energéticas - derivam, de uma forma ou de outra, de uma única doença: a ignorância de nossa natureza real, a Unidade (eles chamam esta ignorância de avidya e a Unidade de Brahman).
Toda a criação é uma grande web onde tudo é interagente, interdependente e holográfico. Realmente não estamos irremediavelmente presos a tempo e espaço e às três dimensões (não só as antigas tradições, mas a física quântica atual afirmam amplamente esta questão). Considerando nossa natureza una, saiba que não há nada fora de você que você precise obter que já não tenha. Está tudo dentro de você, todo o Universo. Você apenas precisa relembrar sua natureza original, que está pulsando em cada partícula do Universo, em cada pessoa, em cada ser de cada reino. Todo amor, paz e felicidade já estão dentro de você, sempre.
Você decididamente não é um pecador. Você não é uma pedra bruta que precisa ser lapidada. Você já é uma jóia pronta, maravilhosa, só que recoberta pela poeira desta ignorância primordial.
Passar a considerar estas verdades milenares em nossa vida cotidiana desenvolve nossa co-participação consciente no Universo nos seus mais diversos níveis de existência.

9. Todo o Universo é consciente ! Cada pessoa, cada animal, cada planta, cada pedra, cada célula, cada átomo, cada galáxia... A consciência não é um privilégio do cérebro humano, que é apenas um dos veículos onde esta Consciência se expressa. Esta é a chamada onipresença e onisciência de Deus. Os índios têm formas sofisticadas de entrar em contato e interagir com a consciência subjacente à Natureza.
Viver considerando este fato torna tua vida muito mais respeitosa, consciente e responsável.

10. Quando a vida nos apresenta algum evento desconfortável, algum obstáculo ou algum confronto, normalmente o que é acionado em nosso corpo/mente é o “automático” lutar ou fugir. A adrenalina está sempre pronta para desencadear ação. Mas a verdade é que na maior parte das vezes não seria necessário lutar nem fugir, bastaria relaxar e observar, e a partir daí agir com consciência, ou então deixar os acontecimentos se desenrolarem naturalmente. Vamos investir mais nas endorfinas! Faça Yoga ou TaiChiChuan!
Desta forma, em todos os níveis e setores da nossa vida, podemos integrar firmeza e simultaneamente relaxamento – só firmeza gera rigidez e só relaxamento gera moleza !

11. Adote a pergunta : “O que é que eu tenho que aprender com isso?”. Todas (todas mesmo) as coisas que nos acontecem, vem para nos ensinar. A vida está sempre fazendo suas arrumações para que possamos aprender e evoluir. Por isso alguém já disse: “cuidado com o que você deseja pois pode acontecer!”. Nós costumamos achar que quando pedimos à Deus alguma virtude, Ele vai milagrosamente introduzir esta virtude em nossa mente e de repente ficamos pacientes, ou disciplinados, ou tolerantes. Provavelmente o que a vida fará é te proporcionar situações que vão te fazer desenvolver aquela virtude. Se você pediu paciência, provavelmente vai atrair pessoas que vão te fazer perdê-la, e aí é que estará o seu aprendizado.
Então, sempre que as pessoas ou as circunstâncias te trouxerem desconfortos ou incômodos, ao invés de se revoltar, se ofender ou se entristecer, ou ainda, achar que a culpa é do outro, pergunte à Vida o que esta situação está te obrigando a trabalhar, que virtudes e qualidades você está tendo que desenvolver para lidar com isso de forma harmônica e equilibrada.
Este procedimento com certeza vai aumentar enormemente a qualidade de nossa consciência e a conseqüente percepção dos movimentos da vida e do seu sentido.


12. Gastamos grande tempo mental ficando angustiados por um passado que não podemos mais mudar e/ou ficando ansiosos por um futuro que ainda não chegou. Outra grande parte, ainda, gastamos sonhando acordados, delirando os nossos sonhos e desejos. E aí duas coisas ocorrem: uma: sobra pouco tempo para a consciência do aqui-e-agora, o presente, que é onde efetivamente a vida acontece; duas: quando precisamos da mente para as coisas que ela foi feita para funcionar – a nossa vida humana diária – esta mente tem dificuldade em se concentrar, em estar presente, inteira, poderosa, centrada.
Concentrando-nos no presente desfrutamos mais da vida. A meditação é um ótimo treinamento para aprender a viver no presente, nos livrando das pré-ocupações e desenvolvendo uma mente verdadeiramente eficiente.

13. Infelizmente, ainda vivemos sob a ideologia do “ganha-perde”, ou seja, temos muito incutida em nossa cultura a idéia de que para se ganhar alguém precisa perder. É assim que se construiu, por exemplo, o sistema capitalista. Também é seguindo esta filosofia que está-se destruindo nosso planeta. E é desse ganha-perde que estão impregnadas as nossas relações (lembra da lei de Gérson?). Não só no sentido profissional e financeiro, mas também no emocional e no afetivo.
É urgente reimplantar-se o “ganha-ganha” nas relações interpessoais e nas relações do homem com a Natureza. Não existe nenhuma possibilidade de ganho real para nada nem ninguém, em nenhum setor da vida, se este ganho for obtido em detrimento da perda de alguém ou de alguma coisa. Na visão oriental, o Karma Yoga é a técnica que visa reeducar o homem e a sociedade para a verdadeira forma de ganhar.
Este procedimento simples pode transformar toda a perspectiva que temos em relação à vida, entendendo e vivendo na prática a grande lei universal de causa e efeito.

14. Atente para a sincronicidade. Uma escritura hindu diz : “Nenhuma folha de grama se mexe sem uma razão”. Nada é casual, mas tudo é intrinsecamente causal. Um outro Mestre disse : “nós falamos com Deus através da oração, e Ele nos fala através da sincronicidade”. O Dr. Jung percebeu que era esta qualidade da Criação que fazia com que as artes divinatórias (I Ching, Tarot, Runas, Búzios) funcionassem. Todo o Universo é Um, portanto tudo é interrelacionado. E a Lei do Karma é quem disciplina este interrelacionamento. Atente para os sinais! O tempo todo o Universo está interagindo com você!
Estar atento à sincronicidade desenvolve a intuição e a expansão da percepção do movimento consciente e multidimensional do Universo.

15. E finalmente – e sobretudo - “não faças aos outros o que não queres que te façam” ainda é a regra de ouro.
Viver integralmente assim te torna efetivamente consciente, pleno e equilibrado.

Ernani Fornari

terça-feira, 29 de julho de 2014




Para a maioria das religiões caridade é sinônimo de filantropia. Dar coisas, bens materiais.
Na visão holística podemos ampliar este conceito.
Ser caridoso é compreender o “outro”, é exercitar as virtudes, como humildade e paciência.
A caridade está muito próxima da generosidade.
Doar seu tempo, sua atenção, sua disposição é ser caridoso. Exercitar a arte da escuta (já postamos uma reflexão), sem precisar encontrar soluções para a queixa, mas apenas escutar o desabafo de quem está aflito.
Doar bens materiais também é necessário para quem tem fome, frio, está doente, mas compreender que se pode ir mais além, é entender a grandiosidade e preciosidade da Vida.
Pense Nisso!


“A essência de toda vida espiritual é a emoção que existe dentro de você, é a sua atitude para com os outros. Se a sua motivação é pura e sincera, todo o resto vem por si. Você pode desenvolver essa atitude correta para com seus semelhantes baseando-se na bondade, no amor, no respeito e, sobretudo na clara percepção da singularidade de cada ser humano.”

terça-feira, 22 de julho de 2014

PESSOAS SENSÍVEIS


Nenhum de nós pode escolher as coisas que nos acontecem, algumas boas, outras más. Mas todos podemos escolher nossa resposta às coisas que nos acontecem. Você não é prisioneiro das reações.

Algumas pessoas dizem que são muito "sensíveis", que se magoam facilmente, que se decepcionam com amigos, colegas e família e com aquilo que outros dizem ou fazem. Tais pessoas, que se dizem "muito sensíveis" na verdade não têm muita sensibilidade. Pessoas sensíveis - por definição - são capazes de obter uma gama maior de informações sensoriais e emocionais vindas de outros e, portanto, geralmente são muito mais compreensivas, calmas e raramente se desapontam com os comportamentos alheios, exatamente porque sua sensibilidade aguçada mostra mais do que as aparências, evitando que se desapontem.

Além disso, pessoas sensíveis jamais dizem que são sensíveis.

Então o que são aquelas pessoas que a todo momento se definem como sensíveis, que ficam deprimidas por razões aparentemente pequenas e cujos dias são destruídos por uma advertência do chefe, por uma crítica dos colegas, por uma frase mal construída de um membro da família?

Elas não são sensíveis? Não. Tais pessoas são reativas - o contrário de sensíveis. Pessoas reativas não pensam. Ou melhor, pensam que pensam, quando somente reagem emocionalmente a qualquer coisa, sem refletir, sem controlar, sem observar o todo, como crianças.

Todos nós somos reativos, vez ou outra, mas conforme amadurecemos nos tornamos menos reativos e mais sensíveis, já que escolhemos nossas respostas.

Quando somos crianças, simplesmente reagimos - o que é natural -, por isso, adultos reativos são, normalmente, acusados de um comportamento infantil e birrento.

Uma pessoa sensível, por obter mais informações que estão à sua volta, raramente perde o controle, mesmo quando atacada porque, sendo sensível, ela observa e e-s-c-o-l-h-e a melhor r-e-s-p-o-s-t-a.
Raramente reage, como um animal faminto faria. Você não tem o poder de escolher aquilo que te acontecerá hoje, amanhã ou depois.

Mas você tem o poder de escolher a melhor resposta a tudo o que vai acontecer. Resposta não é reação. Reação é sinônimo de programa automático. Resposta é sinônimo de escolha.

Seja mais sensível, esta semana, evitando dizer a primeira coisa que lhe venha à mente, mesmo que seja algo que você diz pra você mesmo.
Escolha as palavras, escolha os pensamentos, escolha as respostas, fugindo da armadilha que torna a vida das pessoas reativas sempre dependente de cada problema que acontece.

E observe aqueles que dizem que são "sensíveis".

Olhe o comportamento dessas pessoas.

Você verá que elas são completamente dependentes dos humores de outros e dos acontecimentos externos. Elas simplesmente reagem por mais que racionalizem e se enganem, afirmando que suas reações são causadas por sua suposta sensibilidade. Sempre apresentarão razões para suas dores e tristezas, mas ainda assim estarão somente reagindo.

Você tem o poder de escolher aquilo que é melhor. Você pode!
Porque, como afirma Stephen Covey:

"Entre o que acontece comigo e minha reação ao que acontece comigo, há um espaço. Neste espaço está minha capacidade em escolher minhas respostas e definir meu destino"
 ::Autor Desconhecido::

domingo, 20 de julho de 2014

-OS SÍMBOLOS CÓSMICOS E NÓS

Resumindo de forma simplificada, um símbolo é tudo o que designa determinado sinal gráfico, em que algo abstrato possa ser representado por um sinal concreto. Por exemplo:
Vendo o desenho de um coração, não é preciso nenhuma explicação lógica para sabermos que se refere ao sentimento abstrato do amor.


Isso porque um símbolo tem o poder de ir direto ao inconsciente sem passar pela razão. E tudo o que atinge diretamente o inconsciente, tem uma influência muito poderosa sobre as nossas atitudes e a nossa vida em geral. Tanto do lado positivo como do negativo.

Um exemplo do impacto negativo de um símbolo é a suástica, que desde a segunda guerra mundial, nos remete instantaneamente a um sentimento de horror, sem precisarmos pensar ou falar nada.
Um Símbolo fala por si só.
Se meditássemos diariamente olhando para o símbolo do coração, por ex., certamente aumentaríamos a nossa capacidade de amar. Da mesma forma, meditando com os símbolos planetários e os arquétipos zodiacais que nos regem, podemos aumentar o conhecimento sobre nós mesmos e o propósito da nossa vida nesse planeta.
A questão dos símbolos é um assunto muito vasto, que vem sendo estudado há milênios e, pela sua importância, deu origem a uma infinidade de tratados de grandes estudiosos e pensadores.
Nesse espaço aqui, abordamos apenas os símbolos planetários, zodiacais, numéricos e geométricos, bem como os arquétipos astrológicos e a sua influência  na nossa vida. No índice ao lado podemos encontrar o significado e o tipo de energia de cada um deles.

Continuando com a atuação dos símbolos,  conheça melhor o seu inconsciente!


Será que você se conhece verdadeiramente?...Quantas vezes  acontece de querermos alguma coisa, mas agirmos de forma a afastá-la cada vez mais da nossa vida?....Quem está no controle?


*Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e Deus.   Oráculo de Delfos                                                               
Pois Deus é o Universo e o Universo é Deus. Fomos feitos energeticamente à sua Imagem e Semelhança, pois somos constituídos dos mesmos elementos dos astros celestes.
Somos uma parte infinitesimal dessa grandiosidade, portanto somos todos UM, com o TODO UNIVERSAL.

Muitas filosofias milenares tinham o conhecimento de que o corpo humano é composto pelas mesmas substâncias químicas e minerais, que compõem o planeta Terra e o Cosmos. Tais como, oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio, fósforo, enxofre, potássio, sódio, cloro, magnésio, ferro, zinco, cobre, flúor, bromo, selênio, iodo, manganês, vanádio, silício, arsênio, boro, níquel, cromo, molibdênio e cobalto...

Assim como, pelo DNA sabemos a paternidade e a filiação de alguém...pelas substâncias químicas e minerais do nosso corpo, também podemos saber que Somos Filhos das Estrelas!

Se fizermos a experiência descrita abaixo, poderemos sentir essa conexão!...
Coloque o dedo médio sobre o indicador em ambas as mãos, deixe as mãos em concha e coloque-as sobre os ouvidos.


Pressionando o dedo médio sobre o dedo indicador ele tocará na depressão na base do crânio, provocando uma vibração, que vai atingir a hipófise.
De olhos fechados, perceba a sensação produzida e também o som que ressoa na caixa craniana.
O som produzido, é nada menos que o “OM” primordial, que os monges budistas e tibetanos entoam em suas meditações!
Essa vibração monossilábica é o som criador universal.
"E no princípio era o Verbo." (Gênesis)

É o mesmo som que ouvimos dentro das conchas do mar e que podemos ouvi-lo dentro de nós!..


Cada evidência sobre a nossa ligação com tudo e com  o  TODO me emociona!...
Por mais que a ciência convencional, que cultiva o mesmo pensamento cartesiano desde o séc. XVll, continue afirmando a separatividade e negando a conexão com tudo e com todos..., as evidências são grandes demais! Basta ter o mínimo de sensibilidade para perceber que está tudo interligado!
Em pleno terceiro milênio, na era da física quântica, não dá mais para duvidar de que somos todos UM com o universo e, portanto, recebemos influência direta de tudo o que nos cerca, principalmente dos números e dos astros!
 
NÚMEROS E ASTROS
Vamos ver então, de que maneira os símbolos, mitos, arquétipos e figuras geométricas dessas ciências milenares de autoconhecimento atuam no nosso inconsciente e influenciam a nossa maneira de ser e a nossa vida:
Por trás dos símbolos cósmicos, estão ocultos os ensinamentos das grandes verdades universais, desde tempos imemoriais.





Jung usou o termo Arquétipo, para se referir aos modelos inatos, que servem de matriz para o desenvolvimento da psique.




Um símbolo significa uma "conexão" direta com a energia representada e contida no próprio símbolo, aliada à energia do inconsciente coletivo, gerando um poder absurdo.
A simbologia dos planetas, signos, círculos, figuras geométricas, estrelas de cinco, seis, sete, oito e nove pontas, são os elementos que primeiro devem ser analisados, para que um estudo astral e numerológico individual seja realmente considerado sério, em termos evolutivos.

Cada pessoa está conectada com a energia de uma determinada quantidade desses símbolos, desde o seu nascimento e até mesmo antes dele, com propósitos espirituais bem definidos.


O pentagrama, por exemplo, está entre os principais e mais conhecidos símbolos esotéricos, é uma referência, com vasta profundidade. É um símbolo do ocultismo, que indica proteção e perfeição Divina, tanto que quase todas as espécies de vida no planeta contém essa forma, de um jeito ou de outro. Basta cortar um mamão ou uma carambola e se maravilhar com a perfeição da estrela interna. É um dos principais e mais utilizados símbolos da cultura Universal. É um dos símbolo de quem tem o número cinco no seu estudo numerológico.


O hexagrama, também chamado Estrela de Davi ou Selo de salomão, é formado por dois triângulos entrelaçados que simbolizam o fogo e a água, o céu e a terra. Independentemente de ser o símbolo que representa o judaísmo, o hexagrama é, principalmente um símbolo de equilíbrio e harmonia, cuja energia, acompanha e influencia os que tem o número 6 no seu estudo numerológico. 


E assim acontece com os outros números da escala evolutiva de 1 a 9. Cada um tem a figura geométrica correspondente...
A vida de cada um de nós, inclusive as experiências de vidas passadas estão escritas nas estrelas, através do chamado Registro Akáshico. Os símbolos pessoais dizem muito sobre cada ser em particular e interagem diretamente com ele.
Chamo de carimbo cósmico individual, quando os principais símbolos de um estudo astral e numerológico estão concentrados no círculo mágico de uma mandala pessoal!
Torna-se um verdadeiro TALISMÃ.
Todo o potencial de uma pessoa, que está adormecido pode ser despertado e elevado ao cubo, se ela realmente compreender esse processo, aprender a se conectar ao seu Poder Interno, ao seus símbolos pessoais e estiver determinada a tirar proveito disso para sua evolução em todos os sentidos.


AUTOCONHECIMENTO
"Na busca por mim descobri a verdade, ao encontrar a verdade descobri o amor, ao descobrir o amor encontrei Deus e ao encontrar Deus tenho encontrado tudo."
(do site pravsworld.com)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Vc se lembra da estoria de branca de neve...?



Talvez por Walt Disney ser um maçom, ele escolheu esse conto com muito carinho.

Branca de Neve representa o ser iniciado, que nasce na terra. Três mulheres, são representadas neste conto, a primeira a sua mãe, que morreu quando ela nasceu, levando com ela todo o passado, todas as lembranças, representa o esquecimento quando descemos a esse plano, o passado. Ela o presente a ser vivido, sua Madrasta o futuro, o desafio, as provas por qual terá que passar.

O espelho é a consciência, na medida que o tempo passa o corpo físico se degrada, esse confronto é inevitável: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu” – O espelho sempre responderá VOCÊ ONTEM, porque hoje estou mais velho, amanhã mais.
A Madrasta resolve mandar matar Branca de Neve, quer o seu coração, como prova da morte da pureza, da inocência, e Branca de Neve então foge pela floresta, se ficasse no seu castelo, não descobriria seu interior, começa a iniciação, pois a floresta representa o INTERIOR de cada ser.
Neste caminho ela vai encontrar todos os elementos da natureza, e lidar com suas energias representada por SETE ANÕES.

Os anões são os centros vitais de forças, os CHAKRAS. O Mestre representa o coronário, ele é o chefe, a consciência espiritual; o Zangado representa o chakra Frontal, pois ele é racional, se baseia na lógica e no raciocionio, intelecto; o Feliz, representa o laríngeo, é o mais gordinho, tem relação com as glândulas tireóide, é comunicativo, alegre; o Dengoso, representa o cardíaco, é sentimental, emotivo, chorão, apaixonado; o Soneca, representa o chakra Umbilical, representa o inconsciente, instinto primitivo, o sono, emoções inferiores; Atchim representa o chakra esplênico (sexual), é o chakra responsável pelo filtro das energias nos órgãos sexuais, também responsável pelas alergias, ansiedades e finalmente o Dunga que representa o chakra radico, básico, raiz, representado pela inocência, pelo principio, o menino, o inicio da coluna vertebral, é o chakra dos instintos.
Na relação da história, Dunga foi o primeiro a ver Branca de Neve. Nota-se no conto que o Mestre é quem lapida as pedras preciosas. O Mestre confunde as palavras quando fica nervoso, é uma das características do Chakra Coronário quando tiver em mal funcionamento a confusão, o atrapalhamento das idéias.
A branca de Neve conquista os Sete Anões, domina o Sete Mágica, domina os chakras, . O sete é também por excelência o número vibracional da mudança. Isso atrai para si, um confronto derradeiro, o lado negro surge trazendo o desafio crucial do interior. A bruxa representa esse lado negro, oculto, essa força inconsciente. A maça o CONHECIMENTO. Provar o conhecimento significa morrer, dentro do esoterismo isso significa a MORTE INICIÁTICA.
Os anões a colocam num caixão de vidro, significando que ela está presa em si mesmo.
Surge então o Cavaleiro, uma figura até então indiferente na história, ele significa a energia masculina, a PINGALA, a energia Kundalini positiva, a ação, fazendo uma analogia com o Tarot, o cavaleiro é o carro, o caminho, a carta número 7, símbolo do fogo.

O beijo é o encontro da energia branca, negativa (Lua), feminina chamada de IDA da Kundalini, com a energia do fogo (Sol)e quando isso acontece o SER DESPERTA, ascende, transcende, conquista a si mesmo, levanta, se torna INTEGRAL.

Assim fecha a história da saga humana, um horizonte de luz, com um castelo nas nuvens. Um arco íris com um pote de ouro no final.

Compilado Por Beraldo Lopes Figueiredo

Referencias:
http://evoluasuaconsciencia.blogspot.com.br/2011/06/os-chakras.html

http://palavrasdoimaginario.blogspot.com/2009/04/simbolos-nos-contos-de-fadas.html

http://grimoiredomago.blogspot.com/2009/01/branca-de-neve-e-os-sete-anes.html
— com Evolução Mental.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Sincronicidade ... o destino conversando com voce...




 Para os outros, aqueles que tendem a fazer uma leitura “mágica” da vida, as coincidências podem ter inúmeras interpretações e significados, e até mesmo serem vistas como “sinais divinos”. O psiquiatra suíço Carl Jung (1875-1961), contudo, acreditava que as coincidências poderiam ser entendidas como fenômenos psicológicos caracterizados pela ocorrência simultânea de pensamentos/eventos geograficamente distantes. Jung chegou a cunhar uma teoria para tentar explicar esses fenômenos, a qual deu o nome de “Teoria da Sincronicidade”. As reflexões junguianas sobre o tema foram sistematizadas no trabalho “Sincronicidade: um princípio de conexões acausais”, publicado em 1952 junto com um artigo do físico Wolfgang Pauli.


As primeiras ideias a respeito do conceito de Sincronicidade surgiram com o estudo feito por Jung da filosofia oriental, principalmente do I Ching. Muito antes, na sua prática clínica como terapeuta, Jung havia observado fenômenos reais que não se enquadravam na visão ocidental causalista.  Causalidade é a relação entre um evento (a causa) e um segundo evento (o efeito), sendo que o segundo evento é uma consequência do primeiro. Por exemplo, ao estudar os sonhos, Jung notou que os motivos oníricos tendem a coincidir relativamente com situações reais com um significado semelhante ou mesmo com situações reais idênticas. Ou seja, para Jung, é como se o conteúdo do sonho não dependesse de uma experiência prévia específica, mas fosse produzido paralelamente a ela, em conssonância com o tempo da vida “real”. Ele, contudo, só se expressou oficialmente a respeito disso no final dos anos 20, quando falou a respeito do princípio tradicional chinês, que é baseado numa ideia totalmente diferente de nossa hipótese da causalidade e que é particularmente importante em conexão com o I Ching. A filosofia oriental, com seu pensamento não linear, ofereceu a Jung a perspectiva de que o acaso e a coincidência podem ser levados em consideração e que a causalidade é meramente uma hipótese, não uma verdade absoluta.
Com o passar do tempo, porém, a partir de algumas conversas que ele teve com Eistein, Jung sentiu a necessidade de buscar uma base teórica dentro da física moderna para o princípio. Esse contato com as recentes proposições teóricas da física moderna criou em Jung a necessidade de ampliar o conceito de Sincronicidade para uma ideia mais abrangente: a das “ordenações não causais”. Mais especificamente, o envolvimento de Jung com a física moderna se deu a partir de uma relação muito próxima com o físico alemão Wolfgang Pauli. Em 1930, Pauli, que estava sofrendo com problemas emocionais em decorrência do luto e de um casamento desfeito, procura Jung para fazer um acompanhamento terapêutico. Jung não trata Pauli, mas o encaminha para uma jovem analista. Porque Jung faz isso? Na visão dele, uma mulher seria melhor para ajudar Pauli a vencer as dificuldades que ele tinha nas suas relações com as mulheres e com o sentimento. Além disso, Jung acreditava que Pauli era uma personalidade excepcional, alguém com um material inconsciente rico e incomum. Nesse caso, uma terapeuta principiante não teria conhecimento aprofundado o suficiente para interferir ou influenciar no material que Pauli trazia.
Assim, Jung e Pauli passam a se corresponder com frequência. Pauli apoiou o princípio da Sincronicidade como sendo científico. O Princípio de Exclusão, pelo qual Pauli recebeu o Prêmio Nobel, implicava a descoberta de um padrão abstrato que se oculta debaixo da superfície da matéria e que determina seu comportamento de modo “acausal”. Jung auxiliou Pauli na sua compreensão dos fatores coletivos e arquetípicos da psique. A partir dessa confluência de interesses e ideias desenvolve-se uma longa colaboração entre os dois pensadores. Esse trabalho conjunto dará origem à obra “The Interpretation of Nature and the Psyche” com dois textos: um escrito por Pauli, outro por Jung. A colaboração com Pauli, portanto, permitiu a Jung dar ao conceito de Sincronicidade e de suas aplicações posteriores um melhor embasamento, que apesar de não poder ser considerado necessariamente científico pode ser associado a algumas postulações teóricas de origem física. Dessa forma, alguns pesquisadores advogam que o conceito de Sincronicidade e a conceituação de uma “ordenação acausal geral” pode ter exercido certa influência na ciência desde então. O físico Charles R. Card, por exemplo, alega que a colaboração Jung/Pauli tem implicações que podem ser vistas como relevantes a algumas das maiores preocupações das bases da física moderna, em particular no tratamento de fenômenos não-locais na mecânica quântica e em fenômenos “caóticos” na dinâmica não-linear.
Apesar de gerar inúmeras controvérsias, alguns admiradores e muitos detratores, a Teoria da Sincronicidade de Jung provoca certa curiosidade e muitas indagações sobre a natureza daquilo que convencionamos designar como “coincidência”. Por um lado, não se pode dizer que as postulações junguianas, baseadas na premissa de que os conteúdos da mente inconsciente podem se “comunicar” com o mundo físico, são capazes de oferecer uma explicação indubitável sobre o tema, longe disso! Por outro lado, a ousadia de suas ideias, ao suscitar reações apaixonadas de ambos os lados, podem forçar tanto os entusiastas quanto os críticos a buscarem provas que façam valer suas posições. Seja como for, a possibilidade de que os eventos distribuídos no fluxo do tempo possam estar em sintonia com o que pensamos/sentimos é realmente tentadora. Pensar nisso nos fornece uma perspectiva sedutora da vida, que pode ser entendida como uma cadeia de acontecimentos que têm sempre um significado, ou seja, que nada acontece por acaso e que tudo o que nos ocorre cumpre a função de nos colocar onde devemos estar para vivermos as experiências que precisamos.
Acaso ou não, a ideia junguiana de Sincronicidade nos leva a refletir sobre os eventos coincidentes, e pode ser que ela seja só o delírio de alguém que alimentava uma expectativa sobrenatural da existência, mas pode ser também que ela seja o vislumbre de uma mente brilhante muito a frente do seu tempo. ...

As primeiras ideias a respeito do conceito de Sincronicidade surgiram com o estudo feito por Jung da filosofia oriental, principalmente do I Ching. Muito antes, na sua prática clínica como terapeuta, Jung havia observado fenômenos reais que não se enquadravam na visão ocidental causalista.  Causalidade é a relação entre um evento (a causa) e um segundo evento (o efeito), sendo que o segundo evento é uma consequência do primeiro. Por exemplo, ao estudar os sonhos, Jung notou que os motivos oníricos tendem a coincidir relativamente com situações reais com um significado semelhante ou mesmo com situações reais idênticas. Ou seja, para Jung, é como se o conteúdo do sonho não dependesse de uma experiência prévia específica, mas fosse produzido paralelamente a ela, em conssonância com o tempo da vida “real”. Ele, contudo, só se expressou oficialmente a respeito disso no final dos anos 20, quando falou a respeito do princípio tradicional chinês, que é baseado numa ideia totalmente diferente de nossa hipótese da causalidade e que é particularmente importante em conexão com o I Ching. A filosofia oriental, com seu pensamento não linear, ofereceu a Jung a perspectiva de que o acaso e a coincidência podem ser levados em consideração e que a causalidade é meramente uma hipótese, não uma verdade absoluta.
Com o passar do tempo, porém, a partir de algumas conversas que ele teve com Eistein, Jung sentiu a necessidade de buscar uma base teórica dentro da física moderna para o princípio. Esse contato com as recentes proposições teóricas da física moderna criou em Jung a necessidade de ampliar o conceito de Sincronicidade para uma ideia mais abrangente: a das “ordenações não causais”. Mais especificamente, o envolvimento de Jung com a física moderna se deu a partir de uma relação muito próxima com o físico alemão Wolfgang Pauli. Em 1930, Pauli, que estava sofrendo com problemas emocionais em decorrência do luto e de um casamento desfeito, procura Jung para fazer um acompanhamento terapêutico. Jung não trata Pauli, mas o encaminha para uma jovem analista. Porque Jung faz isso? Na visão dele, uma mulher seria melhor para ajudar Pauli a vencer as dificuldades que ele tinha nas suas relações com as mulheres e com o sentimento. Além disso, Jung acreditava que Pauli era uma personalidade excepcional, alguém com um material inconsciente rico e incomum. Nesse caso, uma terapeuta principiante não teria conhecimento aprofundado o suficiente para interferir ou influenciar no material que Pauli trazia.
Assim, Jung e Pauli passam a se corresponder com frequência. Pauli apoiou o princípio da Sincronicidade como sendo científico. O Princípio de Exclusão, pelo qual Pauli recebeu o Prêmio Nobel, implicava a descoberta de um padrão abstrato que se oculta debaixo da superfície da matéria e que determina seu comportamento de modo “acausal”. Jung auxiliou Pauli na sua compreensão dos fatores coletivos e arquetípicos da psique. A partir dessa confluência de interesses e ideias desenvolve-se uma longa colaboração entre os dois pensadores. Esse trabalho conjunto dará origem à obra “The Interpretation of Nature and the Psyche” com dois textos: um escrito por Pauli, outro por Jung. A colaboração com Pauli, portanto, permitiu a Jung dar ao conceito de Sincronicidade e de suas aplicações posteriores um melhor embasamento, que apesar de não poder ser considerado necessariamente científico pode ser associado a algumas postulações teóricas de origem física. Dessa forma, alguns pesquisadores advogam que o conceito de Sincronicidade e a conceituação de uma “ordenação acausal geral” pode ter exercido certa influência na ciência desde então. O físico Charles R. Card, por exemplo, alega que a colaboração Jung/Pauli tem implicações que podem ser vistas como relevantes a algumas das maiores preocupações das bases da física moderna, em particular no tratamento de fenômenos não-locais na mecânica quântica e em fenômenos “caóticos” na dinâmica não-linear.
Apesar de gerar inúmeras controvérsias, alguns admiradores e muitos detratores, a Teoria da Sincronicidade de Jung provoca certa curiosidade e muitas indagações sobre a natureza daquilo que convencionamos designar como “coincidência”. Por um lado, não se pode dizer que as postulações junguianas, baseadas na premissa de que os conteúdos da mente inconsciente podem se “comunicar” com o mundo físico, são capazes de oferecer uma explicação indubitável sobre o tema, longe disso! Por outro lado, a ousadia de suas ideias, ao suscitar reações apaixonadas de ambos os lados, podem forçar tanto os entusiastas quanto os críticos a buscarem provas que façam valer suas posições. Seja como for, a possibilidade de que os eventos distribuídos no fluxo do tempo possam estar em sintonia com o que pensamos/sentimos é realmente tentadora. Pensar nisso nos fornece uma perspectiva sedutora da vida, que pode ser entendida como uma cadeia de acontecimentos que têm sempre um significado, ou seja, que nada acontece por acaso e que tudo o que nos ocorre cumpre a função de nos colocar onde devemos estar para vivermos as experiências que precisamos.
Acaso ou não, a ideia junguiana de Sincronicidade nos leva a refletir sobre os eventos coincidentes, e pode ser que ela seja só o delírio de alguém que alimentava uma expectativa sobrenatural da existência, mas pode ser também que ela seja o vislumbre de uma mente brilhante muito a frente do seu tempo.


Jung define também três categorias de sincronicidade:
1. coincidência de um estado psíquico com um evento externo objetivo simultâneo.
2. coincidência de um estado psíquico com um evento externo simultâneo mas distante no espaço.
3. coincidência de um estado psíquico com um evento externo distante no tempo.
Através da definição destas categorias, podemos perceber que nos fenômenos sincronísticos, o tempo e o espaço são relativos, isto é, o fenômeno acontece independente destes. Basicamente o que define a sincronicidade são a coincidência e o significado.
Jung observou também que tais coincidências ocorrem principalmente quando um arquétipo está constelado. O arquétipos são fatores psicóides que possuem uma transgressividade pois “não se acham de maneira certa e exclusiva na esfera psíquica, mas podem ocorrer também em circunstâncias não psíquicas (equivalência de um processo físico externo com um processo psíquico).” (CW VIII, par. 954)
Jung propõe que o princípio de sincronicidade seja acrescentado à tríade espaço, tempo e causalidade, dizendo que “o espaço, o tempo e a causalidade, a tríade da Física clássica, seriam complementados pelo fator sincronicidade, convertendo-se em uma tétrada, um quatérnio que nos torna possível um julgamento da totalidade..
.
 Esta é sincronicidade de que Jung fala, e ela (esta sincronicidade de almas) existe pra ser compreendida, vivida, pois é mais do que mera coincidência.

Quando a sincronicidade acontece nossos arquétipos internos (que se encontram prontos se ativam ) e recebem uma energia particular de um fenômeno exterior que se complementa com o que se passa interiormente em nós, o resultado é  = sincronicidade.
Nada é provocado.
Acontece.

Nossa alma quer que a gente viva sendo o que somos de verdade.
Mas isto nem sempre é possível.( Na maioria das vezes não é)
Representamos vários papéis na vida, até pela nossa sobrevivência e prá honrar as escolhas que fazemos....

 o aspecto terapêutico da sincronicidade.
É a cura que ela pode gerar na nossa vida, como atos da criação no tempo, que são catalisados por catarses emocionais.

  Um exemplo de sincronicidade...
Mas o que chama a atenção, e o que mais emociona é a sincronicidade que faz nascer este amor  – mesmo que tenha sido vivido em 4 dias-
- entre  Robert (Clint Eastwood ) e Francesca (Meryl Streep)



 Quem nunca viveu um desses momentos mágicos onde parece que tudo foi programado por uma força além do nosso controle, para que encontros ou acontecimentos preciosos mudassem definitivamente os rumos das nossas vidas? vale a pena conferir este belo filme













 JUNG, Carl Gustav. Dream Analysis. Editado por William Mc Guire. Bollingen Series: Princeton University Press, 1983.
______ Fundamentos de Psicologia Analítica. 6. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1991. v.XVIII/1

______ Psicologia e Alquimia. 4a. ed. Petrópolis, RJ: Vozes: 1991. V. XII
______ Sincronicidade. 5a. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1991. v. VIII/3.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

A Riqueza dasTradições Judaicas



A Torah contém a revelação divina, a Lei outorgada a Israel. Torah designa os primeiros cinco livros do Primeiro Testamento, também conhecidos como Pentateuco (da expressão grega para cinco pergaminhos, ou cinco livros de Moisés). A palavra Testamento significa “Aliança”.

Nos escritos rabínicos, a Torah é mais do que um código legal. Esse substantivo deriva-se do verbo hebraico “Yarah”, “lançar”, “Atirar uma flecha”, “alvejar”. Mediante associação de idéias, veio a significar: instrução, ensino, apontar para o alvo, estabelecer uma fundação, mandamento e lei.

Durante a formação da Bíblia houve um processo de seleção. Foram incluídos somente aqueles livros que se acreditava terem sido escritos por profetas sob inspiração divina. Apenas os livros selecionados tornaram-se parte do cânone (que significa padrão ou medida). A base para esta seleção foram os cinco primeiro livros chamados de Torah.

Menorah
A primeira Menorah foi feita obedecendo a instruções minuciosas do Eterno.  Na Menorah, há sete braços ao todo: uma haste central, e três braços que saiam de cada lado. Naturalmente, o fogo e a iluminação sempre tiveram um papel muito importante. 
Quando o Templo foi destruído, a Menorah tornou-se principal símbolo da fé judaica.  A Menorah foi reintroduzida em 1948  na proclamação do Estado de Israel como símbolo nacional do povo judeu e da identidade de Israel.



 

Menorah é uma palavra hebraica que indica candeeiro com sete braços, usado no Tabernáculo. Êxodo 25: 31-40; Êxodo 37: 17-24, Zacarias 4: 2-5; Zacarias 10-14.  A luz da “Menorah” simboliza a presença de D’us (no hebraico Shekinah)
  
TALIT
O Talit é uma “Tenda Portátil”, que simboliza  “cobrir”, no sentido de estar no esconderijo do Altíssimo. O texto que se encontra no livro de Números 15.38-40. Este é o mandamento que todo judeu cumpri ao colocá-lo, ou seja, fazer uso do talit (manto ou xale de oração). 
 

É chamado de manto de oração devido à sua particularidade de conceder  a pessoa que o está usando, ”certo isolamento” daquilo que pode vir a distraí-lo quando se está orando ao Senhor. Também chamado e conhecido como barraca ou ainda, tenda. 
Quando um judeu que tem entendimento destas coisas, olha para alguém vestido com o talit, imediatamente recorda de pelos menos três princípios judaicos, a saber: 




1 – A Lei de D'us dada a seu servo Moisés.

2 – Que ele sendo um conhecedor das escrituras sagradas, é responsável em obedecer esta Lei, que é o maior bem precioso que ele pode adquirir neste universo.

3 – Também que ele foi chamado entre todos os outros povos, raças, nações e etnias para ser separados e santos.

As franjas têm um significado ainda muito mais profundo e simbólico que está relacionado aos números que são: oito tranças e cinco nós, que somados dão um total de treze. O número oito nos fala de reinício (iniciar novamente, tentar novamente). O número cinco nos fala dos cinco primeiros livros da bíblia, a Torah. A palavra “Tzit Tzit” (franja) tem o número seiscentos (600), somados com treze (13), (oito+cinco). Forma o número 613, que é exatamente o número de Leis contido na Tanach que devem ser observadas pelos judeus.

KIPA

Este é outro símbolo que tem um significado muito forte e lindo. Oriundo da raiz da palavra Kippur, que entre outro  sentido significa cobertura.  Sendo uma lembrança de que o seu usuário tem uma estatura e não pode acrescentar nada a ela. E que a partir desta estatura existe um D’us muito maior que ele a quem este prestará contas,  o D’us Criador de todo o Universo. 

Não se trata de um chapeuzinho apenas, como alguns costumam chamar, mas algo relacionado a D’us e que tem em seu objetivo a lembrança do tamanho de D’us em relação ao homem. Aquele que cobre, direciona, governa e está acima de tudo e de todos, e que a essência da escritura é de humildade, Levítico  8:9; Levítico 16:4. 

É interessante notar que todos os símbolos utilizados pelos judeus são para que este se  lembre de seu compromisso com o Eterno D’us e que têm o sentido de trazer à sua memória (memória do homem), a reverência e a lembrança do Eterno.  Lamentações 3:21




 
O princípio do uso do kipá está relacionado ao Sacerdote que assistia  diante do Senhor não podia estar com a cabeça descoberta no Tabernáculo. 
MEZUZAH


É um símbolo de fé e merecedor de grande respeito. A Mezuzah é uma caixa tubular de madeira, vidro ou metal, em geral de 3 a 4 polegadas de comprimento, contendo um pedaço pequeno de pergaminho, no qual em 22 linhas estão escritas passagens bíblicas que fazem parte do “Shemá” (oração da unicidade de D’us) - (Deuteronômio 6: 9; 11: 20). 







Tem uma pequena abertura na parte superior com a palavra Shadday  (um dos nomes de D’us), impressa no verso do pergaminho. É pregada numa posição inclinada na parte superior da ombreira direita da residência. Costuma-se beijá-la quando se sai ou entra em casa, tocando-a com as pontas dos dedos, e em seguida apertando-os contra o lábio. 

A Base bíblica para uso da Mezuzah: “E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” (Deuteronômio 6: 9). O uso da Mezuzah é uma Mitzvah (mandamento), dada pelo Eterno em sua Palavra: Deuteronômio 6: 1-9. Deuteronômio 11.13-21. Números 15.37-41.
Na parte da frente, no anverso, perto do alto, está escrito o nome “Shadday”, um dos nomes pelos quais o Eterno é conhecido em hebraico. Intérpretes da tradição judaica já disseram que as três letras hebraicas Shin, Dalet e Yud constituem realmente um aerograma formado pelas primeiras letras da frase: “Shomer Daltod Ysrael” (Guardião das Portas de Israel). A Mezuzah deve ser colocada em todos os aposentos, exceto nos banheiros.

Ao passar pela porta, lembra que se deve guardar a palavra do Senhor e sempre obedecê-la. Este é o princípio fundamental do uso da Mezuzah. Lamentações 3:21.
ESTRELA DE DAVI
Estrela de Davi (em hebraico: מגן דוד, traniteralção. Magen David), conhecida também como escudo supremo de Davi (David), é um símbolo em forma de estrela formada por dois triângulos sobrepostos. O nome David em hebraico é composto de três letras na seguinte ordem: Dálet-Vav. Dálet. No hebraico antigo, a letra Dálet tinha a forma semelhante a um triângulo com vértice para cima. 


Quando este símbolo foi gerado, não sabemos ao certo, no entanto sabemos que este símbolo é geometricamente construído em forma de estrela com as duas letras Dálet que compunham o nome David (entrelaçando-as, e girando uma das letras em 180o. para que seu vértice se colocasse para baixo). Com o tempo, este símbolo tornou-se símbolo da nação de Israel e do povo judeu, estando presente na própria bandeira de Israel.

No entanto, há um significado maior na estrela de David, que gostaria de comentar. A estrela de David é um símbolo do Messias de Israel,
MERAGLIM
Caleb ( hebraico כָּלֵב), filho de Jefoné , é uma figura importante da Bíblia. Reitera a sua fé em D’us quando os hebreus opuseram-se à entrada na terra prometida de Canaã.
    
Os Meraglim, espiões enviados por Moisés no deserto, após a saída do Egito, retornaram falando mal de Israel (Números 13:27-28): “Fomos à terra a que nos enviaste; e, verdadeiramente, emana leite e mel... Porém, o povo que habita essa terra é poderoso, e as cidades, muito grandes e fortificadas; também vimos ali gigantes”; (Números 14-15) e, mesmo contestados por Josué e Caleb, convenceram o povo, o qual se revoltou contra Moisés, preferindo voltar à escravidão do que encarar a terra assim descrita. 

Por ter optado ouvir a maledicência, não lhes foi concedido entrar na Terra Prometida, só à geração seguinte e vagaram pelo deserto por 40 anos. Apenas dois espiões, Josué (da tribo de Efraim ) e Caleb (representando Judá ), retornou e disse que Deus iria ajudar a nação judaica se estabelecer em Canaã.
ARCA DA ALIANÇA
A Arca era uma espécie de cofre. Construída com madeira de Acácia e revestida totalmente de ouro. Havia sobre ela dois varais que foram colocados para facilitar o seu transporte. Em cima desta Arca foi colocada uma tampa, chamada de tampa do propiciatório. Dois Querubins estavam sobre ela, um de frente para o outro, de forma que as pontas de suas asas se encontram acima de suas cabeças. 
 
Os Querubins e a tampa, numa só peça, eram feitos totalmente de ouro. Esta tampa, não era apenas a tampa da Arca, era o lugar onde os pecados eram cobertos, sendo o lugar da propiciação, ali o Sumo Sacerdote aspergia o sangue para que os pecados fossem cobertos e assim o próprio D'us não os levava  mais em conta, Êxodo 25:17-22.


 

Dentro desta Arca colocavam-se as duas tábuas da Lei, dada por D'us. Também a vara de Arão e ainda uma porção do Maná. A Arca era o utensílio que mais chamava a atenção dos homens, pois, onde esta se encontrava a presença de D'us se fazia presente. A Arca da Aliança é o símbolo mais forte em toda a história da Bíblia.
TEFILIM
Em hebraico תפילין, com raiz na palavra tefilá, significando "prece", é o nome dado a duas caixinhas de couro, cada qual preso a uma tira de couro de animal Kosher, dentro das quais está contido um pergaminho com os quatro trechos da Torá em que se baseia o uso dos Filactérios. 



Também é conhecido em português como Filactérios, vindo do termo grego fylaktérion, que significa basicamente "posto avançado", "fortificação" ou "proteção", 

Os tefilins contêm pergaminhos onde estão inscritos quatro trechos da Torá que enfatizam a recordação dos mandamentos e da obediência a D-us.  Êxodo 13:1-10,  Êxodo 13:11-16, Deuteronômio 6:4-9, Deuteronômio 11:13-21, Estes trechos da Torá são conhecidos pelos judeus como Shemá Yisrael (o mais importante, e citado acima em terceiro lugar), Vehaiá Im Shamoa, Cadêsh Li e Vehayá Ki Yeviachá.
Utilização: O judaísmo rabínico diz que além dos mandamentos da Torá, Moshe também recebeu através da Torá Oral os procedimentos de como confeccionar os tefilin, que teriam sido transmitidos de geração em geração até serem escritos na Mishná, no Talmud e no Shulkhan Arukh. Os rabinos defendem que os tefilin sejam colocados diariamente pelas manhãs com a prece matinal ou pelo menos até o pôr-do-sol recitando-se o Shemá.
Os tefilin somente não são utilizados em Shabat, Yom Tov e Chol Hamoêd. A partir dos 13 anos de idade, com o Bar mitsvá um menino passa a usar os tefilin. Em seu método de utilização coloca-se uma caixinha no braço esquerdo para que fique próxima do coração (shel yad) e enrola-se uma das tiras na mão esquerda, e a outra caixinha na testa, entre os olhos, como frontal (shel rosh).
A respeito da prática de usar tais caixinhas, ou filactérios, The Jewish Encyclopedia (A Enciclopédia Judaica, 1976, Vol. X, página 21) observa: "As leis que governavam o uso de Filactérios foram tiradas pelos Rabinos de quatro trechos bíblicos. Ao passo que esses trechos foram interpretados literalmente pela maioria dos comentaristas, [...] os Rabinos sustentavam que somente a lei geral foi expressa na Bíblia, a sua aplicação e elaboração sendo assuntos inteiramente da alçada da tradição e da dedução."
De acordo com o Shulkhan Arukh, no momento de colocar tefilin é considerado como se o judeu cumprisse toda a Torá. Talmud Rosh Hashaná 17a menciona que aquele que nunca colocou tefilin comete uma falha muito grave. Os sábios judeus consideram que ao usar tefilin, todos os povos temerão Israel. Esta ênfase foi dada, por exemplo, pelo Rebe de Chabad em 1967 que pouco antes da Guerra dos Seis Dias proclamou que Israel estava em grande perigo e incentivou uma campanha pelo uso dos tefilins. 
A surpreendente e rápida vitória de Israel nesta guerra foi atribuída pelo Rebe ao grande número de pessoas que aderiram à campanha.
A recomendação é que tefilins sejam adquiridos apenas de pessoas confiáveis e que sejam verificados de ano em ano por um sofêr.

Vc vera a posição das estrelas, planetas..constelaçoes.... maravilha!!!!!

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Sigmund Freud (Áustria 1856-1939)Sigmund Freud (Áustria 1856-1939)
O pai da psicanálise
"Primeiro, olhe bem as profundezas de sua alma e aprenda a saber quem você é; depois, entenda o que há de errado com você." __Freud__

A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.

Sigmund Freud




"Tolerância é aceitar as diferenças, entender que nem todas as pessoas são como eu gostaria que fossem. Não posso mudá-las, mas posso mudar minha visão em relação a elas.Descobrir pelo menos uma qualidade em alguém é o primeiro passo para transformar a rejeição em aceitação..

Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa. Sigmund Freud

Carl Gustav Jung (Suiça 1875-1961), herdeiro da Psicanálise



“Ocupar-se com os sonhos é uma espécie de tomada de consciência de si”




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