terça-feira, 29 de julho de 2014




Para a maioria das religiões caridade é sinônimo de filantropia. Dar coisas, bens materiais.
Na visão holística podemos ampliar este conceito.
Ser caridoso é compreender o “outro”, é exercitar as virtudes, como humildade e paciência.
A caridade está muito próxima da generosidade.
Doar seu tempo, sua atenção, sua disposição é ser caridoso. Exercitar a arte da escuta (já postamos uma reflexão), sem precisar encontrar soluções para a queixa, mas apenas escutar o desabafo de quem está aflito.
Doar bens materiais também é necessário para quem tem fome, frio, está doente, mas compreender que se pode ir mais além, é entender a grandiosidade e preciosidade da Vida.
Pense Nisso!


“A essência de toda vida espiritual é a emoção que existe dentro de você, é a sua atitude para com os outros. Se a sua motivação é pura e sincera, todo o resto vem por si. Você pode desenvolver essa atitude correta para com seus semelhantes baseando-se na bondade, no amor, no respeito e, sobretudo na clara percepção da singularidade de cada ser humano.”

terça-feira, 22 de julho de 2014

PESSOAS SENSÍVEIS


Nenhum de nós pode escolher as coisas que nos acontecem, algumas boas, outras más. Mas todos podemos escolher nossa resposta às coisas que nos acontecem. Você não é prisioneiro das reações.

Algumas pessoas dizem que são muito "sensíveis", que se magoam facilmente, que se decepcionam com amigos, colegas e família e com aquilo que outros dizem ou fazem. Tais pessoas, que se dizem "muito sensíveis" na verdade não têm muita sensibilidade. Pessoas sensíveis - por definição - são capazes de obter uma gama maior de informações sensoriais e emocionais vindas de outros e, portanto, geralmente são muito mais compreensivas, calmas e raramente se desapontam com os comportamentos alheios, exatamente porque sua sensibilidade aguçada mostra mais do que as aparências, evitando que se desapontem.

Além disso, pessoas sensíveis jamais dizem que são sensíveis.

Então o que são aquelas pessoas que a todo momento se definem como sensíveis, que ficam deprimidas por razões aparentemente pequenas e cujos dias são destruídos por uma advertência do chefe, por uma crítica dos colegas, por uma frase mal construída de um membro da família?

Elas não são sensíveis? Não. Tais pessoas são reativas - o contrário de sensíveis. Pessoas reativas não pensam. Ou melhor, pensam que pensam, quando somente reagem emocionalmente a qualquer coisa, sem refletir, sem controlar, sem observar o todo, como crianças.

Todos nós somos reativos, vez ou outra, mas conforme amadurecemos nos tornamos menos reativos e mais sensíveis, já que escolhemos nossas respostas.

Quando somos crianças, simplesmente reagimos - o que é natural -, por isso, adultos reativos são, normalmente, acusados de um comportamento infantil e birrento.

Uma pessoa sensível, por obter mais informações que estão à sua volta, raramente perde o controle, mesmo quando atacada porque, sendo sensível, ela observa e e-s-c-o-l-h-e a melhor r-e-s-p-o-s-t-a.
Raramente reage, como um animal faminto faria. Você não tem o poder de escolher aquilo que te acontecerá hoje, amanhã ou depois.

Mas você tem o poder de escolher a melhor resposta a tudo o que vai acontecer. Resposta não é reação. Reação é sinônimo de programa automático. Resposta é sinônimo de escolha.

Seja mais sensível, esta semana, evitando dizer a primeira coisa que lhe venha à mente, mesmo que seja algo que você diz pra você mesmo.
Escolha as palavras, escolha os pensamentos, escolha as respostas, fugindo da armadilha que torna a vida das pessoas reativas sempre dependente de cada problema que acontece.

E observe aqueles que dizem que são "sensíveis".

Olhe o comportamento dessas pessoas.

Você verá que elas são completamente dependentes dos humores de outros e dos acontecimentos externos. Elas simplesmente reagem por mais que racionalizem e se enganem, afirmando que suas reações são causadas por sua suposta sensibilidade. Sempre apresentarão razões para suas dores e tristezas, mas ainda assim estarão somente reagindo.

Você tem o poder de escolher aquilo que é melhor. Você pode!
Porque, como afirma Stephen Covey:

"Entre o que acontece comigo e minha reação ao que acontece comigo, há um espaço. Neste espaço está minha capacidade em escolher minhas respostas e definir meu destino"
 ::Autor Desconhecido::

domingo, 20 de julho de 2014

-OS SÍMBOLOS CÓSMICOS E NÓS

Resumindo de forma simplificada, um símbolo é tudo o que designa determinado sinal gráfico, em que algo abstrato possa ser representado por um sinal concreto. Por exemplo:
Vendo o desenho de um coração, não é preciso nenhuma explicação lógica para sabermos que se refere ao sentimento abstrato do amor.


Isso porque um símbolo tem o poder de ir direto ao inconsciente sem passar pela razão. E tudo o que atinge diretamente o inconsciente, tem uma influência muito poderosa sobre as nossas atitudes e a nossa vida em geral. Tanto do lado positivo como do negativo.

Um exemplo do impacto negativo de um símbolo é a suástica, que desde a segunda guerra mundial, nos remete instantaneamente a um sentimento de horror, sem precisarmos pensar ou falar nada.
Um Símbolo fala por si só.
Se meditássemos diariamente olhando para o símbolo do coração, por ex., certamente aumentaríamos a nossa capacidade de amar. Da mesma forma, meditando com os símbolos planetários e os arquétipos zodiacais que nos regem, podemos aumentar o conhecimento sobre nós mesmos e o propósito da nossa vida nesse planeta.
A questão dos símbolos é um assunto muito vasto, que vem sendo estudado há milênios e, pela sua importância, deu origem a uma infinidade de tratados de grandes estudiosos e pensadores.
Nesse espaço aqui, abordamos apenas os símbolos planetários, zodiacais, numéricos e geométricos, bem como os arquétipos astrológicos e a sua influência  na nossa vida. No índice ao lado podemos encontrar o significado e o tipo de energia de cada um deles.

Continuando com a atuação dos símbolos,  conheça melhor o seu inconsciente!


Será que você se conhece verdadeiramente?...Quantas vezes  acontece de querermos alguma coisa, mas agirmos de forma a afastá-la cada vez mais da nossa vida?....Quem está no controle?


*Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e Deus.   Oráculo de Delfos                                                               
Pois Deus é o Universo e o Universo é Deus. Fomos feitos energeticamente à sua Imagem e Semelhança, pois somos constituídos dos mesmos elementos dos astros celestes.
Somos uma parte infinitesimal dessa grandiosidade, portanto somos todos UM, com o TODO UNIVERSAL.

Muitas filosofias milenares tinham o conhecimento de que o corpo humano é composto pelas mesmas substâncias químicas e minerais, que compõem o planeta Terra e o Cosmos. Tais como, oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio, fósforo, enxofre, potássio, sódio, cloro, magnésio, ferro, zinco, cobre, flúor, bromo, selênio, iodo, manganês, vanádio, silício, arsênio, boro, níquel, cromo, molibdênio e cobalto...

Assim como, pelo DNA sabemos a paternidade e a filiação de alguém...pelas substâncias químicas e minerais do nosso corpo, também podemos saber que Somos Filhos das Estrelas!

Se fizermos a experiência descrita abaixo, poderemos sentir essa conexão!...
Coloque o dedo médio sobre o indicador em ambas as mãos, deixe as mãos em concha e coloque-as sobre os ouvidos.


Pressionando o dedo médio sobre o dedo indicador ele tocará na depressão na base do crânio, provocando uma vibração, que vai atingir a hipófise.
De olhos fechados, perceba a sensação produzida e também o som que ressoa na caixa craniana.
O som produzido, é nada menos que o “OM” primordial, que os monges budistas e tibetanos entoam em suas meditações!
Essa vibração monossilábica é o som criador universal.
"E no princípio era o Verbo." (Gênesis)

É o mesmo som que ouvimos dentro das conchas do mar e que podemos ouvi-lo dentro de nós!..


Cada evidência sobre a nossa ligação com tudo e com  o  TODO me emociona!...
Por mais que a ciência convencional, que cultiva o mesmo pensamento cartesiano desde o séc. XVll, continue afirmando a separatividade e negando a conexão com tudo e com todos..., as evidências são grandes demais! Basta ter o mínimo de sensibilidade para perceber que está tudo interligado!
Em pleno terceiro milênio, na era da física quântica, não dá mais para duvidar de que somos todos UM com o universo e, portanto, recebemos influência direta de tudo o que nos cerca, principalmente dos números e dos astros!
 
NÚMEROS E ASTROS
Vamos ver então, de que maneira os símbolos, mitos, arquétipos e figuras geométricas dessas ciências milenares de autoconhecimento atuam no nosso inconsciente e influenciam a nossa maneira de ser e a nossa vida:
Por trás dos símbolos cósmicos, estão ocultos os ensinamentos das grandes verdades universais, desde tempos imemoriais.





Jung usou o termo Arquétipo, para se referir aos modelos inatos, que servem de matriz para o desenvolvimento da psique.




Um símbolo significa uma "conexão" direta com a energia representada e contida no próprio símbolo, aliada à energia do inconsciente coletivo, gerando um poder absurdo.
A simbologia dos planetas, signos, círculos, figuras geométricas, estrelas de cinco, seis, sete, oito e nove pontas, são os elementos que primeiro devem ser analisados, para que um estudo astral e numerológico individual seja realmente considerado sério, em termos evolutivos.

Cada pessoa está conectada com a energia de uma determinada quantidade desses símbolos, desde o seu nascimento e até mesmo antes dele, com propósitos espirituais bem definidos.


O pentagrama, por exemplo, está entre os principais e mais conhecidos símbolos esotéricos, é uma referência, com vasta profundidade. É um símbolo do ocultismo, que indica proteção e perfeição Divina, tanto que quase todas as espécies de vida no planeta contém essa forma, de um jeito ou de outro. Basta cortar um mamão ou uma carambola e se maravilhar com a perfeição da estrela interna. É um dos principais e mais utilizados símbolos da cultura Universal. É um dos símbolo de quem tem o número cinco no seu estudo numerológico.


O hexagrama, também chamado Estrela de Davi ou Selo de salomão, é formado por dois triângulos entrelaçados que simbolizam o fogo e a água, o céu e a terra. Independentemente de ser o símbolo que representa o judaísmo, o hexagrama é, principalmente um símbolo de equilíbrio e harmonia, cuja energia, acompanha e influencia os que tem o número 6 no seu estudo numerológico. 


E assim acontece com os outros números da escala evolutiva de 1 a 9. Cada um tem a figura geométrica correspondente...
A vida de cada um de nós, inclusive as experiências de vidas passadas estão escritas nas estrelas, através do chamado Registro Akáshico. Os símbolos pessoais dizem muito sobre cada ser em particular e interagem diretamente com ele.
Chamo de carimbo cósmico individual, quando os principais símbolos de um estudo astral e numerológico estão concentrados no círculo mágico de uma mandala pessoal!
Torna-se um verdadeiro TALISMÃ.
Todo o potencial de uma pessoa, que está adormecido pode ser despertado e elevado ao cubo, se ela realmente compreender esse processo, aprender a se conectar ao seu Poder Interno, ao seus símbolos pessoais e estiver determinada a tirar proveito disso para sua evolução em todos os sentidos.


AUTOCONHECIMENTO
"Na busca por mim descobri a verdade, ao encontrar a verdade descobri o amor, ao descobrir o amor encontrei Deus e ao encontrar Deus tenho encontrado tudo."
(do site pravsworld.com)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Vc se lembra da estoria de branca de neve...?



Talvez por Walt Disney ser um maçom, ele escolheu esse conto com muito carinho.

Branca de Neve representa o ser iniciado, que nasce na terra. Três mulheres, são representadas neste conto, a primeira a sua mãe, que morreu quando ela nasceu, levando com ela todo o passado, todas as lembranças, representa o esquecimento quando descemos a esse plano, o passado. Ela o presente a ser vivido, sua Madrasta o futuro, o desafio, as provas por qual terá que passar.

O espelho é a consciência, na medida que o tempo passa o corpo físico se degrada, esse confronto é inevitável: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu” – O espelho sempre responderá VOCÊ ONTEM, porque hoje estou mais velho, amanhã mais.
A Madrasta resolve mandar matar Branca de Neve, quer o seu coração, como prova da morte da pureza, da inocência, e Branca de Neve então foge pela floresta, se ficasse no seu castelo, não descobriria seu interior, começa a iniciação, pois a floresta representa o INTERIOR de cada ser.
Neste caminho ela vai encontrar todos os elementos da natureza, e lidar com suas energias representada por SETE ANÕES.

Os anões são os centros vitais de forças, os CHAKRAS. O Mestre representa o coronário, ele é o chefe, a consciência espiritual; o Zangado representa o chakra Frontal, pois ele é racional, se baseia na lógica e no raciocionio, intelecto; o Feliz, representa o laríngeo, é o mais gordinho, tem relação com as glândulas tireóide, é comunicativo, alegre; o Dengoso, representa o cardíaco, é sentimental, emotivo, chorão, apaixonado; o Soneca, representa o chakra Umbilical, representa o inconsciente, instinto primitivo, o sono, emoções inferiores; Atchim representa o chakra esplênico (sexual), é o chakra responsável pelo filtro das energias nos órgãos sexuais, também responsável pelas alergias, ansiedades e finalmente o Dunga que representa o chakra radico, básico, raiz, representado pela inocência, pelo principio, o menino, o inicio da coluna vertebral, é o chakra dos instintos.
Na relação da história, Dunga foi o primeiro a ver Branca de Neve. Nota-se no conto que o Mestre é quem lapida as pedras preciosas. O Mestre confunde as palavras quando fica nervoso, é uma das características do Chakra Coronário quando tiver em mal funcionamento a confusão, o atrapalhamento das idéias.
A branca de Neve conquista os Sete Anões, domina o Sete Mágica, domina os chakras, . O sete é também por excelência o número vibracional da mudança. Isso atrai para si, um confronto derradeiro, o lado negro surge trazendo o desafio crucial do interior. A bruxa representa esse lado negro, oculto, essa força inconsciente. A maça o CONHECIMENTO. Provar o conhecimento significa morrer, dentro do esoterismo isso significa a MORTE INICIÁTICA.
Os anões a colocam num caixão de vidro, significando que ela está presa em si mesmo.
Surge então o Cavaleiro, uma figura até então indiferente na história, ele significa a energia masculina, a PINGALA, a energia Kundalini positiva, a ação, fazendo uma analogia com o Tarot, o cavaleiro é o carro, o caminho, a carta número 7, símbolo do fogo.

O beijo é o encontro da energia branca, negativa (Lua), feminina chamada de IDA da Kundalini, com a energia do fogo (Sol)e quando isso acontece o SER DESPERTA, ascende, transcende, conquista a si mesmo, levanta, se torna INTEGRAL.

Assim fecha a história da saga humana, um horizonte de luz, com um castelo nas nuvens. Um arco íris com um pote de ouro no final.

Compilado Por Beraldo Lopes Figueiredo

Referencias:
http://evoluasuaconsciencia.blogspot.com.br/2011/06/os-chakras.html

http://palavrasdoimaginario.blogspot.com/2009/04/simbolos-nos-contos-de-fadas.html

http://grimoiredomago.blogspot.com/2009/01/branca-de-neve-e-os-sete-anes.html
— com Evolução Mental.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Sincronicidade ... o destino conversando com voce...




 Para os outros, aqueles que tendem a fazer uma leitura “mágica” da vida, as coincidências podem ter inúmeras interpretações e significados, e até mesmo serem vistas como “sinais divinos”. O psiquiatra suíço Carl Jung (1875-1961), contudo, acreditava que as coincidências poderiam ser entendidas como fenômenos psicológicos caracterizados pela ocorrência simultânea de pensamentos/eventos geograficamente distantes. Jung chegou a cunhar uma teoria para tentar explicar esses fenômenos, a qual deu o nome de “Teoria da Sincronicidade”. As reflexões junguianas sobre o tema foram sistematizadas no trabalho “Sincronicidade: um princípio de conexões acausais”, publicado em 1952 junto com um artigo do físico Wolfgang Pauli.


As primeiras ideias a respeito do conceito de Sincronicidade surgiram com o estudo feito por Jung da filosofia oriental, principalmente do I Ching. Muito antes, na sua prática clínica como terapeuta, Jung havia observado fenômenos reais que não se enquadravam na visão ocidental causalista.  Causalidade é a relação entre um evento (a causa) e um segundo evento (o efeito), sendo que o segundo evento é uma consequência do primeiro. Por exemplo, ao estudar os sonhos, Jung notou que os motivos oníricos tendem a coincidir relativamente com situações reais com um significado semelhante ou mesmo com situações reais idênticas. Ou seja, para Jung, é como se o conteúdo do sonho não dependesse de uma experiência prévia específica, mas fosse produzido paralelamente a ela, em conssonância com o tempo da vida “real”. Ele, contudo, só se expressou oficialmente a respeito disso no final dos anos 20, quando falou a respeito do princípio tradicional chinês, que é baseado numa ideia totalmente diferente de nossa hipótese da causalidade e que é particularmente importante em conexão com o I Ching. A filosofia oriental, com seu pensamento não linear, ofereceu a Jung a perspectiva de que o acaso e a coincidência podem ser levados em consideração e que a causalidade é meramente uma hipótese, não uma verdade absoluta.
Com o passar do tempo, porém, a partir de algumas conversas que ele teve com Eistein, Jung sentiu a necessidade de buscar uma base teórica dentro da física moderna para o princípio. Esse contato com as recentes proposições teóricas da física moderna criou em Jung a necessidade de ampliar o conceito de Sincronicidade para uma ideia mais abrangente: a das “ordenações não causais”. Mais especificamente, o envolvimento de Jung com a física moderna se deu a partir de uma relação muito próxima com o físico alemão Wolfgang Pauli. Em 1930, Pauli, que estava sofrendo com problemas emocionais em decorrência do luto e de um casamento desfeito, procura Jung para fazer um acompanhamento terapêutico. Jung não trata Pauli, mas o encaminha para uma jovem analista. Porque Jung faz isso? Na visão dele, uma mulher seria melhor para ajudar Pauli a vencer as dificuldades que ele tinha nas suas relações com as mulheres e com o sentimento. Além disso, Jung acreditava que Pauli era uma personalidade excepcional, alguém com um material inconsciente rico e incomum. Nesse caso, uma terapeuta principiante não teria conhecimento aprofundado o suficiente para interferir ou influenciar no material que Pauli trazia.
Assim, Jung e Pauli passam a se corresponder com frequência. Pauli apoiou o princípio da Sincronicidade como sendo científico. O Princípio de Exclusão, pelo qual Pauli recebeu o Prêmio Nobel, implicava a descoberta de um padrão abstrato que se oculta debaixo da superfície da matéria e que determina seu comportamento de modo “acausal”. Jung auxiliou Pauli na sua compreensão dos fatores coletivos e arquetípicos da psique. A partir dessa confluência de interesses e ideias desenvolve-se uma longa colaboração entre os dois pensadores. Esse trabalho conjunto dará origem à obra “The Interpretation of Nature and the Psyche” com dois textos: um escrito por Pauli, outro por Jung. A colaboração com Pauli, portanto, permitiu a Jung dar ao conceito de Sincronicidade e de suas aplicações posteriores um melhor embasamento, que apesar de não poder ser considerado necessariamente científico pode ser associado a algumas postulações teóricas de origem física. Dessa forma, alguns pesquisadores advogam que o conceito de Sincronicidade e a conceituação de uma “ordenação acausal geral” pode ter exercido certa influência na ciência desde então. O físico Charles R. Card, por exemplo, alega que a colaboração Jung/Pauli tem implicações que podem ser vistas como relevantes a algumas das maiores preocupações das bases da física moderna, em particular no tratamento de fenômenos não-locais na mecânica quântica e em fenômenos “caóticos” na dinâmica não-linear.
Apesar de gerar inúmeras controvérsias, alguns admiradores e muitos detratores, a Teoria da Sincronicidade de Jung provoca certa curiosidade e muitas indagações sobre a natureza daquilo que convencionamos designar como “coincidência”. Por um lado, não se pode dizer que as postulações junguianas, baseadas na premissa de que os conteúdos da mente inconsciente podem se “comunicar” com o mundo físico, são capazes de oferecer uma explicação indubitável sobre o tema, longe disso! Por outro lado, a ousadia de suas ideias, ao suscitar reações apaixonadas de ambos os lados, podem forçar tanto os entusiastas quanto os críticos a buscarem provas que façam valer suas posições. Seja como for, a possibilidade de que os eventos distribuídos no fluxo do tempo possam estar em sintonia com o que pensamos/sentimos é realmente tentadora. Pensar nisso nos fornece uma perspectiva sedutora da vida, que pode ser entendida como uma cadeia de acontecimentos que têm sempre um significado, ou seja, que nada acontece por acaso e que tudo o que nos ocorre cumpre a função de nos colocar onde devemos estar para vivermos as experiências que precisamos.
Acaso ou não, a ideia junguiana de Sincronicidade nos leva a refletir sobre os eventos coincidentes, e pode ser que ela seja só o delírio de alguém que alimentava uma expectativa sobrenatural da existência, mas pode ser também que ela seja o vislumbre de uma mente brilhante muito a frente do seu tempo. ...

As primeiras ideias a respeito do conceito de Sincronicidade surgiram com o estudo feito por Jung da filosofia oriental, principalmente do I Ching. Muito antes, na sua prática clínica como terapeuta, Jung havia observado fenômenos reais que não se enquadravam na visão ocidental causalista.  Causalidade é a relação entre um evento (a causa) e um segundo evento (o efeito), sendo que o segundo evento é uma consequência do primeiro. Por exemplo, ao estudar os sonhos, Jung notou que os motivos oníricos tendem a coincidir relativamente com situações reais com um significado semelhante ou mesmo com situações reais idênticas. Ou seja, para Jung, é como se o conteúdo do sonho não dependesse de uma experiência prévia específica, mas fosse produzido paralelamente a ela, em conssonância com o tempo da vida “real”. Ele, contudo, só se expressou oficialmente a respeito disso no final dos anos 20, quando falou a respeito do princípio tradicional chinês, que é baseado numa ideia totalmente diferente de nossa hipótese da causalidade e que é particularmente importante em conexão com o I Ching. A filosofia oriental, com seu pensamento não linear, ofereceu a Jung a perspectiva de que o acaso e a coincidência podem ser levados em consideração e que a causalidade é meramente uma hipótese, não uma verdade absoluta.
Com o passar do tempo, porém, a partir de algumas conversas que ele teve com Eistein, Jung sentiu a necessidade de buscar uma base teórica dentro da física moderna para o princípio. Esse contato com as recentes proposições teóricas da física moderna criou em Jung a necessidade de ampliar o conceito de Sincronicidade para uma ideia mais abrangente: a das “ordenações não causais”. Mais especificamente, o envolvimento de Jung com a física moderna se deu a partir de uma relação muito próxima com o físico alemão Wolfgang Pauli. Em 1930, Pauli, que estava sofrendo com problemas emocionais em decorrência do luto e de um casamento desfeito, procura Jung para fazer um acompanhamento terapêutico. Jung não trata Pauli, mas o encaminha para uma jovem analista. Porque Jung faz isso? Na visão dele, uma mulher seria melhor para ajudar Pauli a vencer as dificuldades que ele tinha nas suas relações com as mulheres e com o sentimento. Além disso, Jung acreditava que Pauli era uma personalidade excepcional, alguém com um material inconsciente rico e incomum. Nesse caso, uma terapeuta principiante não teria conhecimento aprofundado o suficiente para interferir ou influenciar no material que Pauli trazia.
Assim, Jung e Pauli passam a se corresponder com frequência. Pauli apoiou o princípio da Sincronicidade como sendo científico. O Princípio de Exclusão, pelo qual Pauli recebeu o Prêmio Nobel, implicava a descoberta de um padrão abstrato que se oculta debaixo da superfície da matéria e que determina seu comportamento de modo “acausal”. Jung auxiliou Pauli na sua compreensão dos fatores coletivos e arquetípicos da psique. A partir dessa confluência de interesses e ideias desenvolve-se uma longa colaboração entre os dois pensadores. Esse trabalho conjunto dará origem à obra “The Interpretation of Nature and the Psyche” com dois textos: um escrito por Pauli, outro por Jung. A colaboração com Pauli, portanto, permitiu a Jung dar ao conceito de Sincronicidade e de suas aplicações posteriores um melhor embasamento, que apesar de não poder ser considerado necessariamente científico pode ser associado a algumas postulações teóricas de origem física. Dessa forma, alguns pesquisadores advogam que o conceito de Sincronicidade e a conceituação de uma “ordenação acausal geral” pode ter exercido certa influência na ciência desde então. O físico Charles R. Card, por exemplo, alega que a colaboração Jung/Pauli tem implicações que podem ser vistas como relevantes a algumas das maiores preocupações das bases da física moderna, em particular no tratamento de fenômenos não-locais na mecânica quântica e em fenômenos “caóticos” na dinâmica não-linear.
Apesar de gerar inúmeras controvérsias, alguns admiradores e muitos detratores, a Teoria da Sincronicidade de Jung provoca certa curiosidade e muitas indagações sobre a natureza daquilo que convencionamos designar como “coincidência”. Por um lado, não se pode dizer que as postulações junguianas, baseadas na premissa de que os conteúdos da mente inconsciente podem se “comunicar” com o mundo físico, são capazes de oferecer uma explicação indubitável sobre o tema, longe disso! Por outro lado, a ousadia de suas ideias, ao suscitar reações apaixonadas de ambos os lados, podem forçar tanto os entusiastas quanto os críticos a buscarem provas que façam valer suas posições. Seja como for, a possibilidade de que os eventos distribuídos no fluxo do tempo possam estar em sintonia com o que pensamos/sentimos é realmente tentadora. Pensar nisso nos fornece uma perspectiva sedutora da vida, que pode ser entendida como uma cadeia de acontecimentos que têm sempre um significado, ou seja, que nada acontece por acaso e que tudo o que nos ocorre cumpre a função de nos colocar onde devemos estar para vivermos as experiências que precisamos.
Acaso ou não, a ideia junguiana de Sincronicidade nos leva a refletir sobre os eventos coincidentes, e pode ser que ela seja só o delírio de alguém que alimentava uma expectativa sobrenatural da existência, mas pode ser também que ela seja o vislumbre de uma mente brilhante muito a frente do seu tempo.


Jung define também três categorias de sincronicidade:
1. coincidência de um estado psíquico com um evento externo objetivo simultâneo.
2. coincidência de um estado psíquico com um evento externo simultâneo mas distante no espaço.
3. coincidência de um estado psíquico com um evento externo distante no tempo.
Através da definição destas categorias, podemos perceber que nos fenômenos sincronísticos, o tempo e o espaço são relativos, isto é, o fenômeno acontece independente destes. Basicamente o que define a sincronicidade são a coincidência e o significado.
Jung observou também que tais coincidências ocorrem principalmente quando um arquétipo está constelado. O arquétipos são fatores psicóides que possuem uma transgressividade pois “não se acham de maneira certa e exclusiva na esfera psíquica, mas podem ocorrer também em circunstâncias não psíquicas (equivalência de um processo físico externo com um processo psíquico).” (CW VIII, par. 954)
Jung propõe que o princípio de sincronicidade seja acrescentado à tríade espaço, tempo e causalidade, dizendo que “o espaço, o tempo e a causalidade, a tríade da Física clássica, seriam complementados pelo fator sincronicidade, convertendo-se em uma tétrada, um quatérnio que nos torna possível um julgamento da totalidade..
.
 Esta é sincronicidade de que Jung fala, e ela (esta sincronicidade de almas) existe pra ser compreendida, vivida, pois é mais do que mera coincidência.

Quando a sincronicidade acontece nossos arquétipos internos (que se encontram prontos se ativam ) e recebem uma energia particular de um fenômeno exterior que se complementa com o que se passa interiormente em nós, o resultado é  = sincronicidade.
Nada é provocado.
Acontece.

Nossa alma quer que a gente viva sendo o que somos de verdade.
Mas isto nem sempre é possível.( Na maioria das vezes não é)
Representamos vários papéis na vida, até pela nossa sobrevivência e prá honrar as escolhas que fazemos....

 o aspecto terapêutico da sincronicidade.
É a cura que ela pode gerar na nossa vida, como atos da criação no tempo, que são catalisados por catarses emocionais.

  Um exemplo de sincronicidade...
Mas o que chama a atenção, e o que mais emociona é a sincronicidade que faz nascer este amor  – mesmo que tenha sido vivido em 4 dias-
- entre  Robert (Clint Eastwood ) e Francesca (Meryl Streep)



 Quem nunca viveu um desses momentos mágicos onde parece que tudo foi programado por uma força além do nosso controle, para que encontros ou acontecimentos preciosos mudassem definitivamente os rumos das nossas vidas? vale a pena conferir este belo filme













 JUNG, Carl Gustav. Dream Analysis. Editado por William Mc Guire. Bollingen Series: Princeton University Press, 1983.
______ Fundamentos de Psicologia Analítica. 6. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1991. v.XVIII/1

______ Psicologia e Alquimia. 4a. ed. Petrópolis, RJ: Vozes: 1991. V. XII
______ Sincronicidade. 5a. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1991. v. VIII/3.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

A Riqueza dasTradições Judaicas



A Torah contém a revelação divina, a Lei outorgada a Israel. Torah designa os primeiros cinco livros do Primeiro Testamento, também conhecidos como Pentateuco (da expressão grega para cinco pergaminhos, ou cinco livros de Moisés). A palavra Testamento significa “Aliança”.

Nos escritos rabínicos, a Torah é mais do que um código legal. Esse substantivo deriva-se do verbo hebraico “Yarah”, “lançar”, “Atirar uma flecha”, “alvejar”. Mediante associação de idéias, veio a significar: instrução, ensino, apontar para o alvo, estabelecer uma fundação, mandamento e lei.

Durante a formação da Bíblia houve um processo de seleção. Foram incluídos somente aqueles livros que se acreditava terem sido escritos por profetas sob inspiração divina. Apenas os livros selecionados tornaram-se parte do cânone (que significa padrão ou medida). A base para esta seleção foram os cinco primeiro livros chamados de Torah.

Menorah
A primeira Menorah foi feita obedecendo a instruções minuciosas do Eterno.  Na Menorah, há sete braços ao todo: uma haste central, e três braços que saiam de cada lado. Naturalmente, o fogo e a iluminação sempre tiveram um papel muito importante. 
Quando o Templo foi destruído, a Menorah tornou-se principal símbolo da fé judaica.  A Menorah foi reintroduzida em 1948  na proclamação do Estado de Israel como símbolo nacional do povo judeu e da identidade de Israel.



 

Menorah é uma palavra hebraica que indica candeeiro com sete braços, usado no Tabernáculo. Êxodo 25: 31-40; Êxodo 37: 17-24, Zacarias 4: 2-5; Zacarias 10-14.  A luz da “Menorah” simboliza a presença de D’us (no hebraico Shekinah)
  
TALIT
O Talit é uma “Tenda Portátil”, que simboliza  “cobrir”, no sentido de estar no esconderijo do Altíssimo. O texto que se encontra no livro de Números 15.38-40. Este é o mandamento que todo judeu cumpri ao colocá-lo, ou seja, fazer uso do talit (manto ou xale de oração). 
 

É chamado de manto de oração devido à sua particularidade de conceder  a pessoa que o está usando, ”certo isolamento” daquilo que pode vir a distraí-lo quando se está orando ao Senhor. Também chamado e conhecido como barraca ou ainda, tenda. 
Quando um judeu que tem entendimento destas coisas, olha para alguém vestido com o talit, imediatamente recorda de pelos menos três princípios judaicos, a saber: 




1 – A Lei de D'us dada a seu servo Moisés.

2 – Que ele sendo um conhecedor das escrituras sagradas, é responsável em obedecer esta Lei, que é o maior bem precioso que ele pode adquirir neste universo.

3 – Também que ele foi chamado entre todos os outros povos, raças, nações e etnias para ser separados e santos.

As franjas têm um significado ainda muito mais profundo e simbólico que está relacionado aos números que são: oito tranças e cinco nós, que somados dão um total de treze. O número oito nos fala de reinício (iniciar novamente, tentar novamente). O número cinco nos fala dos cinco primeiros livros da bíblia, a Torah. A palavra “Tzit Tzit” (franja) tem o número seiscentos (600), somados com treze (13), (oito+cinco). Forma o número 613, que é exatamente o número de Leis contido na Tanach que devem ser observadas pelos judeus.

KIPA

Este é outro símbolo que tem um significado muito forte e lindo. Oriundo da raiz da palavra Kippur, que entre outro  sentido significa cobertura.  Sendo uma lembrança de que o seu usuário tem uma estatura e não pode acrescentar nada a ela. E que a partir desta estatura existe um D’us muito maior que ele a quem este prestará contas,  o D’us Criador de todo o Universo. 

Não se trata de um chapeuzinho apenas, como alguns costumam chamar, mas algo relacionado a D’us e que tem em seu objetivo a lembrança do tamanho de D’us em relação ao homem. Aquele que cobre, direciona, governa e está acima de tudo e de todos, e que a essência da escritura é de humildade, Levítico  8:9; Levítico 16:4. 

É interessante notar que todos os símbolos utilizados pelos judeus são para que este se  lembre de seu compromisso com o Eterno D’us e que têm o sentido de trazer à sua memória (memória do homem), a reverência e a lembrança do Eterno.  Lamentações 3:21




 
O princípio do uso do kipá está relacionado ao Sacerdote que assistia  diante do Senhor não podia estar com a cabeça descoberta no Tabernáculo. 
MEZUZAH


É um símbolo de fé e merecedor de grande respeito. A Mezuzah é uma caixa tubular de madeira, vidro ou metal, em geral de 3 a 4 polegadas de comprimento, contendo um pedaço pequeno de pergaminho, no qual em 22 linhas estão escritas passagens bíblicas que fazem parte do “Shemá” (oração da unicidade de D’us) - (Deuteronômio 6: 9; 11: 20). 







Tem uma pequena abertura na parte superior com a palavra Shadday  (um dos nomes de D’us), impressa no verso do pergaminho. É pregada numa posição inclinada na parte superior da ombreira direita da residência. Costuma-se beijá-la quando se sai ou entra em casa, tocando-a com as pontas dos dedos, e em seguida apertando-os contra o lábio. 

A Base bíblica para uso da Mezuzah: “E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” (Deuteronômio 6: 9). O uso da Mezuzah é uma Mitzvah (mandamento), dada pelo Eterno em sua Palavra: Deuteronômio 6: 1-9. Deuteronômio 11.13-21. Números 15.37-41.
Na parte da frente, no anverso, perto do alto, está escrito o nome “Shadday”, um dos nomes pelos quais o Eterno é conhecido em hebraico. Intérpretes da tradição judaica já disseram que as três letras hebraicas Shin, Dalet e Yud constituem realmente um aerograma formado pelas primeiras letras da frase: “Shomer Daltod Ysrael” (Guardião das Portas de Israel). A Mezuzah deve ser colocada em todos os aposentos, exceto nos banheiros.

Ao passar pela porta, lembra que se deve guardar a palavra do Senhor e sempre obedecê-la. Este é o princípio fundamental do uso da Mezuzah. Lamentações 3:21.
ESTRELA DE DAVI
Estrela de Davi (em hebraico: מגן דוד, traniteralção. Magen David), conhecida também como escudo supremo de Davi (David), é um símbolo em forma de estrela formada por dois triângulos sobrepostos. O nome David em hebraico é composto de três letras na seguinte ordem: Dálet-Vav. Dálet. No hebraico antigo, a letra Dálet tinha a forma semelhante a um triângulo com vértice para cima. 


Quando este símbolo foi gerado, não sabemos ao certo, no entanto sabemos que este símbolo é geometricamente construído em forma de estrela com as duas letras Dálet que compunham o nome David (entrelaçando-as, e girando uma das letras em 180o. para que seu vértice se colocasse para baixo). Com o tempo, este símbolo tornou-se símbolo da nação de Israel e do povo judeu, estando presente na própria bandeira de Israel.

No entanto, há um significado maior na estrela de David, que gostaria de comentar. A estrela de David é um símbolo do Messias de Israel,
MERAGLIM
Caleb ( hebraico כָּלֵב), filho de Jefoné , é uma figura importante da Bíblia. Reitera a sua fé em D’us quando os hebreus opuseram-se à entrada na terra prometida de Canaã.
    
Os Meraglim, espiões enviados por Moisés no deserto, após a saída do Egito, retornaram falando mal de Israel (Números 13:27-28): “Fomos à terra a que nos enviaste; e, verdadeiramente, emana leite e mel... Porém, o povo que habita essa terra é poderoso, e as cidades, muito grandes e fortificadas; também vimos ali gigantes”; (Números 14-15) e, mesmo contestados por Josué e Caleb, convenceram o povo, o qual se revoltou contra Moisés, preferindo voltar à escravidão do que encarar a terra assim descrita. 

Por ter optado ouvir a maledicência, não lhes foi concedido entrar na Terra Prometida, só à geração seguinte e vagaram pelo deserto por 40 anos. Apenas dois espiões, Josué (da tribo de Efraim ) e Caleb (representando Judá ), retornou e disse que Deus iria ajudar a nação judaica se estabelecer em Canaã.
ARCA DA ALIANÇA
A Arca era uma espécie de cofre. Construída com madeira de Acácia e revestida totalmente de ouro. Havia sobre ela dois varais que foram colocados para facilitar o seu transporte. Em cima desta Arca foi colocada uma tampa, chamada de tampa do propiciatório. Dois Querubins estavam sobre ela, um de frente para o outro, de forma que as pontas de suas asas se encontram acima de suas cabeças. 
 
Os Querubins e a tampa, numa só peça, eram feitos totalmente de ouro. Esta tampa, não era apenas a tampa da Arca, era o lugar onde os pecados eram cobertos, sendo o lugar da propiciação, ali o Sumo Sacerdote aspergia o sangue para que os pecados fossem cobertos e assim o próprio D'us não os levava  mais em conta, Êxodo 25:17-22.


 

Dentro desta Arca colocavam-se as duas tábuas da Lei, dada por D'us. Também a vara de Arão e ainda uma porção do Maná. A Arca era o utensílio que mais chamava a atenção dos homens, pois, onde esta se encontrava a presença de D'us se fazia presente. A Arca da Aliança é o símbolo mais forte em toda a história da Bíblia.
TEFILIM
Em hebraico תפילין, com raiz na palavra tefilá, significando "prece", é o nome dado a duas caixinhas de couro, cada qual preso a uma tira de couro de animal Kosher, dentro das quais está contido um pergaminho com os quatro trechos da Torá em que se baseia o uso dos Filactérios. 



Também é conhecido em português como Filactérios, vindo do termo grego fylaktérion, que significa basicamente "posto avançado", "fortificação" ou "proteção", 

Os tefilins contêm pergaminhos onde estão inscritos quatro trechos da Torá que enfatizam a recordação dos mandamentos e da obediência a D-us.  Êxodo 13:1-10,  Êxodo 13:11-16, Deuteronômio 6:4-9, Deuteronômio 11:13-21, Estes trechos da Torá são conhecidos pelos judeus como Shemá Yisrael (o mais importante, e citado acima em terceiro lugar), Vehaiá Im Shamoa, Cadêsh Li e Vehayá Ki Yeviachá.
Utilização: O judaísmo rabínico diz que além dos mandamentos da Torá, Moshe também recebeu através da Torá Oral os procedimentos de como confeccionar os tefilin, que teriam sido transmitidos de geração em geração até serem escritos na Mishná, no Talmud e no Shulkhan Arukh. Os rabinos defendem que os tefilin sejam colocados diariamente pelas manhãs com a prece matinal ou pelo menos até o pôr-do-sol recitando-se o Shemá.
Os tefilin somente não são utilizados em Shabat, Yom Tov e Chol Hamoêd. A partir dos 13 anos de idade, com o Bar mitsvá um menino passa a usar os tefilin. Em seu método de utilização coloca-se uma caixinha no braço esquerdo para que fique próxima do coração (shel yad) e enrola-se uma das tiras na mão esquerda, e a outra caixinha na testa, entre os olhos, como frontal (shel rosh).
A respeito da prática de usar tais caixinhas, ou filactérios, The Jewish Encyclopedia (A Enciclopédia Judaica, 1976, Vol. X, página 21) observa: "As leis que governavam o uso de Filactérios foram tiradas pelos Rabinos de quatro trechos bíblicos. Ao passo que esses trechos foram interpretados literalmente pela maioria dos comentaristas, [...] os Rabinos sustentavam que somente a lei geral foi expressa na Bíblia, a sua aplicação e elaboração sendo assuntos inteiramente da alçada da tradição e da dedução."
De acordo com o Shulkhan Arukh, no momento de colocar tefilin é considerado como se o judeu cumprisse toda a Torá. Talmud Rosh Hashaná 17a menciona que aquele que nunca colocou tefilin comete uma falha muito grave. Os sábios judeus consideram que ao usar tefilin, todos os povos temerão Israel. Esta ênfase foi dada, por exemplo, pelo Rebe de Chabad em 1967 que pouco antes da Guerra dos Seis Dias proclamou que Israel estava em grande perigo e incentivou uma campanha pelo uso dos tefilins. 
A surpreendente e rápida vitória de Israel nesta guerra foi atribuída pelo Rebe ao grande número de pessoas que aderiram à campanha.
A recomendação é que tefilins sejam adquiridos apenas de pessoas confiáveis e que sejam verificados de ano em ano por um sofêr.

Será que lidamos bem com a angustia... tristeza... entendemos bem estes momentos?






Podemos nos sentir angustiados por causa da ansiedade e medo que preceda um evento, um acontecimento, uma ocasião, uma circunstância que sabemos que se aproxima. Ou, ficarmos angustiados por alguma lembrança, memória de um evento passado que conseqüentemente não podemos mudar.
Seja o motivo que for que nos leve a angustia, fato é que esse sentimento exerce função crucial na simbolização de perigos reais ou imaginários que possamos perceber.
E se nos conhecemos pouco, provavelmente estaremos imaginando perigos e monstros que não existem!
Nosso medo e insegurança, conseguem aumentar e distorcer tudo o que tocam!
Diz-se em Psicanálise, que precisamos equilibrar três instâncias psíquicas em nossa personalidade, que são:
- Nossas vontades e desejos, chamados de "Id"
- Nosso instinto repressor e regulador dessas vontades, chamado de "Superego"


Podemos nos sentir angustiados por causa da ansiedade e medo que preceda um evento, um acontecimento, uma ocasião, uma circunstância que sabemos que se aproxima. Ou, ficarmos angustiados por alguma lembrança, memória de um evento passado que conseqüentemente não podemos mudar.
Seja o motivo que for que nos leve a angustia, fato é que esse sentimento exerce função crucial na simbolização de perigos reais ou imaginários que possamos perceber.
E se nos conhecemos pouco, provavelmente estaremos imaginando perigos e monstros que não existem!
Nosso medo e insegurança, conseguem aumentar e distorcer tudo o que tocam!
Diz-se em Psicanálise, que precisamos equilibrar três instâncias psíquicas em nossa personalidade, que são:
- Nossas vontades e desejos, chamados de "Id"
- Nosso instinto repressor e regulador dessas vontades, chamado de "Superego"
- E o que busca um balanço entre as duas anteriores, que se chama "Ego" ou "Consciência"
Portanto, um atrito e desequilíbrio entre nosso Id (vontade) e nosso Superego (repressão), tem como conseqüência um Ego atormentado. É o Ego que analisa a possibilidade real de colocarmos em prática ou não, uma ação desejada pelo Id e também tenta controlar e minimizar o excessivo rigor imposto pelo Superego.
A esse conflito entre o Id e o Superego, Freud denominou angústia.
Cabe ao Ego, à consciência, a busca de um equilíbrio entre estas partes psíquicas: A vontade e a repressão dessa vontade.
Porém, isso pode ser bastante difícil se a pessoa está sendo pressionada por uma convenção social, um padrão de conduta e comportamento que a sociedade e ela mesma estejam exigindo que siga, sem que na verdade, seu eu verdadeiro concorde ou queira seguir.
Nesse sentido, a única forma de lidarmos com a angustia causada entre a vontade e a repressão, é o autoconhecimento.
Somente nos conhecendo de verdade é que estaremos aptos a perceber o quanto estamos nos prejudicando, ao não expressarmos nossa verdade interior.
Só com o autoconhecimento é que podemos realmente julgar o quanto podemos ou não reprimir uma vontade, pois ao analisá-la conscientemente, podemos ver o quanto ela é prejudicial de verdade e assim desistimos dela, e transformamos essa vontade negativa em entendimento, focando a partir daí, vontades mais positivas para nossa vida, desistindo de fato e de vez, dos pensamentos e desejos negativos!
Ou, ao contrario, podemos perceber através do autoconhecimento, que o que chamamos de vontade é na verdade uma expressão real e positiva de nós mesmos, mas que estamos reprimindo por medo de sermos rejeitados socialmente ou por alguém que amamos. E nesse caso, desistimos de dar tanta importância ao que os outros dizem ou julguem a nosso respeito e seguimos nossa verdade, libertos de criticas, procurando nos fazer compreender por quem amamos, caso isso seja possível, mas se não for, não mentimos mais para satisfazer aos outros, mesmo sob pena de sermos realmente criticados e rejeitados! Só a verdade importará e a verdade liberta!
Mas percebermos a diferença entre essas duas situações, só é possível com o autoconhecimento, pois caso contrario, nos enchemos de culpas e nos torturamos, tentando nos encaixar de qualquer forma em algum personagem social que criamos, e viveremos angustiados.
Lembre-se de que a verdade sempre força sua passagem à luz, à expressão e quanto mais tentarmos reprimi-la, mais ela nos causará dor!
Auto-estima é a conseqüência de vivermos nossas verdades e expressarmos nosso verdadeiro eu!



Você acha que é o único a preferir evitar a sensação de tristeza ao invés de lidar com ela e a olhá-la de frente? Garanto que não, a maioria de nós não aceitamos este estado de abatimento, este estado melancólico que nos envia para um banco de memórias de perdas, erros, fracassos, dificuldades, dor, angústia, etc. Mesmo aqueles que consideramos supostamente mais fortes, até esses não gostam de falar abertamente sobre sentimentos negativos, pois temem que isso lhes retire capacidades, discernimento e os enfraqueça. Todos nós, em geral, evitamos os sentimentos negativos. Ninguém gosta de ter de lidar com eles.
De fato, uma das tendências mais consistentes que verifico na minha prática clínica é que tanto homens como mulheres repudiam a tristeza, como se de alguma forma fossem traídos por esse sentimento...  Quando nos sentimos deprimidos ou em baixo, normalmente sentimo-nos letárgicos e sem energia, como se não estivesse acontecendo nada de estimulante. Outros sentimentos negativos, como raiva, são muito mais atraentes porque sentimos que de certa forma nos dão capacidade, sendo mais apelativo: Você sente-se energizado, sente que sabe para onde dirigir o seu ímpeto e para quem. Mas a tristeza faz-nos sentir fora das coisas, é uma dose de nada, um sentimento amorfo que reduz o ímpeto, como se ficássemos ligeiramente anestesiados.

A TRISTEZA É INFORMAÇÃO QUE PRECISA DA SUA ATENÇÃO

No que diz respeito à tristeza, o problema é que as pessoas não a aceitam pelo seu verdadeiro propósito (objetivo). Mas sim, com toda a certeza, a tristeza tem o seu propósito bem definido. O objetivo da tristeza é para o fazer sentir (lembrá-lo e alertá-lo) que algo foi perdido, que algo aconteceu que não lhe serve ou lhe provoca mal-estar. E é tarefa do sofredor fazer o trabalho mental de descobrir o que é que o incomoda. Isto aponta para um problema mais amplo que muitas pessoas enfrentam no seu dia-a-dia. Por vezes quando nos sentimos tristes no meio do turbilhão de coisas que temos para fazer, simplesmente desejamos que rapidamente esse sentimento se afaste. Passamos rapidamente para a tarefa seguinte, sem percebermos a verdadeira razão por nos sentimos dessa maneira. Algumas vezes esta estratégia pode comprovar-se eficaz. Mas, se o assunto/situação for realmente pertinente, a tristeza irá fazer-se sentir novamente, só que agora noutro contexto, sem causa aparente. Nesse momento, temos mais dificuldade para identificar as razões, ficamos confusos. À medida que a tristeza se vai instalando, a nossa atenção vai-se dirigindo para o nosso mal-estar.
Sem percebermos o que se passou, tentamos a todo o custo, evitar, repudiar esse sentimento que nos causa uma enorme angústia, esse sentimento que pode vir a interferir com a nossa funcionalidade. Numa primeira fase os nossos corpos ficam lentificados, essencialmente, para nos ajudar a focar e resolver um problema que pode estar a surgir nas nossas vidas. Quando visto como temporário e como um subproduto positivo da nossa longa história humana, podemos superar a tristeza de uma forma rápida e positiva...

Como é que você pode usar a sua tristeza com uma vantagem? A tristeza deve ser vista como um estado temporário e útil. É normal ficar triste. A tristeza existe para ajudar-nos, por exemplo, de como podemos resolver um problema melhor, ja que dispomos da chamada experiencia.... Quando você se protege, evita  e abafa todo esse sentimento, ou procura as pessoas para que o animem, você  está a perder a oportunidade de perceber algo útil para si. Em primeiro lugar, que você tem a habilidade para fazer mudanças sólidas ao que lhe provocou perda ou mal-estar que justifique a tristeza e, segundo, que tem capacidade para persistir e para lidar com a situação, até que a alteração tenha efeito. Reforçando novamente a ideia, a tristeza, assim como todas as emoções, é um estado temporário, os nossos corpos não suportarem o impacto emocional por muito tempo, assim, devemos usá-las (emoções e sentimentos) a nosso favor, enquanto as sentimos.
Lembre-se: A tristeza pode ajudar-nos a ter/fazer melhores decisões. Muitas vezes, sofremos a dor emocional de modo que aprendemos a evitar certos comportamentos e a fazer melhores escolhas na vida. Quando algo não funciona para nós, ficamos propensos a tentar fazê-lo de forma diferente da próxima vez.

  • Permita-se estar/ficar triste. Negar tais sentimentos pode forçá-lo ao recalcamento, fazendo com que numa fase posterior a sua força se faça sentir provocando mais dano. Chore se você sentir essa necessidade. Provavelmente irá sentir alívio depois de chorar.
  • Se você se sentir triste, aceite estar triste durante algumas horas ou um dia. Use a sua tristeza para fazer uma introspeção, decida ficar sozinho, ouvir música melancólica, e observar os seus pensamentos e sentimentos. Planejar um determinado tempo para expressar a sua infelicidade temporária, pode ajudá-lo a sair desse estado.
  • Pense no contexto em que emergem esses sentimentos de tristeza. São relacionados a uma perda ou a um evento infeliz? Geralmente não é tão simples como descobrir a “causa ” da tristeza, mas talvez seja possível compreender os fatores envolvidos.
  • A tristeza como resultado de uma mudança. A tristeza pode ser resultado de uma mudança que você não esperava, ou pode sinalizar a necessidade de uma mudança na sua vida. A mudança geralmente é stressante, mas é necessário para o nosso crescimento.
  • Estar temporariamente triste não é depressão. ...
  • Não confundir tristeza com depressão
    A dor que sentimos, quando bem acolhida, é transformada em compaixão, força ou compreensão. Parte dela pode virar culpa, que nos impele à  assumir a responsabilidade que nos cabe em uma situação. Na nossa criação dependemos daqueles que nos cuidam para aprendermos a reconhecer, conter e transformar as emoções que sentimos. Quando algo nos machuca emocionalmente e esta dor nos é narrada pelo outro e reconhecida, ela é contida por outro e esta contenção nos liberta para perceber outros aspectos do que vivemos.  Amparados por alguém podemos perceber que estávamos exagerando na importância que demos à um evento, que somos mais fortes do que nos machucou, que tudo não passou de um mal entendido ou que quem nos machucou o fez por suas próprias limitações. 

    Porém para algumas dores não tivemos reconhecimento e acolhimento o suficiente. Neste caso o corpo reage de forma mais complicada, pois não houve vivências suficientes de acolhimento e tranquilidade para lidar com estas emoções e contextos. As situações são recebidas com hipersensibilidade, ficamos atentos e reativos à sinais da má intenção dos outros. Pode então haver raiva excessiva: entramos em estado de alerta, nos preparamos para nos defender como em uma batalha, planejamos rotas de fuga e ataque. O corpo queima, o coração dispara, os olhos ficam atentos. Por outro lado, pode também haver culpa e amortecimento, nos culpamos por não conseguirmos nos defender daquela situação ou ação do outro que nos causou dor, pensamos que por sermos quem somos é que nos tratam da forma que nos tratam, os ombros caem pra frente, o olhar baixa.  Às vezes, transitamos de um polo à outro, mas no geral a garganta trava pois o que realmente nos magoa não pode ser dito, já que não aprendemos à dizê-lo e sentimos profundamente, às vezes com grande razão, que não seremos ouvidos.

    Felizmente aprendemos a vida inteira. Ao longo da vida encontramos diversas pessoas que podem entender o que sentimos. Elas ressoam com nossas emoções mantendo-se tranquilas. Independente do que pensem das pessoas, atitudes e circunstancia que nos machucara, elas compreendem de forma muito intuitiva e muito próxima nossa dor. Essas pessoas podem ser nossos amigos, namorados e namoradas, um desconhecido, um terapeuta, um familiar. Estes momentos de compreensão, validação e aceitação do que sentimos é um momento de cura. Um momento em que o instinto poderoso que vive em nosso peito pode ser liberto. O nó na nossa garganta destrava e nosso peito passa a expandir de forma mais ampla e relaxar profundamente, restabelecendo a respiração ampla e completa. Nas relações com estas pessoas resgatamos nossas coragem, nossa compaixão e muitos outros sentimentos fortes relacionados ao coração e construímos assim subsídios para viver de peito aberto os momentos em que não formos ouvidos como verdadeiramente precisamos.

Vc vera a posição das estrelas, planetas..constelaçoes.... maravilha!!!!!

Solar System Scope.. Basta clicar e esperar um pouquinho ate seu carregamento...



Sigmund Freud (Áustria 1856-1939)Sigmund Freud (Áustria 1856-1939)
O pai da psicanálise
"Primeiro, olhe bem as profundezas de sua alma e aprenda a saber quem você é; depois, entenda o que há de errado com você." __Freud__

A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.

Sigmund Freud




"Tolerância é aceitar as diferenças, entender que nem todas as pessoas são como eu gostaria que fossem. Não posso mudá-las, mas posso mudar minha visão em relação a elas.Descobrir pelo menos uma qualidade em alguém é o primeiro passo para transformar a rejeição em aceitação..

Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa. Sigmund Freud

Carl Gustav Jung (Suiça 1875-1961), herdeiro da Psicanálise



“Ocupar-se com os sonhos é uma espécie de tomada de consciência de si”




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