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quinta-feira, 12 de março de 2015

O Amor Real É Capaz De Estar Só


 
“A pessoa pode estar em profundo amor e ainda assim estar só. De fato, a pessoa só pode ser solitária quando está em profundo amor. A profundidade do amor cria um oceano ao seu redor, um profundo oceano, e você se torna uma ilha, totalmente sozinho. Sim, o oceano continua jogando suas ondas em suas margens, mas quanto mais o oceano bate com suas ondas em suas praias, mais integrado você fica, mais enraizado, mais centrado você está. O amor tem valor somente porque ele lhe dá solidão. Ele lhe dá espaço suficiente para você estar por si só.
 
Mas você tem uma ideia sobre o amor; essa ideia está criando problema – não o amor em si, mas a ideia. A ideia é que, no amor, os amantes desaparecem um no outro, se dissolvem um no outro. Sim, há momentos de dissolução – mas essa é a beleza da vida e de tudo o que é existencial: que quando os amantes se dissolvem um no outro, esses são os mesmos momentos em que se tornam bem conscientes, bem alertas. Esta dissolução não é um tipo de embriaguez, esta dissolução não é inconsciente. Ela traz imensa consciência, ela libera imensa percepção. Por um lado eles são dissolvidos – por outro lado pela primeira vez eles percebem sua absoluta beleza em ser solitário. O outro os define, suas solitudes: eles definem o outro. E eles são gratos um ao outro. É graças ao outro que foram capazes de ver cada um a si mesmo; o outro se torna um espelho no qual são refletidos. Os amantes são espelhos um para o outro. O amor o faz consciente de sua face original.
 
Portanto, parece muito contraditório, paradoxal, quando se diz dessa forma: “O amor traz solidão.” Você estava pensando todo o tempo que o amor traz união. Eu não estou dizendo que não traga união, mas a menos que você esteja só você não pode estar junto. Quem vai estar junto? Duas pessoas são necessárias para se estar junto, duas pessoas independentes são necessárias para estarem juntas. Uma relação será rica, infinitamente rica, se ambas as pessoas são totalmente independentes. Se eles são dependentes um do outro, isso não é uma união – é uma escravidão, uma prisão.
 
Se eles são dependentes um do outro, apegados, possessivos, se não permitem um ao outro estarem sozinhos, se não permitem um ao outro espaço suficiente para crescer, eles são inimigos e não amantes; são destrutivos um ao outro, não estão se ajudando mutuamente a achar suas almas, seus seres. Que tipo de amor é esse? Pode ser apenas medo de estar só; portanto estão apegados um ao outro. Mas o amor real não conhece nenhum medo. O amor real é capaz de estar só, totalmente só, e a partir desta solidão cresce uma união."
 
Osho, The Dhammapada: The Way of the Buddha, Vol. 2,

O Amor É Uma Porta....


 
“Se houver paixão no amor, o amor se tornará o inferno. Se existir apego no amor, o amor será uma prisão. Se o amor não tiver paixão ele se tornará o paraíso. Se o amor não tiver apego então o amor, em si mesmo é divino.
 
O amor tem ambas as possibilidades. Você pode ter paixão e apego no amor: então é como se tivesse amarrado uma pedra ao redor do pescoço do pássaro, logo ele não pode voar. Ou como se você tivesse colocado o pássaro do amor numa gaiola dourada. Por mais preciosa que a gaiola seja – ela pode ser enfeitada com diamantes e jóias – uma gaiola ainda é uma gaiola e ela destruirá a capacidade do pássaro de voar.
 
Quando você remove a paixão e o apego do amor, quando o seu amor é puro, inocente, informal, quando você dá amor e não pede, quando o amor é somente uma doação, quando o amor é um imperador, não um mendigo; quando você fica feliz porque alguém aceitou o seu amor e você não negocia o amor, não pede nada em troca, você está liberando o pássaro do amor para o céu aberto: está fortalecendo as asas dele. E este pássaro pode seguir na jornada para o infinito.
 
O amor tem feito pessoas caírem e também tem feito pessoas elevarem-se. Depende do que você tem feito com o amor. O amor é um fenômeno muito misterioso. É uma porta – de um lado está o sofrimento, do outro lado está o êxtase; de um lado está o inferno, do outro lado o paraíso; de um lado o sansara, a roda da vida e da morte, do outro lado está a liberação. O amor é uma porta.
 
Se você só conheceu um amor cheio de paixão e apego, então quando Jesus diz ’Deus é amor’, você não será capaz de entender. Quando Sahajo começa a cantar canções de amor você ficará muito desconfortável: “Isso não faz sentido! Eu também amei mas só recebi miséria em troca. Em nome do amor colhi somente uma coroa de espinhos, nenhuma flor nunca floresceu para mim.” O outro amor parecerá ser imaginário. O amor que se torna devoção, que se torna prece, que se torna liberação, parecerá apenas um jogo de palavras.
 
Você também conheceu o amor – mas quando o conheceu achou somente um amor cheio de paixão e de apego. O seu amor não era realmente amor. Ele era somente uma cortina para esconder a paixão, apego e sexo. Do lado de fora você o chamava de amor, do lado de dentro era algo mais. Qual era o seu desejo quando estava amando uma mulher ou um homem? – seu anseio era sexual e o amor era somente uma decoração exterior.
 
 Você nem mesmo conhece a sua própria alma, como pode conhecer a alma do outro? 
Osho, Showering without Cloud

Amar e Necessitar De Amor São Duas Coisas Diferentes




Preencha a sua vida com amor. Mas você dirá: ‘Nós sempre amamos’. E eu lhe digo que você raramente ama. Você pode estar ansiando por amor... e há uma vasta diferença entre os dois. Amar e necessitar de amor são duas coisas muito diferentes. A maioria de nós permanece como crianças toda a nossa vida porque todos estão procurando amor. O amar é uma coisa muito misteriosa: o ansiar por amor é uma coisa muito infantil. Crianças pequenas querem amor; quando a mãe lhes dá amor elas crescem. Elas também querem o amor dos outros e a família as ama. Então quando ficam mais velhas, se são maridos, querem amor de suas esposas; se são esposas, querem amor de seus maridos.
 
E qualquer um que quer amor sofre, porque o amor não pode ser pedido; o amor só pode ser dado. No querer não há certeza de que você o receberá. E se a pessoa de quem espera receber amor também espera recebê-lo de você, isso é um problema. Será como dois mendigos se encontrando e mendigando juntos. Em todo o mundo existem problemas maritais entre maridos e mulheres, e a única razão é que ambos esperam amor um do outro, mas são incapazes de dar amor.
 
Pense um pouco sobre isso – sua constante necessidade de amor. Você quer que alguém o ame, e se alguém o ama você se sente bem. Mas o que não sabe é que o outro o ama somente porque ele quer que você o ame. É exatamente como alguém jogando isca para peixe: ele não joga a isca para o peixe comer; a joga para fisgar o peixe. Não quer dar a isca para o peixe, somente o faz porque quer o peixe. Todas as pessoas que você vê amando ao seu redor estão somente jogando iscas para ganhar amor. Elas jogarão a isca um tempo, até que outra pessoa comece a sentir que há a possibilidade de ganhar amor desta pessoa. Daí ela também começa a demonstrar algum amor, até finalmente eles compreenderem que ambos são mendigos. Cometeram um engano: cada um pensou que o outro fosse um imperador. E com o tempo, cada um percebe que não está conseguindo nenhum amor do outro, e é quando a fricção começa.”
 
Osho, The Path of Meditation

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Coincidências Múltiplas?.. Sincronicidade?



Pierre Weil (2003) diz que quando desejamos algo, desencadeamos uma “corte celestial” que se encarrega de criar os mecanismos para a sua realização.
Às vezes,esses anjos podem estar disfarçados em “pessoas comuns”, como eu e você, que se encarregam de “entregar pessoalmente as nossas encomendas”.
Em outras palavras, as sincronicidades são as expressões de um espaço divino, no qual os anjos se encarregam de estabelecer a relação significativa entre nossos estados interiores e fenômenos exteriores.Os anjos realizam a síntese em sintonia com pessoas que estão abertas para ela.
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A sincronicidade, segundo Doucy Douek, um estudioso do assunto, “é a linguagem do divino para orientar nossa vida. E o divino atua tanto dentro quanto fora de nós”.
Ainda de acordo com Doucy Douek esse princípio universal está relacionado com a intuição.
Portanto, cada um tem a sua maneira especial de acessar: A sincronicidade abre um caminho para você escutar a si mesmo e ativa sua intuição. O resto é com você.
Às vezes precisamos de muita coragem para abandonar estruturas que construímos durante a vida e seguir os sinais que nos indicam novos caminhos.

Não acredite em nada MAS ENTENDA O MÁXIMO QUE PUDER




  Vivemos o regime do instantâneo..... Somos rápidos em julgar, tardios em ponderar. É preciso tomar cuidado com nossos julgamentos instantâneos. Geralmente, há, no mínimo, dois lados de uma mesma questão. Antes de dar um veredito analise todos os lados, e verá quão difícil dizer: “É assim, com certeza.”
Esse vídeo traduz bem o que quero dizer...
Entenda que nossos sentidos e lembranças podem nos pregar peças, e nossa mente tende a moldar nossas percepções de experiências às noções previamente estabelecidas, sem que percebamos!
Talvez você discorde, talvez você possua diferentes entendimentos.
Isso é bom, apenas não acredite em nenhum deles.”....
Ps: Configure o video par ver legendas em portugues... Obrigada


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

  • Autoestima = O quanto gostamos de nós mesmos


COMO ANDA A SUA AUTO ESTIMA?
  • O quanto gostamos de nós mesmos = Nível de auto-domínio
O que é o domínio de si mesmo? É a habilidade que temos para nos conduzirmos a realmente fazer, o que queremos fazer, por outras palavras, tem a ver com a nossa auto-confiança auto-disciplina. Uma pessoa que tem domínio sobre si mesmo, tem auto-integridade e capacidade para manter-se fiel às suas palavras e compromissos. Cada vez que deixamos de ouvir a nossa voz interior, e não agimos de acordo com algo que nós precisamos, ficamos susceptíveis a perdermos a confiança em nós mesmos e nas nossas habilidades. Esta falta de auto-fé,  vai aumentando numa espiral descendente à medida que queremos realizar mais compromissos e objetivos...
  • Você pensa excessivamente sobre si mesmo, e analisa porque razão você é do jeito que é.
  • Você tem medo da adversidade, o que lhe provoca uma enorme angustia. Você pode ser alienado em relação e em oposição  aos seus pais, cuidadores e figuras de autoridade em geral.
  • Você não sorri facilmente. Você pode ter uma visão negativa, desesperançada de si mesmo, da sua família e sociedade.
  • Você sente-se muito cansado. Você pode estar relutante ou incapazes de definir e alcançar os seus objetivos.
  • Você fica com você mesmo. Você prefere ficar sozinho do que conhecer novas pessoas e estar com os outros.
  • Você afasta as pessoas. Você tem dificuldade em fazer e manter amigos.
  • Você evita olhar nos olhos dos outros. Você tem dificuldade com a confiança verdadeira , intimidade e afeto.
  • Você recusa-se a assumir riscos. Você sente-se carente e pode ter uma tendência a apegar-se à falsa independência.
  • Você pode criar efeitos e situações negativas. E em casos extremos, pode ser anti-social e talvez violento.
  • Coisas que outros não podem observar incluem: Você fala para si mesmo de forma negativa, você não diz a verdade  e/ou nem mantém a sua palavra, você não perdoa a si mesmo ou aos outros. Você pode não ter empatia, compaixão e remorso.
Aumentar a autoestima implica algumas mudanças de comportamento. O comportamento vai mudando com a prática e a intenção. A autoestima é uma realização, um processo que energiza e lhe dá motivação. Não é algo que nós temos, mas  desenvolve-se com a experiência das coisas que fazemos. A autoestima é a experiência de ser capaz de  enfrentar os desafios e promover a felicidade...

Auto estima pra quê?

Quanto maior a auto-estima maior será a capacidade em lidar como os problemas. Quem nunca teve que lidar um rompimento de relacionamentos , com a solidão , com desemprego, com marido agressivo, com filhos que dão trabalho? A pessoa com sua auto-estima em alta tem mais chance de conseguir lidar com isso tudo de forma mais tranquila.
Flexibilidade é uma das chaves pois quanto mais flexível a pessoa for, mais resistente será à pressão, ao desespero, à derrota. Quanto mais a pessoa se valorizar mais conseguirá ver opções e possibilidades diferentes e superar os problemas da vida.
Quanto maior a auto-estima, mais criativo, e quanto mais criativo mais chance de sucesso. Porque criatividade não serve só para pintar quadros, serve para pensar em alternativas para vida.....
Todo mundo merece uma boa auto-estima, ser autoconfiante e ter auto-respeito. Por quê? Porque somos seres pensantes, e a própria capacidade de pensar é prova de que somos competentes, e só o fato de estarmos vivos é prova suficiente de que temos o direito de lutar pela felicidade.
O ideal seria que todos tivéssemos excelente auto-estima, mas esta não é a realidade. Muitos se sentem inadequados, sentem medos , insegurança , culpa , um sentimento de não ser “suficiente”.
Muita gente nunca chega a ter uma visão positiva de si mesmo, pois fizeram julgamentos extremistas sobre si, foram severos demais consigo mesmos. Tem gente que consegue ser seu próprio carrasco, nem precisa de outras pessoas pra falarem mal dele, ele mesmo faz isso.
Não conheço ninguém que não seja capaz de desenvolver sua auto-estima, desenvolver a convicção de ser merecedor de viver com felicidade , e assim ter mais autoconfiança , mas inda assim há muitas pessoas não utilizam esta capacidade, e passam a vida com sentimentos de inferioridade...
AUTO ESTIMA NAO E UM PRIVILEGIO ... É UM ATO DE AMOR COM VC MESMO...
Todo mundo merece uma boa auto-estima, ser autoconfiante e ter auto-respeito. Por quê? Porque somos seres pensantes, e a própria capacidade de pensar é prova de que somos competentes, e só o fato de estarmos vivos é prova suficiente de que temos o direito de lutar pela felicidade.
O ideal seria que todos tivéssemos excelente auto-estima, mas esta não é a realidade. Muitos se sentem inadequados, sentem medos , insegurança , culpa , um sentimento de não ser “suficiente”.
Muita gente nunca chega a ter uma visão positiva de si mesmo, pois fizeram julgamentos extremistas sobre si, foram severos demais consigo mesmos. Tem gente que consegue ser seu próprio carrasco, nem precisa de outras pessoas pra falarem mal dele, ele mesmo faz isso.
Não conheço ninguém que não seja capaz de desenvolver sua auto-estima, desenvolver a convicção de ser merecedor de viver com felicidade , e assim ter mais autoconfiança , mas inda assim há muitas pessoas não utilizam esta capacidade, e passam a vida com sentimentos de inferioridade.....Quem não gosta de si pode não saber lidar com as outras pessoas.... 
AUTO ESTIMA INTERNA


Uma coisa é certa, a auto estima deve ser construída dentro de você. Ela não vem de fora. Você pode ter pessoas que te amam e lhe dizem todos os dias o quanto você é bacana, bonito, interessante, mas se você não se amar não vai nem perceber  o amor dessas pessoas quanto mais considerar que elas estão certas. Pode ser admirada pelos seus colegas, mas se não admirar a si mesma aquelas palavras parecerão vazias....
 FALSA AUTO ESTIMA O QUE É?


Sabe aquela pessoa que parece estar sempre com a auto-estima altíssima? Muitas vezes pode não se tratar de auto estima verdadeira. Para identificar veja se ela se compara ou compete com os outros. Se ela diz coisas assim “estou feliz porque fui promovido, e consegui antes do meu irmão”. Esta fala denuncia que ele está competindo com outro, isso não é auto-estima verdadeira e sim uma realização do ego e não um amor crescente em vc por vc mesmo...Auto estima esta na sua confiança e na sua propria capacidade.. na quantidade de amor crescente que voce tem por voce mesmo, mas não seja um narciso.. lembre-se :  cada um nós tem sua propria capacidade e suas limitaçoes...o equilibro também faz parte de uma auto estima saudavél....

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Somente a entrega e constância nos ensina a transitar pelo caminho. Embora algumas vezes seja imprescindível pararmos para um fôlego e ampliarmos a visão é importante a atenção para a diferença que há em aprender seguindo, fluindo e acreditando que estamos no fluxo que construímos, conscientes ou inconscientes.Que esse fluxo seja construído conscientemente e que a entrega seja total nos mantendo em aprendizado pela constância de transitarmos pelo próprio fluxo que sintonizamos!”
“Cada pessoa cria e modela o seu próprio destino, seu futuro será resultante de seus pensamentos presentes. As idéias assim como as sementes que se colocam no solo, acabam por germinar.....

É Proibido

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.

É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Pablo Neruda

Quanto mais você cuidar da qualidade dos seus pensamentos,
mais será capaz de se elevar e fortalecer a confiança em si mesmo.
Os pensamentos são um dos tesouros mais valiosos que você tem;
eles espelham a sua grandeza e expressam você verdadeiramente.
O modo como você fala, anda, come,
além dos objetivos que tem na vida
são os reflexos reais da sua forma de pensar.
Se os seus pensamentos são sábios,
suas ações e decisões serão…


O caminho para a felicidade não é reto...


Existem curvas chamadas EQUÍVOCOS,
existem semáforos chamados AMIGOS,
luzes de cautela chamadas FAMÍLIA,
e tudo se consegue se tens: um estepe chamado DECISÃO,
um motor poderoso chamado AMOR,
um bom seguro chamado Fé,
combustível abundante chamado PACIÊNCIA,
mas acima de tudo um motorista habilidoso chamado DEUS!

O Espelho de Gandhi

Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem os seres humanos. Ele respondeu:
A Política, sem princípios; o Prazer, sem compromisso; a Riqueza, sem trabalho; a Sabedoria, sem caráter; os negócios, sem moral; a Ciência, sem humanidade; a Oração, sem caridade.
A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável,
que as pessoas são tristes, se estou triste,
que todos me querem, se eu os quero,
que todos são ruins, se eu os odeio,
que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
que há faces amargas, se eu sou amargo,
que o mundo está feliz, se eu estou feliz,
que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
que as pessoas são gratas, se eu sou grato.
A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta. A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim.
"Quem quer ser amado, ame"
Nas lutas habituais, não exija a educação do companheiro.
Demonstre a sua.
Nas tarefas do bem não aguarde colaboração.
Colabore, por sua vez, antes de tudo.
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade."
As pessoas são como são, dificilmente mudam. Não podemos contar com isso. A única pessoa que podemos mudar, somos nós mesmos, portanto, se não houver aceitação, o que estaremos fazendo é insensato, é insano. Ser resistente, brigar, revoltar-se, negar, deprimir, desesperar, indignar-se, culpar, culpar-se são reações emocionais carregadas de raiva. Raiva do outro, raiva de si mesmo, raiva da vida. E a raiva destrói, desagrega.

A aceitação é uma força que desconhecemos porque somos condicionados a lutar, a esbravejar, a brigar.

Aceitar não é desistir, nem tão pouco resignar-se. Aceitar é estar lúcido do momento presente e se assim a vida se apresenta, assim deve ser. Tudo está coordenado pela Lei da ação e reação.

No instante em que aceitamos, desmaterializamos situações que foram criadas por nós, soluções surgem naturalmente através da intuição ou fatos trazem as respostas e as saídas para o problema.
Tudo é movimento. Nada é permanente......
“Não pretendemos que as coisas mudem,
se sempre fazemos o mesmo.
A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países,
porque a crise traz progressos.
A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.

Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e
respeita mais aos problemas do que às soluções.

A verdadeira crise, é a crise da incompetência.

O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas
e soluções fáceis.

Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia.

 
 
Sei que na minha caminhada tem um destino
e uma direção, por isso devo medir meus passos,
prestar atenção no que faço e no que
fazem os que por mim também passam ou pelos
quais passo eu...

Que eu não me iluda com o ânimo e o vigor
dos primeiros trechos, porque chegará o dia
em que os pés não terão tanta força
e se ferirão no caminho e se cansarão mais cedo...

Todavia, quando o cansaço houver,
que eu não me desespere e acredite
que ainda terei forças para continuar,
principalmente quando houver quem me auxilie...

É oportuno que, em meus sorrisos,
eu me lembre de que existem os que choram, que,
assim, meu riso não ofenda a mágoa dos que sofrem:
por outro lado, quando chegar a minha vez de chorar,
que eu não me deixe dominar pela desesperança,
mas que eu entenda o sentido do sofrimento,
que me nivela, que me iguala, que torna todos
os homens iguais...

Que eu não siga os que desviam,
mas que ninguém se desvie seguindo os meus passos...

Que a pressa em chegar não me afaste da
alegria de ver as flores simples
que estão a beira da estrada,
que eu não perturbe a caminhada de ninguém,
que eu entenda que seguir faz bem,
mas que, às vezes, é preciso ter-se
a bravura de voltar atrás e recomeçar e
tomar outra direção...

Que eu não caminhe sem rumo,
que eu não me perca nas encruzilhadas,
mas que eu não tema os que assaltam-me,
os que embuçam, mas que eu vá onde devo ir e,
se eu cair no meio do caminho, que fique a
lembrança de minha queda para
impedir que outros caiam no mesmo abismo...

Que eu chegue, sim, mas, ainda mais importante,
que eu faça chegar quem me perguntar,
quem me pedir conselho, e acima de tudo,
me seguir, confiando em mim !

(Ponsancini)





"É importante compreender que existem coisas na vida que são incontroláveis. Vamos supor que você tenha um problema que não consegue resolver. De repente, se vê num estado de medo, impotência e estresse. Nessa hora, o melhor caminho é relaxar e jogar essa sua questão nas mãos da luz. Infinita, ela proporcionará uma solução. Basta confiar na luz e sua vida com certeza fluirá.

Não adianta se preocupar nem ficar querendo controlar a tudo e a todos. Aliás, querer controlar a vida é um dos grandes erros da humanidade. Nada e nem ninguém é controlável, mas a gente resiste a essa ideia.

Você já reparou na diferença entre querer controlar e influenciar? Influenciar é uma proposta mais aberta, menos invasiva, que consiste em passar determinados valores sem aquela conduta doentia de querer ordenar.Diante de imposições, qualquer um se sente reprimido, sem luz e alma para agir com liberdade.

Controlar é um conceito que não funciona ... Se você é apegada, não tem luz.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Somos todos criados à imagem de Deus...



















..... e Deus está dentro de cada um de nós. Nossa natureza é predominantemente amorosa, pacífica, equilibrada e harmoniosa. Somos inerentemente solidários e capazes de compaixão. Somos almas. Durante nossas vidas, uma camada de medo, ódio, tristeza, insegurança e muitos outros pensamentos e emoções negativos começam a desenvolver-se sobre nossa natureza original, acabando por cobrí-la. Essa capa externa é intensificada e reforçada pelo que aprendemos em nossa infância e pelas experiências no correr da vida. Parecemos nos tornar o que não somos-pessoas irritadas e amedrontadas, cheias de insegurança, culpa e sentimentos de desvalorização. Esquecemos quem realmente somos. Não precisamos aprender nada sobre o amor e o equilíbrio, sobre paz e compaixão, sobre perdão e fé. Sempre soubemos tudo isso. Pelo contrário, nossa tarefa é desaprender todas as emoções e posturas negativas que atormentam nossas vidas e que trazem a nós, a nossa comunidade e ao mundo tanta tristeza. Quando afastamos esses traços negativos, revelamos nossa verdadeira essência, nosso próprio ser positivo e amoroso que lá estava, encoberto, ocultado, esquecido. Surge, então, nosso verdadeiro eu. Somos almas imortais e divinas, a caminho de casa. Debaixo das camadas de poeira, sempre fomos diamantes.
Brian Weiss

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A Escravidão Está Na Mente




A maioria das pessoas acreditam que está presa pelas circunstâncias e agem como se fossem vítimas, porque não compreendem as forças e condições existentes em torno delas. O homem primitivo, que observava o relâmpago e o trovão, o desaparecimento do sol e a descida da escuridão sobre a terra e vários outros fenômenos, sentia-os como ameaças e que ele devia apaziguar os deus e, para isso, recorrer a feiticeiros, aprender encantamentos, erigir colunas totêmicas e fazer todo tipo de coisas para afastar o mal que ele acreditava pudesse sobrevir. Os mesmos fenômenos, vistos pelo homem moderno, não geram nele mais o medo, porque o conhecimento o fez compreender as leis e forças operando por detrás dos fenômenos.

Há uma teia de forças na natureza que cria as condições nas quais as pessoas vivem. Elas incluem forças como a gravidade, a eletricidade e o magnetismo. O homem sabe como essas forças funcionam e é capaz de predizer as condições que serão criadas. Pode controlar as circunstâncias em torno dele, alterando e regulando tais leis. O conhecimento habilita-o a mudar as condições e a não considerar a si mesmo como vítima delas. Esta é a posição do homem agora em relação àquela parte do mundo fenomênica que passou a compreender.
Vôos à Lua e comunicação através de satélites com distantes partes da terra são maneiras de conquistar o ambiente. Mas o conhecimento do homem, mesmo agora, pertence a um campo muito limitado. Os homens brilhantes que podem manipular a natureza e neutralizar as forças de gravidade, etc., são também vítimas das circunstâncias no campo psicológico. A ignorância torna-os temerosos e inseguros e tão escravizados pelas forças interiores, quanto o homem primitivo o era em relação às forças externas, físicas. No campo psicológico também, as forças criam as condições e aquele que quiser ser livre e destemido, deve compreender as leis que operam. Uma das três grandes verdades proclamadas no livro “O Idílio do Lótus Branco”, declara: “CADA HOMEM É SEU ABSOLUTO LEGISLADOR, O DISPENSDOR DE GLÓRIA OU ESCURIDÃO PARA SI MESMO, O DECRETADOR DE SUA VIDA, RECOMPENSA E PUNIÇÃO”.
Em outras palavras, cada homem cria as condições ao seu redor, o seu carma. A escravidão nada mais é senão a prisão construída pelas forças-cármicas que cada um cria. A escrividão diz-se estar no ciclo de nascimentos e mortes, a compulsão para o sofrer. São modos diferentes de afirmar a mesma coisa.
A maioria das pessoas acredita que pode escapar das conseqüências de seus atos, mentais e físicos. Existem algumas que reconhecem, pelo menos teoricamente, que não é possível escapar das conseqüências das forças que liberam, mas não crêem realmente nisso. Se acreditassem no carma, seriam extremamente cuidadosas acerca de tudo o que fazem, o que pensam e sentem, seu relacionamento com as outras pessoas e assim por diante. A fraqueza da crença é tornada evidente pela negligência na conduta. È possível escapar às conseqüências de um ato no mundo físico durante o curso de uma vida. No caso de uma pessoa que rouba, ela pode ser presa imediatamente ou sua falta pode permanecer encoberta durante muito tempo; mas não pode escapar dos resultados indefinidamente, pois “os moinhos de Deus moem lentamente”, trituram até pedaços extraordinariamente pequenos. No entanto, o que é mais sério não é a descoberta do roubo e a pessoa ser presa, mas o efeito da conseqüência imediata no campo psicológico.
Aquele que engana outra pessoa e pensa que pode ir embora, ilude-se dolorosamente. Muitas pessoas encobrem fatos ou os deturpam ao relatá-los, pretendendo serem diferentes do que são. Não é raro se mostrar uma face diferente sob circunstâncias diferentes. Tudo isso acontecem porque no fundo da mente há um sentimento de que se pode escapar. Na verdade, porém, há um efeito imediato quando há qualquer ação. Quando há um ato de enganar, dá surgimento a um certo “momento” na psique da pessoa. Esta é a a imediata, mas invisível conseqüência. Há muitas coisas na psique que não são percebidas. Há as memórias conscientes e também as inconscientes. Se você encontra alguém a quem não vê ou na qual você não pensa há anos em sua mente consciente, pode não haver memória dessa pessoa, se ela é desta ou daquela maneira. Tudo desaparece. Posteriormente você a encontra e a reconhece. Esse reconhecimento significa que, embora a mente consciente não mantivesse nenhuma memória, a inconsciente manteve-a e essa recordação veio à superfície. O reconhecimento implica em comparar como agora ela aparece, seu comportamento, seus gestos, etc.
Contudo, há memórias mais profundas. As pessoas têm recordações da infância que estão além da lembrança, exceto sob hipnose ou em momentos de crise. Atrás do limiar da memória consciente há toda um área, como um iceberg oculto. Se a energia é liberada na psique, o “momento” também pode submergir abaixo do nível consciente. Quando há uma oportunidade adequada, ele consegue manifestar-se. Por exemplo, quando uma ação é fraudulenta, como dissemos antes, um “momento” é criado, que pode estar oculto e dormente, abaixo do nível consciente. Num determinado instante, transforma-se num impulso para fazer o mesmo tipo de coisa. Isto torna-se um círculo vicioso, de escravidão; a ação que cria a tendência, a tendência que impele à ação, seja ela de fraude, medo ou inveja, ou uma mistura de vários tipos.
No ser humano existem inúmeras tendências “empurrando” a pessoa indiretamente, queira ou não, saiba ou não. Quando uma pessoa sofre de timidez ou medo, cada sombra a faz sentir que pode haver um inimigo oculto. Quando há orgulho, um homem imagina que há intenção de ofendê-lo, mesmo diante de uma afirmação inocente a seu respeito. Além disso, a mente inconsciente conecta o sentimento com características externas pertencentes a outra pessoa, de quem o perigo ou o insulto é pensado decorrer. Assim, as pessoas têm reações compulsivas contra negros ou brancos, judeus, etc. e contra todos os tipos de coisas. “Momento”, tendências e compulsões vêm à tona no campo da ação, não apenas do passado recente mas das profundezas até de nossa natureza animal. A maioria das pessoas age de acordo com esse profundo condicionamento.
Enquanto há compulsão de dentro, um “momento” sobre o qual não há controle, não há liberdade de modo algum. É a escravidão que a mente cria, porque está num estado de não apercebimento, já que não se dá ao trabalho de descobrir o que está acontecendo a si mesma.
Os condicionamentos da mente criam enormes problemas – de cor, nacionalismos, diferenças raciais, etc. Por causa desse condicionamento existente, ela identifica-se com a família, a comunidade, a religião, etc. Mas a mente pode libertar-se se vê que está criando círculos dentro dos quais está escravizada. Não é necessário que alguém seja vítima de qualquer circunstância. Em lugar de criar “momentos” de insinceridade ou medo através do não-apercebimento, a pessoa pode gerar outras energias, tais como paciência, afeição e calma. Estas regras surgem através do apercebimento e têm uma qualidade de estabilidade. Não são reações.
Atrás da vigilância e do cuidado exercidos na vida diária, a pessoa pode começar a perceber o que é o estado de liberdade. Dentro da mente há possibilidades de escravidão, como de liberdade. Não se tem de rezar a algum Deus, encontrar um sacerdote, para libertar a si mesmo, mas apenas descobrir o que está profundamente no interior. O Bhagavad Gita fala do homem estável, que não é dependente, porque as circunstâncias não têm poder sobre ele. Isto é o que todos os seres humanos têm de aprender. Pela ativa vigilância, a pessoa cessa de ser vítima das condições e torna-se uma fonte de energia espiritual......
  Radha Burnier
  Presidente Intenacional da Sociedade Teosófica

O Tema é... Evolução dos Paradigmas


Evolução dos Paradigmas



O QUE É PARADIGMA 

O paradigma é uma base, um ponto de referência científico, social e vulgar, um modelo aceito, seja constatado ou não, mas sempre uma tradição em qualquer área. Podemos subdividir em diversas áreas, mas a principal é a científica, pois são constatações teóricas-práticas inegáveis, pois são fatos experimentados. 

PARADIGMA CARTESIANO 

Nosso paradigma atual é o cartesiano ou newtoniano ou tridimensional, um paradigma já ultrapassado e insuficiente para explicar os fenômenos quânticos, conscienciais, espirituais e parapsíquicos. É o que a medicina, a psicologia e outras ciências usam para trabalhar e criar e por isto a medicina e a psicologia não encontraram respostas a muitas perguntas, veja bem, eu não disse soluções, mas respostas a indagações mais profundas sobre a consciência, a alma do ser humano que ela continua tratando de forma incompetente como robô. 

Só reconhece o que pode ser comprovado e repetido por experiência laboratorial, não reconhece o espiritual do ser humano, não aceita a questão das muitas vidas, das muitas dimensões, dos muitos corpos e o processo evolutivo infinito do ser humano. É voltado para o aqui e o agora, é meramente tridimensional. Renega o que tem medo e o que não estudou ou e difícil de estudar. É institucional. É o paradigma das religiões e da ciência convencionais e ortodoxas. 

PARADIGMA QUÂNTICO 

Baseia-se na função de onda quântica. O futuro é uma questão de probabilidade o pensamento, sentimento e energias atuam nas probabilidades (efeito plasma). Ainda limitado, começa a reconhecer as multidimensões e aceita abertamente a paranormalidade como um processo natural do Universo A física quântica, embora ainda dentro do paradigma cartesiano começa a especular sobre os fenômenos parapsíquicos, mas pode nos ajudar a entender algumas coisas. Nasceu à partir das idéias de Einstein que descobriu a Teoria da Relatividade e criou uma revolução na ciência. 

PARADIGMA CONSCIENCIAL 

Reconhece por um processo de autolucidez e experiência pessoal à condição espiritual do ser, ou seja, a sua pluri-existencialidade (muitas vidas), a sua multi-dimensionalidade (muitas dimensões), a sua multicoporeidade (muitos corpos ou holossoma), e o seu processo evolutivo ad-infinitum. Que o ser humano (entre outros seres) é muito mais que um corpo físico, é uma consciência, o só agora começa a despertar para isto. É supra instituição, é um sub-paradigma consciencial. 

Sabe que o futuro é uma onda bioenergética de probabilidades (karma negativo ponderado com o livre arbítrio), e que o pensene (pensamento + sentimento + energias) de qualidade é mais poderoso que o de má qualidade, embora não conheça totalmente aceita a cosmoética como lei cósmica natural e compreende que o processo tridimensional (prisão no espaço-tempo) é transitório e etapa evolutiva a ser conquistada através do aprendizado do amor fraterno e assistencial através das reencarnações. 

Dos três paradigmas é o mais evoluído e reconhece que o conhecimento é relativo ao ponto de vista do observador, melhor, do nível de consciência do mesmo, assim cada um de nós acredita que porta o melhor conhecimento, que possui e melhor conduta e que domina a verdade de forma absoluta até começar a enxergar o ego de forma mais ampla, universalista e inteligente, melhorando o processo de autocrítica e autolucidez. 

Este paradigma já existe há muitos séculos, vide os livros mais ricos e profundos da humanidade e multimilenares Vedas da Índia. No ocidente ele foi trazido pela Teosofia e desenvolvido e sustentado até hoje pelo espiritismo. A partir destas correntes, surgiu a Conscienciologia que apresenta o Paradigma Consciencial como se fosse original dela. Mero engano, esta neoreligião ou neociência, como queira, apenas deseja roubar para si o mérito de outras consciências muito antigas e mais evoluídas que nós agora e sempre.
                                                                                                                             www.consciencial.org

Nossos velhos Arquétipos


Sinopse - Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo - Carl Gustav Jung

A noção de arquétipo e seu correlato, o conceito de inconsciente coletivo, fazem parte das teorias mais conhecidas de CG. JUNG. É possível retraçar suas origens até as publicações mais antigas, como a dissertação médica "Sobre a psicologia e psicopatologia dos fenômenos chamados ocultos" (1902), em que descreve as fantasias de um jovem médium histérico e procura analisar suas possíveis causas subjetivas. Indicações dos conceitos encontram-se em vários de seus escritos subsequentes; aos poucos cristalizam-se, a título experimental, as primeiras definições que são formuladas de modo sempre novo, até surgir um ceme teórico mais estável (no sentido original da palavra "concepção"). A primeira parte do volume IX - dividido em dois tomos - consiste de trabalhos, publicados entre 1933 e 1955, que esboçam e aperfeiçoam os dois conceitos. O volume é introduzido por três ensaios que poderíamos considerar como lançamento teórico da pedra fundamental: "Sobre os arquétipos do inconsciente coletivo", fruto de uma conferência na reunião Eranos de 1933; "O conceito de inconsciente coletivo", também um texío de conferência (1936), que teve de ser traduzido do inglês; e "Sobre o arquétipo com referência especial ao conceito de anima", publicado pela primeira vez em 1936. Seguem publicações que descrevem arquétipos específicos como o da mãe, do renascimento, da ciiança divina, de Core (a donzela), depois o motivo do espírito como aparece em incontáveis variantes dos contos populares e a figura do chamado Trickster. Finalmente estuda a relação dos arquétipos com o processo de individuação, uma vez de modo teórico no ensaio "Consciência, inconsciente e individuaçào" (1939), outra vez de modo prático, isto é, aplicado a um processo particular de individuação, como se vê num trabalho analítico de JUNG, baseado numa série impressionante de quadros.

Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo - Carl Gustav Jung



O que são Arquétipos?
Os arquétipos surgiram do âmago da experiência humana. Eles representam as qualidades positivas e negativas que existem dentro de cada um de nós. Cada arquétipo representa um padrão fixo e específico do comportamento humano: são arquétipos típicos as divindades da Grécia e da Roma antigas, os deuses e as deusas da guerra, do amor, da cura, da comunicação e tantos outros.
Os arquétipos estão personificados nos personagens que aparecem nos mitos e no folclore, através dos tempos - a Linda Princesa, a Buxa Malvada, o Cavaleiro da
Amardura Reluzente e muitos outros mais. Eles também são as projeções do glamour e da excitação que vemos atualmente no cinema e na televisão. A imagem de Marylin Monroe, por exemplo, é uma forma de beleza e de sensualidade arquetípicas, que representa o arquétipo da Sereia ou da Vamp.
Reagimos aos arquétipos porque eles espelham aspectos do nosso próprio inconsciente. Então, quando um personagem arquetípico - seja um herói ou um vilão, uma madrastra malvada ou uma criança orfã - é retratado num filme ou numa peça de teatro, somos tocados pela profunda reação emocional que o personagem nos desperta e algo dentro de nós entra em ressonância com ele.

Os arquétipos emergem como heróis ou vilões de todas as culturas. O arquétipo do Guerreiro tem sido representado por Davi, no Velho Testamento, por Aquiles e por Ulisses, na Mitologia Grega e pelo Rei Artur, nas histórias da Távola Redonda. Ele aparece em todos os mitos e histórias que tratam da busca do Herói. A quintessência do arquétipo do macho de nossos dias é Rambo. O motivo de gostarmos tanto dessas histórias é que elas conservam o encanto do arquétipo do Guerreiro, que triunfa sobre terríveis imprevistos. Todos nós podemos nos relacionar com esses mitos, uma vez que todos eles desempenham um papel na nossa vida.

Os arquétipos são universais. O arquétipo da Mãe, por exemplo, existiu ao longo da história sob disfarces variados, e é valorizado em todas as culturas. Ele representa o princípio feminino da criação, não importa como seja chamado: Maria, Ísis, Ishtar, Quan Yin, ou Sofia. esse arquétipo é o espírito do amor, da pureza e da gentileza que vive dentro de todos nós.

Fonte: As várias etapas da autodescoberta, Ambika Wauters, Ed. Cultrix

Os Arquétipos como um Reflexo






Os arquétipos são, num certo sentido, projeções dos reflexos de todas as qualidades emocionais que vêm do âmago da experiência humana – a força e a fraqueza, o amor e o ódio, a coragem e o medo. Eles nos mostram de frente e de costas, mostram nossa luz e nossa sombra, nossa qualidades positivas e negativas, o espírito multifacetado da consciência humana – o Herói e o Vilão, o Bobo e o Sábio, o Que Dá e o Que Recebe, o Destruidor e o Agente de Cura.
Nossas experiências cotidianas no mundo refletem os arquétipos que colecionamos em nosso mundo emocional interior, reconhecer esse fato pode nos ajudar a entender nossas motivações e comportamentos mais claramente. Por exemplo, quando nos sentimos desamparados frente a situações difíceis, podemos se identificados como o arquétipo da Vítima. Mas podemos constatar também que temos outros arquétipos mais positivos, como o da Mãe, o do Guerreiro, ou o do Sábio. Quer sejamos homens ou mulheres, essas qualidades arquetípicas existem dentro de cada um de nós tanto como um ideal, quanto um potencial a ser expresso em nossa própria vida. Podemos nos incorporar essas qualidades nos amando e cuidando de nós mesmos – em outras palavras, tornando-nos nosso próprio arquétipo da Mãe, do Guerreiro ou do Sábio. Criar arquétipo saudáveis em nossa vida é fundamental para a cura e para o crescimento pessoal.
Quando ampliamos nossos arquétipos dessa forma, temos a oportunidade de entrar em contato com os centros mais elevados de consciência, e de viver de acordo com a profunda sabedoria que temos dentro de nós. Para que cresçamos interiormente, a energia de qualquer arquétipo problemático ou negativo deve ser dissipada, de modo que possamos liberar a energia vital que ele está bloqueando. Precisamos com urgência dessa energia para seguir adiante na nossa vida, fazendo-a florescer.
Fonte: As Várias Etapas da Autodescoberta.  Ambika Wauters, Ed. Cultrix





O segredo para se alcançar a felicidade, que nada mais é do que aceitar tudo o que possuímos e recebemos da vida, como um bem precioso. Ao invés de renegar o que a existência nos atribui, devíamos querer exatamente o que recebemos, desejar apenas o que está ao nosso alcance e vivenciar nossa idade cronológica de modo natural.....
De acordo com os ensinamentos do budismo, o desejo é a fonte de toda a infelicidade, pois ele nos torna eternamente insatisfeitos com aquilo que possuímos, e leva-nos a criar um novo desejo tão logo alcançamos algo pelo qual tenhamos ansiado intensamente.

Naturalmente isto acontece porque vivemos em função da mente, cuja principal característica é criar desejos, expectativas e metas a serem atingidas, e colocar a nossa chance de felicidade sempre no futuro. Enquanto corremos atrás de tudo aquilo que ainda não possuímos, o valor do que já está ao nosso alcance passa despercebido, na maior parte do tempo....
Mas qual é o caminho? Como a mente continua a fazer isso? A mente o faz com o seguinte - ela diz: ‘Se você não me der ouvidos, não será tão eficiente quanto eu. Se fizer uma coisa habitual, poderá ser mais eficiente, porque já a fez antes. Se fizer uma coisa nova, você não poderá ser tão eficiente’. ....
Seja menos eficiente, porém mais criativo. Deixe que esse seja o estímulo. Não se preocupe muito com fins utilitários. Em vez disso, lembre-se constantemente de que você não está aqui na vida para se tornar uma mercadoria. Você não está aqui para se tornar algo útil; isso seria pouco digno. Você não está aqui para se tornar cada vez mais eficiente.

Você está aqui para se tornar cada vez mais vivo; você está aqui para setornar cada vez mais inteligente; você está aqui para se tornar cada vez mais feliz, extasiantemente feliz. Mas isso é totalmente diferente dos caminhos da mente”.

OSHO – Criatividade.

O LADO OCULTO DE BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES


O LADO OCULTO DE BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES
Talvez porque Walt Disney tivesse sido um maçon, ele escolheu esse conto com muito carinho.
Branca de Neve representa o ser iniciado, que nasce na terra. Três mulheres, são representadas neste conto.
A primeira, sua mãe, que morreu quando ela nasceu, levando com ela todo o passado, todas as lembranças, representa o esquecimento quando descemos a esse plano, o passado.
Branca de Neve o presente a ser vivido.
Sua Madrasta o futuro, o desafio, as provas por qual terá que passar.
O espelho é a consciência, na medida em que o tempo passa o corpo físico se degrada, esse confronto é inevitável: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu”, O espelho sempre responderá:
- VOCÊ ONTEM, porque hoje estou mais velho, amanhã mais.
A Madrasta resolve mandar matar Branca de Neve, quer o seu coração, como prova da morte da pureza, da inocência, e Branca de Neve então foge pela floresta, se ficasse no seu castelo, não descobriria seu interior, começa a iniciação, pois a floresta representa o INTERIOR de cada ser. Vai lidar com os seus medos, vai passar pela noite escura da alma.
Neste caminho ela vai encontrar todos os elementos da natureza, e lidar com suas energias representadas por SETE ANÕES.
Os anões são os centros vitais de forças, os CHAKRAS.
O MESTRE representa o CHAKRA CORONÁRIO, ele é o chefe, a consciência espiritual;
O ZANGADO representa o CHAKRA FRONTAL, pois ele é racional, se baseia na lógica e no raciocínio, intelecto;
O FELIZ, representa o CHAKRA LARÍNGEO, é o mais gordinho, tem relação com as glândulas tireoide, é comunicativo, alegre;
O DENGOSO, representa o CHAKRA CARDÍACO, é sentimental, emotivo, chorão, apaixonado;
O SONECA, representa o CHAKRA UMBILICAL, o inconsciente, instinto primitivo, o sono, emoções inferiores;
O ATCHIM representa o CHAKRA ESPLÊNICO (sexual), é o chakra responsável pelo filtro das energias nos órgãos sexuais, também responsável pelas alergias, ansiedades.
O DUNGA representa o CHAKRA RÁDICO, BÁSICO, RAIZ, representado pela inocência, pelo principio, o menino, o inicio da coluna vertebral, é o chakra dos instintos.
Na relação da história, Dunga foi o primeiro a ver Branca de Neve. Nota-se no conto que o Mestre é quem lapida as pedras preciosas. O Mestre confunde as palavras quando fica nervoso, é uma das características do Chakra Coronário quando estiver em mal funcionamento a confusão, o atrapalhamento das ideias.
A Branca de Neve conquista os Sete Anões, domina o Sete Mágico, domina os chakras.
O sete é também por excelência o número vibracional da mudança. Isso atrai para si, um confronto derradeiro, o lado negro surge trazendo o desafio crucial do interior.
A bruxa representa esse lado negro, oculto, essa força inconsciente.
A maçã o CONHECIMENTO. Provar o conhecimento significa morrer, dentro do esoterismo isso significa a MORTE INICIÁTICA.
Os anões a colocam num caixão de vidro, significando que ela está presa em si mesmo.
Surge então o Cavaleiro, uma figura até então indiferente na história, ele significa a energia masculina, a PINGALA, a energia Kundalini positiva, a ação, fazendo uma analogia com o Tarot, o cavaleiro é o carro, o caminho, a carta número 7, símbolo do fogo.
O beijo é o encontro da energia branca, negativa (Lua), feminina chamada de IDA da Kundalini, com a energia do fogo (Sol) Intimidade com o corpo, prazer.
Intimidade com o corpo, prazer.
E quando isso acontece O SER DESPERTA, ascende, transcende, conquista a si mesmo, levanta, se torna INTEGRAL.
Assim fecha a história da saga humana, um horizonte de luz, com um castelo nas nuvens. Um arco íris com um pote de ouro no final.
O “E FORAM FELIZES PARA SEMPRE” não é uma visão míope e boba do amor romântico, mas a descrição do momento em que o homem vence seus próprios defeitos e apossa-se do que tem de mais puro e belo: sua alma. (Ascenção)
Fonte: internet
imagem: Google

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

As Sete Leis Espirituais




1. Lei da Potencialidade Pura – A fonte de toda criação é a consciência pura ou pura potencialidade buscando a expressão do não-manifesto para o manifesto. Com a prática diária do silêncio, da meditação, e do não-julgamento, e com a percepção de que nosso verdadeiro Eu é de pura potencialidade, nós nos alinhamos com o poder que tudo manifesta no Universo e obtemos o que desejamos.

2. Lei da Doação - O universo opera através de trocas dinâmicas. Dar e receber são diferentes aspectos do fluxo de energia. Com a nossa disposição de dar o que buscamos, mantemos a abundância do Universo em nossas vidas. A força motriz por trás da doação deve ser a felicidade – se quiser amor, alegria ou coisas boas, dê o mesmo aos outros.

3. Lei do Carma ou Causa e Efeito – Colhemos o que plantamos. Toda ação gera uma força de energia que retorna de modo análogo. Quando nossas ações e escolhas conscientes trazem felicidade e sucesso para os outros, o fruto de nosso carma será alegria e sucesso.

4. Lei do Mínimo Esforço – A inteligência da natureza funciona sem esforço – as flores não tentam desabrochar, elas desabrocham; os pássaros não tentam voar, eles voam. Se buscamos poder, dinheiro ou felicidade para a satisfação do ego, desperdiçamos energia; mas se nossas ações são motivadas por amor, harmonia e alegria, nossa energia se multiplica e podemos usar o excedente para criar o que quisermos.

5. Lei da Intenção e do Desejo – “Inerente a toda intenção e desejo, está a mecânica para a sua realização. E quando colocamos uma intenção no campo da pura potencialidade, colocamos este poder organizador infinito para trabalhar para nós”. No nível da mecânica quântica, o universo é uma extensão de nosso corpo, e nossa intenção detona transformações de energia e informação, e organiza sua própria realização.

6. Lei do Distanciamento – No distanciamento está a sabedoria da incerteza, e nesta sabedoria está a liberdade em relação ao nosso passado, ao conhecido, que é a prisão do condicionamento passado. Quando nos abrimos ao desconhecido, ao campo de todas as possibilidades, nos entregamos à mente criativa que orquestra a dança do universo. O apego é baseado no medo e na insegurança, e cria ansiedade. O apego excessivo aos bens materiais – símbolos transitórios do Eu – traz a sensação de inutilidade e vazio.

7. Lei do Darma ou do Propósito de Vida – “Todos têm um propósito na vida... algo único para dar aos outros. E quando misturamos este talento com o serviço aos outros, experimentamos o êxtase de nosso próprio espírito, o que é objetivo último de todos os objetivos”. Primeiro, devemos descobrir nosso verdadeiro eu; depois, expressar nossos talentos especiais; e finalmente, usar este nosso dom para servir a humanidade.

Deepak Chopra

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Meditação





"Meditação não significa tentar alcançar o êxtase, felicidade espiritual ou tranquilidade, nem tentar tornar-se uma pessoa melhor. É simplesmente a criação de um espaço no qual tenhamos condições de expor e desfazer nossos jogos neuróticos, nossas autoilusões, nossos temores e esperanças ocultos. Criamos esse espaço pela mera disciplina de fazer nada.

Na verdade, é muito difícil não fazer nada. No início, imitamos mais ou menos o não fazer nada e, gradualmente, nossa prática irá se desenvolvendo. Portanto, a meditação é um meio de aflorar as neuroses da mente usando-as como parte de nossa prática. Da mesma forma que o adubo, não jogamos nossas neuroses fora, mas as espalhamos em nosso jardim; elas se tornam parte de nossa riqueza.

Na prática da meditação, nem prendemos demais a mente, nem a deixamos completamente solta. Se tentarmos controlar a mente, sua energia retroagirá sobre nós. Se deixarmos a mente completamente solta, ela se tornará desenfreada e caótica. Assim, deixamos a mente livre, mas, ao mesmo tempo, aplicamos alguma disciplina. (...)

Consciência dos movimentos corporais, da respiração e da situação física individual, são técnicas comuns a todas as tradições. A prática básica consiste em estar presente, aqui mesmo. O objetivo é também a técnica. Estar precisamente neste momento, não se reprimindo, nem se deixando fluir de modo incontrolado, mas estando precisamente consciente daquilo que se é. A respiração, assim como a existência física, é um processo neutro que não contém conotações 'espirituais'. Simplesmente nos tornamos atentos ao seu funcionamento natural. (...)


Em vez de tentarmos nos esconder de nossos problemas e de nossas irritações, reconhecemos aquilo que somos. A meditação não deve ser um recurso para nos esquecermos de nossos compromissos profissionais. Na realidade, na prática da meditação em postura sentada, nos relacionamos o tempo todo com nossa vida cotidiana. A prática da meditação traz nossas neuroses à tona em vez de escondê-las no fundo de nossas mentes. Ela nos possibilita lidar com nossas vidas como algo exequível.

Eu imagino que as pessoas acreditem que, se tivessem possibilidade de se afastar da agitação da vida, poderiam realmente iniciar algum tipo de prática contemplativa no alto das montanhas ou à beira-mar. Contudo, desvencilharmo-nos de nossas vidas mundanas é negligenciar o alimento, o verdadeiro nutrimento que existe entre duas fatias de pão. Quando pedimos um sanduíche, não pedimos duas fatias de pão; temos algo no meio que é substancial, comestível, delicioso, e o pão o acompanha.

Por conseguinte, o nos tornamos cada vez mais conscientes das circunstâncias da vida, das emoções e do espaço no qual elas ocorrem, pode nos abrir para uma consciência panorâmica ainda mais ampla. A essa altura, desenvolve-se uma atitude compassiva, cordial. É uma atitude de aceitação fundamental de si mesmo, ao mesmo tempo retendo a inteligência crítica. Apreciamos o lado alegre da vida, juntamente com o seu lado doloroso. Lidar com as emoções deixa de ser um problema. As emoções são como são, nem reprimidas, nem favorecidas, mas simplesmente reconhecidas.

Portanto, a consciência exata dos detalhes leva a uma abertura para a totalidade complexa das situações. Como um grande rio que corre para o oceano, a estreiteza da disciplina leva à abertura da consciência panorâmica. Meditação não é simplesmente sentar-se sozinho numa determinada postura atento às atividades comuns, mas também uma abertura para o meio ambiente no qual esses processos acontecem. O ambiente passa a ser um lembrete para nós, fornecendo-nos continuamente mensagens, ensinamentos e insights."

— Chögyam Trungpa Rinpoche, em "O Mito da Liberdade e o Caminho da Meditação"

Regrinhas de ouro !!!!


1. Todos nós ao nascer, ganhamos um espelho. Este espelho é, então, colado no nosso peito. E assim vivemos toda a nossa vida, refletindo o outro e vendo no (espelho do) outro o nosso reflexo. Hermann Hesse disse : “ Se você odeia uma pessoa, odeia algo nela que faz parte de você. O que não faz parte de nós não nos incomoda.”
Viver considerando isto, vai desenvolvendo nossa compaixão, nossa tolerância, nossa empatia e nossa solidariedade para com as nossas fraquezas e dificuldades e as dos outros.

2. Cem por cento do que somos e vivemos (inclusive o que supomos ser acidentes) é fruto de nossas escolhas e opções. Conscientes ou inconscientes. Desta ou de outras vidas.
Viver consciente disto desenvolve nosso discernimento e nossa responsabilidade para com a vida, com as pessoas e com nossas atitudes.

3. Livre-se da culpa. A única função da culpa é manter sua auto-estima baixa (por isso algumas religiões fomentam a idéia da culpa para assim manter poder). Transmute a culpa por responsabilidade. Ninguém é culpado de absolutamente nada, mas todos são completamente responsáveis por tudo.
Viver assim te torna mais atento e cuidadoso para com toda a existência.

4. Desenvolva a aceitação. Sempre que entramos em contato com alguma dificuldade ou fraqueza nossa, através de alguém ou de alguma circunstância, normalmente o primeiro impulso da mente/ego é: ou nos defendemos, negando e resistindo a entrar em contato (muitas vezes entrando na irritação e na revolta, geralmente imputando a culpa a alguém ou a alguma coisa), ou entramos na condição de vítimas, mergulhando na baixa auto-estima.
Aceite sua natureza humana como ela é e aceite também a sua sombra. Entenda que você está aqui na Terra para aprender e expandir sua existência. Um Mestre hindu falou: “Errar, ter defeitos, falhas, fraquezas, é seu direito. Trabalhar para transmutar isso tudo é seu dever”.

5. Tudo no Universo tem duas polaridades : yin/yang, masculino/feminino, positivo/negativo, etc. As emoções e os sentimentos também tem duas polaridades: o outro lado da tristeza é a alegria, do medo é a coragem, da raiva é a energia de realização, do ódio é o amor e o perdão, da ansiedade e da angústia é a calma e o centramento, da baixa auto-estima é a confiança em si mesmo, enfim, nosso grande trabalho de transmutação é estar constantemente reequilibrando estas polaridades. Os hindus diriam que devemos estar sempre transmutando Tamas e Rajas em Sattwa, isto é, trazendo sempre os pensamentos, sentimentos e atos densos , limitadores e negativos, para as freqüências mais sutis.
Viver assim economiza um bocado de energia. Considerando que tudo na vida é passageiro, é mais inteligente procurar mudar a polaridade das coisas e dar a volta por cima do que ficar naufragando constantemente nos mesmos padrões psico-emocionais.

6. Desenvolva a neutralidade e a observação. Os índios chamam isto de “visão da águia”: sair voando de dentro do burburinho dos eventos e, de cima, com uma perspectiva ampla, observar os acontecimentos sem identificação ou julgamentos. Ou, em outro exemplo: sair de dentro do rio caudaloso de nossa vida - onde estamos imersos até o pescoço - sentar na margem e observar. Quando dentro do rio, imersos até o pescoço, qualquer ondinha nos parece um vagalhão, mas quando nos sentamos à beira do rio, a ondinha novamente vira ondinha, e aí podemos ter uma perspectiva mais correta e um envolvimento menos sofrido com as coisas.
Isto desenvolve uma profunda consciência da relatividade dos pontos de vista e, por conseguinte, o redimensionamento da nossa identificação e envolvimento com a transitoriedade da vida.

7. Evite as comparações. Lembra do “jardim do vizinho é sempre mais bonito” ? Ledo engano! Grande armadilha! Mal sabemos que o vizinho ao olhar nosso lado também pensa a mesma coisa sobre algum aspecto de nós...
Considerar este fato, te livra do peso dos julgamentos alheios e te torna mais centrado em teu próprio eixo.

8. Os hindus dizem que todas as doenças que existem - sejam físicas, emocionais, psíquicas ou energéticas - derivam, de uma forma ou de outra, de uma única doença: a ignorância de nossa natureza real, a Unidade (eles chamam esta ignorância de avidya e a Unidade de Brahman).
Toda a criação é uma grande web onde tudo é interagente, interdependente e holográfico. Realmente não estamos irremediavelmente presos a tempo e espaço e às três dimensões (não só as antigas tradições, mas a física quântica atual afirmam amplamente esta questão). Considerando nossa natureza una, saiba que não há nada fora de você que você precise obter que já não tenha. Está tudo dentro de você, todo o Universo. Você apenas precisa relembrar sua natureza original, que está pulsando em cada partícula do Universo, em cada pessoa, em cada ser de cada reino. Todo amor, paz e felicidade já estão dentro de você, sempre.
Você decididamente não é um pecador. Você não é uma pedra bruta que precisa ser lapidada. Você já é uma jóia pronta, maravilhosa, só que recoberta pela poeira desta ignorância primordial.
Passar a considerar estas verdades milenares em nossa vida cotidiana desenvolve nossa co-participação consciente no Universo nos seus mais diversos níveis de existência.

9. Todo o Universo é consciente ! Cada pessoa, cada animal, cada planta, cada pedra, cada célula, cada átomo, cada galáxia... A consciência não é um privilégio do cérebro humano, que é apenas um dos veículos onde esta Consciência se expressa. Esta é a chamada onipresença e onisciência de Deus. Os índios têm formas sofisticadas de entrar em contato e interagir com a consciência subjacente à Natureza.
Viver considerando este fato torna tua vida muito mais respeitosa, consciente e responsável.

10. Quando a vida nos apresenta algum evento desconfortável, algum obstáculo ou algum confronto, normalmente o que é acionado em nosso corpo/mente é o “automático” lutar ou fugir. A adrenalina está sempre pronta para desencadear ação. Mas a verdade é que na maior parte das vezes não seria necessário lutar nem fugir, bastaria relaxar e observar, e a partir daí agir com consciência, ou então deixar os acontecimentos se desenrolarem naturalmente. Vamos investir mais nas endorfinas! Faça Yoga ou TaiChiChuan!
Desta forma, em todos os níveis e setores da nossa vida, podemos integrar firmeza e simultaneamente relaxamento – só firmeza gera rigidez e só relaxamento gera moleza !

11. Adote a pergunta : “O que é que eu tenho que aprender com isso?”. Todas (todas mesmo) as coisas que nos acontecem, vem para nos ensinar. A vida está sempre fazendo suas arrumações para que possamos aprender e evoluir. Por isso alguém já disse: “cuidado com o que você deseja pois pode acontecer!”. Nós costumamos achar que quando pedimos à Deus alguma virtude, Ele vai milagrosamente introduzir esta virtude em nossa mente e de repente ficamos pacientes, ou disciplinados, ou tolerantes. Provavelmente o que a vida fará é te proporcionar situações que vão te fazer desenvolver aquela virtude. Se você pediu paciência, provavelmente vai atrair pessoas que vão te fazer perdê-la, e aí é que estará o seu aprendizado.
Então, sempre que as pessoas ou as circunstâncias te trouxerem desconfortos ou incômodos, ao invés de se revoltar, se ofender ou se entristecer, ou ainda, achar que a culpa é do outro, pergunte à Vida o que esta situação está te obrigando a trabalhar, que virtudes e qualidades você está tendo que desenvolver para lidar com isso de forma harmônica e equilibrada.
Este procedimento com certeza vai aumentar enormemente a qualidade de nossa consciência e a conseqüente percepção dos movimentos da vida e do seu sentido.


12. Gastamos grande tempo mental ficando angustiados por um passado que não podemos mais mudar e/ou ficando ansiosos por um futuro que ainda não chegou. Outra grande parte, ainda, gastamos sonhando acordados, delirando os nossos sonhos e desejos. E aí duas coisas ocorrem: uma: sobra pouco tempo para a consciência do aqui-e-agora, o presente, que é onde efetivamente a vida acontece; duas: quando precisamos da mente para as coisas que ela foi feita para funcionar – a nossa vida humana diária – esta mente tem dificuldade em se concentrar, em estar presente, inteira, poderosa, centrada.
Concentrando-nos no presente desfrutamos mais da vida. A meditação é um ótimo treinamento para aprender a viver no presente, nos livrando das pré-ocupações e desenvolvendo uma mente verdadeiramente eficiente.

13. Infelizmente, ainda vivemos sob a ideologia do “ganha-perde”, ou seja, temos muito incutida em nossa cultura a idéia de que para se ganhar alguém precisa perder. É assim que se construiu, por exemplo, o sistema capitalista. Também é seguindo esta filosofia que está-se destruindo nosso planeta. E é desse ganha-perde que estão impregnadas as nossas relações (lembra da lei de Gérson?). Não só no sentido profissional e financeiro, mas também no emocional e no afetivo.
É urgente reimplantar-se o “ganha-ganha” nas relações interpessoais e nas relações do homem com a Natureza. Não existe nenhuma possibilidade de ganho real para nada nem ninguém, em nenhum setor da vida, se este ganho for obtido em detrimento da perda de alguém ou de alguma coisa. Na visão oriental, o Karma Yoga é a técnica que visa reeducar o homem e a sociedade para a verdadeira forma de ganhar.
Este procedimento simples pode transformar toda a perspectiva que temos em relação à vida, entendendo e vivendo na prática a grande lei universal de causa e efeito.

14. Atente para a sincronicidade. Uma escritura hindu diz : “Nenhuma folha de grama se mexe sem uma razão”. Nada é casual, mas tudo é intrinsecamente causal. Um outro Mestre disse : “nós falamos com Deus através da oração, e Ele nos fala através da sincronicidade”. O Dr. Jung percebeu que era esta qualidade da Criação que fazia com que as artes divinatórias (I Ching, Tarot, Runas, Búzios) funcionassem. Todo o Universo é Um, portanto tudo é interrelacionado. E a Lei do Karma é quem disciplina este interrelacionamento. Atente para os sinais! O tempo todo o Universo está interagindo com você!
Estar atento à sincronicidade desenvolve a intuição e a expansão da percepção do movimento consciente e multidimensional do Universo.

15. E finalmente – e sobretudo - “não faças aos outros o que não queres que te façam” ainda é a regra de ouro.
Viver integralmente assim te torna efetivamente consciente, pleno e equilibrado.

Ernani Fornari

Vc vera a posição das estrelas, planetas..constelaçoes.... maravilha!!!!!

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Sigmund Freud (Áustria 1856-1939)Sigmund Freud (Áustria 1856-1939)
O pai da psicanálise
"Primeiro, olhe bem as profundezas de sua alma e aprenda a saber quem você é; depois, entenda o que há de errado com você." __Freud__

A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.

Sigmund Freud



"Tolerância é aceitar as diferenças, entender que nem todas as pessoas são como eu gostaria que fossem. Não posso mudá-las, mas posso mudar minha visão em relação a elas.Descobrir pelo menos uma qualidade em alguém é o primeiro passo para transformar a rejeição em aceitação..

Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa. Sigmund Freud

Carl Gustav Jung (Suiça 1875-1961), herdeiro da Psicanálise



“Ocupar-se com os sonhos é uma espécie de tomada de consciência de si”




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